Sim senhor, foi inaugurada a "nova" Ribeira das Naus !
Agora podemos ver a Doca Seca do Arsenal e a Doca da Caldeirinha. Agora dispõem os lisboetas e os visitantes de Lisboa de mais um local para ficarem a ver navios, olhando para o Tejo.
Mas para quando um local, na margem lisboeta do Tejo, através do qual os lisboetas tenham de facto acesso ao Tejo?
Para quando um local onde os munícipes de Lisboa (e visitantes) tenham a possibilidade de aceder ao Tejo, para nele navegarem e o conhecerem, emvez de ficarem simplesmente na margem contemplando-o, a ver navios?
Para quando um CENTRO NÁUTICO DE LISBOA?
Teria alguma viabilidade se houvesse na Câmara Municipal de Lisboa gente do mar, o que não me parece que seja o caso. Aliás, gente do mar, no país, há muito pouca e cada vez menos haverá quando, como acontece na sua capital, os cidadãos não têm quaisquer facilidades para para o integrarem nas suas vidas.
Quanto ao conceito de CENTRO NÁUTICO DE LISBOA, já o expuz anteriormente, aqui.
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14 de julho de 2014
16 de setembro de 2013
Alunos de escolas de Viana do Castelo vão iniciar-se em desportos náuticos
O Centro de Mar de Viana do Castelo, como se sabe, já está activo.
Ao longo do ano lectivo que agora se inicia centenas de alunos de várias escolas de Viana do Castelo vão iniciar-se em desportos náuticos praticando de forma continuada durante o ano.
A actividade vai desenrolar-se no âmbito da disciplina de Educação Física e decorrerá nas instalações do Centro de Mar de Viana do castelo respeitantes ao Surf, à Canoagem, ao Remo e à Vela, com enquadramento dos treinadores de modalidade ali existentes.
Assim, com certeza que surgirá gente do mar entre os jovens que têm o privilégio de frequentar as escolas de Viana do Castelo!!
Já é tempo de haver programas deste tipo nas várias cidades costeiras deste país que se diz de marinheiros!!
Já é tempo de deixar de haver estritamente Congressos e Seminários e Mesas Redondas e mais iniciativas do mesmo género em sede das quais o que se passa é que "falam, falam, mas não os vejo a fazer nada" no sentido de os portugueses irem para o mar.
E a capital do reino, quando terá o seu Centro Náutico?
Para o efeito, seria importante que o Presidente da Câmara de Lisboa fosse um homem do mar mas não é, infelizmente, o caso. E entre o restante elenco da autarquia também tenho dúvidas de que haja alguma gente do mar...
Para que serviria o Centro Náutico de Lisboa?
Dispenso-me de o dizer agora dado que já me referi a este aspecto no "post" aqui publicado em 14 de Dezembro de 2009.
Ao longo do ano lectivo que agora se inicia centenas de alunos de várias escolas de Viana do Castelo vão iniciar-se em desportos náuticos praticando de forma continuada durante o ano.
A actividade vai desenrolar-se no âmbito da disciplina de Educação Física e decorrerá nas instalações do Centro de Mar de Viana do castelo respeitantes ao Surf, à Canoagem, ao Remo e à Vela, com enquadramento dos treinadores de modalidade ali existentes.
Assim, com certeza que surgirá gente do mar entre os jovens que têm o privilégio de frequentar as escolas de Viana do Castelo!!
Já é tempo de haver programas deste tipo nas várias cidades costeiras deste país que se diz de marinheiros!!
Já é tempo de deixar de haver estritamente Congressos e Seminários e Mesas Redondas e mais iniciativas do mesmo género em sede das quais o que se passa é que "falam, falam, mas não os vejo a fazer nada" no sentido de os portugueses irem para o mar.
E a capital do reino, quando terá o seu Centro Náutico?
Para o efeito, seria importante que o Presidente da Câmara de Lisboa fosse um homem do mar mas não é, infelizmente, o caso. E entre o restante elenco da autarquia também tenho dúvidas de que haja alguma gente do mar...
Para que serviria o Centro Náutico de Lisboa?
Dispenso-me de o dizer agora dado que já me referi a este aspecto no "post" aqui publicado em 14 de Dezembro de 2009.
7 de março de 2013
Estratégia Nacional para o Mar
A Comissão Interministerial para os Assuntos do Mar (CIAM), estabeleceu um procedimento de consulta pública ao documento que expõe a Estratégia Nacional para o Mar, a decorrer entre 1 de Março e 31 de Maio de 2013.
Podemos consultar o documento aqui .
A Estratégia Nacional para o Mar é o instrumento de política pública que apresenta a visão de Portugal, para o período 2013–2020, no que se refere ao modelo de desenvolvimento assente na preservação e utilização sustentável dos recursos e serviços dos ecossistemas marinhos, apontando um caminho de longo prazo para o crescimento económico, inteligente sustentável e inclusivo, assente na componente marítima.
Podemos consultar o documento aqui .
A Estratégia Nacional para o Mar é o instrumento de política pública que apresenta a visão de Portugal, para o período 2013–2020, no que se refere ao modelo de desenvolvimento assente na preservação e utilização sustentável dos recursos e serviços dos ecossistemas marinhos, apontando um caminho de longo prazo para o crescimento económico, inteligente sustentável e inclusivo, assente na componente marítima.
16 de outubro de 2012
Clube Naval de Peniche em novas instalações
Decorre em bom ritmo a construção das novas instalações do Clube Naval de Peniche.
Uma vez instalado no novo local, o Clube Naval de Peniche, em termos de instalações e considerando as boas condições de acesso à água bem como as características do plano de água de Peniche passará a preencher os requisitos para se tornar um clube náutico de referência a nível nacional reunindo óptimas condições para acolher eventos internacionais.
Pode também vir a ser uma boa base para realização de estágios desportivos, na modalidade de vela e não só.
Aqui ficam duas fotos para memória futura:
Uma vez instalado no novo local, o Clube Naval de Peniche, em termos de instalações e considerando as boas condições de acesso à água bem como as características do plano de água de Peniche passará a preencher os requisitos para se tornar um clube náutico de referência a nível nacional reunindo óptimas condições para acolher eventos internacionais.
Pode também vir a ser uma boa base para realização de estágios desportivos, na modalidade de vela e não só.
Aqui ficam duas fotos para memória futura:
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24 de junho de 2010
Parque Marinho Luiz Saldanha:que oportunidades?
No próximo dia 29 de Junho (3ªfeira) às 18:30, em Sesimbra, no Auditório Conde Ferreira, vai realizar-se o 6º Fórum Alargado no âmbito do projecto MARGov. O Fórum é aberto a todos os que queiram participar.
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15 de junho de 2010
Transferência de áreas da frente ribeirinha de Lisboa para a gestão municipal
No dia 14 de Junho a Administração do Porto de Lisboa (APL) e a Câmara Municipal de Lisboa (CML) estabeleceram um protocolo que consta de dois documentos.
O primeiro estabelece as condições de transferência para o domínio público do Município de Lisboa de diversas áreas sem utilização portuária até agora sob jurisdição do domínio público marítimo e da APL.
O segundo fixa orientações para a cooperação institucional entre a APL e a CML, para a partilha de uma gestão integrada de áreas como a Doca de Pedrouços e as zonas de Santos e da Doca do Poço do Bispo.
Ora, o primeiro documento não diz seguramente respeito aos portugueses e lisboetas que porventura sintam interesse pelas coisas do mar e, sobretudo, que sintam necessidade de aceder ao mar. Vai com certeza a CML, “obrar” naquelas zonas da margem do Tejo como vem sendo habitual em outras autarquias em situações semelhantes. Relvados, passeios pedonais, pistas para bicicletas, esplanadas, restaurantes, instalações hoteleiras, etc., enfim, estruturas que não têm nada a ver com o acesso ao plano de água mas apenas com a sua contemplação passiva.
Já o segundo documento poderia, esse sim, ter a ver com a instalação e possibilidade de utilização por parte do cidadão contribuinte, de infra-estruturas permitindo o acesso ao rio e ao mar na verdadeira acepção da palavra. Acesso este quase inexistente em Lisboa.
Já o aqui dissemos mais do que uma vez:
As zonas mais adequadas para instalação de um centro náutico que Lisboa merece e de que muito necessita situam-se, precisamente, em Santos e em Pedrouços.
Será que é desta ?
Tenho muitas dúvidas… nem José Sócrates e António Costa são homens do mar nem Natércia Cabral é uma mulher do mar…
O primeiro estabelece as condições de transferência para o domínio público do Município de Lisboa de diversas áreas sem utilização portuária até agora sob jurisdição do domínio público marítimo e da APL.
O segundo fixa orientações para a cooperação institucional entre a APL e a CML, para a partilha de uma gestão integrada de áreas como a Doca de Pedrouços e as zonas de Santos e da Doca do Poço do Bispo.
Ora, o primeiro documento não diz seguramente respeito aos portugueses e lisboetas que porventura sintam interesse pelas coisas do mar e, sobretudo, que sintam necessidade de aceder ao mar. Vai com certeza a CML, “obrar” naquelas zonas da margem do Tejo como vem sendo habitual em outras autarquias em situações semelhantes. Relvados, passeios pedonais, pistas para bicicletas, esplanadas, restaurantes, instalações hoteleiras, etc., enfim, estruturas que não têm nada a ver com o acesso ao plano de água mas apenas com a sua contemplação passiva.
Já o segundo documento poderia, esse sim, ter a ver com a instalação e possibilidade de utilização por parte do cidadão contribuinte, de infra-estruturas permitindo o acesso ao rio e ao mar na verdadeira acepção da palavra. Acesso este quase inexistente em Lisboa.
Já o aqui dissemos mais do que uma vez:
As zonas mais adequadas para instalação de um centro náutico que Lisboa merece e de que muito necessita situam-se, precisamente, em Santos e em Pedrouços.
Será que é desta ?
Tenho muitas dúvidas… nem José Sócrates e António Costa são homens do mar nem Natércia Cabral é uma mulher do mar…
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2 de março de 2010
O Centro Náutico de Lisboa e a Volvo Ocean Race
Ontem, 1 de Março, foi apresentado em cerimónia pública no Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa, o protocolo que garante que a próxima edição da regata à volta do mundo por etapas, a Volvo Ocean Race, tenha uma escala em Lisboa, em Junho de 2012.
Trata-se de uma organização conjunta da Câmara Municipal de Lisboa e da João Lagos Sports, assegurada através de uma parceria público-privada entre o Governo, através do Turismo de Portugal, a Câmara Municipal de Lisboa, através da Associação de Turismo de Lisboa, e a João Lagos Sports.
O Presidente da Câmara disse que “a participação da cidade será aproveitada para requalificar a frente-rio na zona da Doca de Pedrouços, atribuindo-lhe uma nova centralidade ribeirinha”
Está tudo muito bem. É pena é que a dita “centralidade ribeirinha” tenha já uma grande parte do seu espaço ocupado pela edifício do Centro de Investigação da Fundação Champalimaud, (ver o post de 17 de Abril de 2009)que bem podia ter sido construído noutra zona que não esta da Doca de Pedrouços que é a única (em conjunto com a zona de Santos, como já referi anteriormente) que resta à cidade de Lisboa para ter as instalações náuticas desportivas que há muito tempo a capital merece.
Será importante que a dita “nova centralidade ribeirinha” não se traduza apenas na instalação de uma marina com o respectivo investimento imobiliário em torno.
Recordo aqui uma parte daquilo que entendo dever ser o caderno de encargos de uma estrutura como a que vai nascer (ver o post de 14 de Dezembro passado):
Um Centro Náutico num Município é um equipamento urbano com a mesma importância de um estádio de futebol, um autódromo, um velódromo ou um pavilhão gimnodesportivo. Não deve ser confundido com uma marina. O Centro Náutico de Lisboa deverá ser concebido com capacidade para acolher várias actividades náuticas ligeiras, numa perspectiva “ecuménica”…
Voltarei a este assunto. Repare-se, por exemplo, que a Doca de Pedrouços não tem rampa de varadouro e será determinante que o Centro Náutico de Lisboa tenha uma grande rampa de varadouro, com uma área de parqueamento adjacente, para embarcações ligeiras.
Trata-se de uma organização conjunta da Câmara Municipal de Lisboa e da João Lagos Sports, assegurada através de uma parceria público-privada entre o Governo, através do Turismo de Portugal, a Câmara Municipal de Lisboa, através da Associação de Turismo de Lisboa, e a João Lagos Sports.
O Presidente da Câmara disse que “a participação da cidade será aproveitada para requalificar a frente-rio na zona da Doca de Pedrouços, atribuindo-lhe uma nova centralidade ribeirinha”
Está tudo muito bem. É pena é que a dita “centralidade ribeirinha” tenha já uma grande parte do seu espaço ocupado pela edifício do Centro de Investigação da Fundação Champalimaud, (ver o post de 17 de Abril de 2009)que bem podia ter sido construído noutra zona que não esta da Doca de Pedrouços que é a única (em conjunto com a zona de Santos, como já referi anteriormente) que resta à cidade de Lisboa para ter as instalações náuticas desportivas que há muito tempo a capital merece.
Será importante que a dita “nova centralidade ribeirinha” não se traduza apenas na instalação de uma marina com o respectivo investimento imobiliário em torno.
Recordo aqui uma parte daquilo que entendo dever ser o caderno de encargos de uma estrutura como a que vai nascer (ver o post de 14 de Dezembro passado):
Um Centro Náutico num Município é um equipamento urbano com a mesma importância de um estádio de futebol, um autódromo, um velódromo ou um pavilhão gimnodesportivo. Não deve ser confundido com uma marina. O Centro Náutico de Lisboa deverá ser concebido com capacidade para acolher várias actividades náuticas ligeiras, numa perspectiva “ecuménica”…
Voltarei a este assunto. Repare-se, por exemplo, que a Doca de Pedrouços não tem rampa de varadouro e será determinante que o Centro Náutico de Lisboa tenha uma grande rampa de varadouro, com uma área de parqueamento adjacente, para embarcações ligeiras.
15 de dezembro de 2009
O projecto "Centro Náutico de Lisboa"
Já está afixada no portal da Câmara Municipal de Lisboa a listagem dos projectos para votação no âmbito do orçamento participativo 2010.
Das 533 propostas registadas, 102 passaram à fase de projectos, para votação até ao próximo dia 20 de Dezembro. Entre eles não encontro o Projecto “Centro Náutico de Lisboa”.
Paciência…
Algum motivo terá levado os serviços técnicos da CML a descartarem a minha proposta…
Com tristeza verifico que nenhum daqueles 102 projectos tem o que quer que seja a ver com o acesso ao Tejo e à sua fruição. Assim, os lisboetas vocacionados para o rio e para o mar (que porventura ainda existam) talvez não tenham grande motivação para votar.
Aguardemos para ver no que se vai transformar o local que sugeri para o Centro Náutico.
Esperemos para ver se vai surgir algum Centro Náutico no Concelho de Lisboa, o que já tarda, se quisermos que a capital não se descaracterize como cidade marítima.
Das 533 propostas registadas, 102 passaram à fase de projectos, para votação até ao próximo dia 20 de Dezembro. Entre eles não encontro o Projecto “Centro Náutico de Lisboa”.
Paciência…
Algum motivo terá levado os serviços técnicos da CML a descartarem a minha proposta…
Com tristeza verifico que nenhum daqueles 102 projectos tem o que quer que seja a ver com o acesso ao Tejo e à sua fruição. Assim, os lisboetas vocacionados para o rio e para o mar (que porventura ainda existam) talvez não tenham grande motivação para votar.
Aguardemos para ver no que se vai transformar o local que sugeri para o Centro Náutico.
Esperemos para ver se vai surgir algum Centro Náutico no Concelho de Lisboa, o que já tarda, se quisermos que a capital não se descaracterize como cidade marítima.
14 de dezembro de 2009
Centro Náutico de Lisboa, um conceito
Terminou a fase de análise técnica das propostas apresentadas por munícipes à Câmara Municipal de Lisboa. Segundo o calendário do Orçamento Participativo da CML, ocorrerá agora a fase de votação nos projectos admitidos para escolha. Não vejo ainda no portal da CML a indicação sobre quais os projectos que passaram à fase de votação. Na expectativa, passo a expor o conceito inerente à proposta que o PORTUGALPROMAR apresentou.
Assim:
Um Centro Náutico num Município é um equipamento urbano com a mesma importância de um estádio de futebol, um autódromo, um velódromo ou um pavilhão gimnodesportivo. Não deve ser confundido com uma marina. O Centro Náutico de Lisboa deverá ser concebido com capacidade para acolher várias actividades náuticas ligeiras, numa perspectiva “ecuménica”, e deverá ser uma entidade / infra-estrutura dinâmica (por oposição a um grupo de armazéns em que várias entidades ou clubes guardam equipamentos e desenvolvem as suas actividades de forma descoordenada).
Neste conceito de Centro Náutico de Lisboa entende-se por actividades náuticas ligeiras a prática da vela em barcos com patilhão móvel (até 6 ou 7 m de comprimento), a prancha à vela (windsurf), o remo, a canoagem, o mergulho, o ski aquático e a motonáutica em embarcações ligeiras.
Será desejável que o Centro Náutico de Lisboa tenha instalações dedicadas a actividades relacionadas com as embarcações tradicionais do Tejo, que são um património vivo da Cidade de Lisboa (utilização em passeio e regata e museologia).
O mesmo Centro deverá permitir a utilização por parte de entidades públicas e privadas e pelos cidadãos a título individual proporcionando actividades em âmbitos de vária natureza (cursos de vela, de remo, de canoagem, de carpintaria e construção naval, de modelismo naval, actividades culturais e turísticas relacionadas com a náutica, etc.) bem como servir para utilização por cidadãos proprietários de pequenas embarcações de recreio, sem ligação a qualquer instituição.
O Centro deverá ter capacidade para receber eventos desportivos de desportos náuticos e desportos associados e eventos culturais associados com a náutica.
O Centro Náutico de Lisboa não deverá ser um local de mera armazenagem ou estacionamento de embarcações, mas sim um local de actividade permanente. (Cursos, baptismos, visitas de estudo…). Essa é a diferença entre um conjunto de barracões para guardar barcos e um Centro Náutico sob a égide de um Município.
Assim:
Um Centro Náutico num Município é um equipamento urbano com a mesma importância de um estádio de futebol, um autódromo, um velódromo ou um pavilhão gimnodesportivo. Não deve ser confundido com uma marina. O Centro Náutico de Lisboa deverá ser concebido com capacidade para acolher várias actividades náuticas ligeiras, numa perspectiva “ecuménica”, e deverá ser uma entidade / infra-estrutura dinâmica (por oposição a um grupo de armazéns em que várias entidades ou clubes guardam equipamentos e desenvolvem as suas actividades de forma descoordenada).
Neste conceito de Centro Náutico de Lisboa entende-se por actividades náuticas ligeiras a prática da vela em barcos com patilhão móvel (até 6 ou 7 m de comprimento), a prancha à vela (windsurf), o remo, a canoagem, o mergulho, o ski aquático e a motonáutica em embarcações ligeiras.
Será desejável que o Centro Náutico de Lisboa tenha instalações dedicadas a actividades relacionadas com as embarcações tradicionais do Tejo, que são um património vivo da Cidade de Lisboa (utilização em passeio e regata e museologia).
O mesmo Centro deverá permitir a utilização por parte de entidades públicas e privadas e pelos cidadãos a título individual proporcionando actividades em âmbitos de vária natureza (cursos de vela, de remo, de canoagem, de carpintaria e construção naval, de modelismo naval, actividades culturais e turísticas relacionadas com a náutica, etc.) bem como servir para utilização por cidadãos proprietários de pequenas embarcações de recreio, sem ligação a qualquer instituição.
O Centro deverá ter capacidade para receber eventos desportivos de desportos náuticos e desportos associados e eventos culturais associados com a náutica.
O Centro Náutico de Lisboa não deverá ser um local de mera armazenagem ou estacionamento de embarcações, mas sim um local de actividade permanente. (Cursos, baptismos, visitas de estudo…). Essa é a diferença entre um conjunto de barracões para guardar barcos e um Centro Náutico sob a égide de um Município.
10 de dezembro de 2009
Localização do Centro Náutico de Lisboa

Termina amanhã, dia 11 de Dezembro, o prazo para análise técnica das propostas apresentadas à Câmara Municipal de Lisboa no âmbito do Orçamento Participativo 2010. Entre elas está a proposta “Centro Náutico de Lisboa”, iniciativa do autor destas linhas. Para quem não sabe onde fica o local proposto para a coisa (o terminal da contentores da Transinsular – Operlis desactivado, em Santos-o-Velho) aqui fica uma foto de satélite onde se vê o dito. Entretanto há que esperar para ver se a proposta é admitida para conversão em projecto, passando assim à fase de votação que vai decorrer de 14 a 20 de Dezembro.
1 de dezembro de 2009
Centro Náutico de Lisboa
Concluído que está o prazo para apresentação de candidaturas no âmbito do Orçamento Participativo 2010 da Câmara Municipal de Lisboa constatei os seguintes factos:
1 - Foram registadas 526 propostas;
2 - O prazo de “análise técnica das candidaturas” decorrerá até 11 de Dezembro de 2009;
3 - A votação decorrerá de 14 a 20 de Dezembro de 2009;
4 – Entre as propostas registadas pelos serviços da CML consta efectivamente a nº 461, designada “Centro Náutico de Lisboa” ;
5 – A proposta “Centro Náutico de Lisboa”, segundo a respectiva sinopse que se pode ler no portal da Câmara Municipal de Lisboa, é a única entre as 526 registadas que se refere a algo relacionado com o acesso dos munícipes de Lisboa ao rio Tejo.
Posto isto, ocorrem-me as seguintes questões:
a)Em que consistirá a “análise técnica”?
b)A sujeição a votação dependerá da tal “análise técnica”?
c)Como se processará a votação?
1 - Foram registadas 526 propostas;
2 - O prazo de “análise técnica das candidaturas” decorrerá até 11 de Dezembro de 2009;
3 - A votação decorrerá de 14 a 20 de Dezembro de 2009;
4 – Entre as propostas registadas pelos serviços da CML consta efectivamente a nº 461, designada “Centro Náutico de Lisboa” ;
5 – A proposta “Centro Náutico de Lisboa”, segundo a respectiva sinopse que se pode ler no portal da Câmara Municipal de Lisboa, é a única entre as 526 registadas que se refere a algo relacionado com o acesso dos munícipes de Lisboa ao rio Tejo.
Posto isto, ocorrem-me as seguintes questões:
a)Em que consistirá a “análise técnica”?
b)A sujeição a votação dependerá da tal “análise técnica”?
c)Como se processará a votação?
30 de novembro de 2009
Orçamento Participativo 2010 da Câmara Municipal de Lisboa
Terminou ontem, dia 29 de Novembro, o prazo para os cidadãos munícipes de Lisboa apresentarem as suas propostas no âmbito do PO2010 da Câmara Municipal de Lisboa. Isto passa-se no sítio da CML na Web. Trata-se de um processo que tem uma certa piada. Os cidadãos fazem propostas que são votadas e transformadas em projectos. Ainda não entendi exactamente como são votadas, mas deduzo que serão votadas também através da internet. Também me falta entender se são transformadas em projectos antes ou depois de serem votadas. Mas a que propósito vem isto aqui para o PORTUGALPROMAR? Vem, muito simplesmente, porque um cidadão que escreve no PORTUGALPROMAR submeteu ao OP2010 uma proposta de “CENTRO NÁUTICO DE LISBOA”. É a proposta com o nº 461. Voltarei ao assunto.
16 de junho de 2009
Núcleo de náutica de recreio do Seixal
A Câmara Municipal do Seixal tem em curso o projecto de realização de um “Núcleo de náutica de recreio” que, essencialmente, consiste na realização de algumas melhorias no velho cais fluvial e no velho cais da pedra. No respeitante à recuperação e refuncionalização do cais da pedra é de desejar que a mesma não passe pela continuidade da existência da rampa de alagem ali instalada actualmente e que, como se pode ver nas fotos anexas, é essencialmente inútil. Desejável seria também, se porventura o objectivo for facilitar o acesso dos nautas de recreio ao plano de água da baía do Seixal, que seja construída ou instalada uma rampa que efectivamente permita alar embarcações ligeiras com alguma facilidade. De facto, em toda a baía do Seixal, não há uma rampa ou zona de areal com acesso livre ao público que permita, com um mínimo de eficácia, alar ou lançar embarcações, transportadas em atrelados ou em cima de viaturas automóveis.
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1 de junho de 2009
Novos obstáculos no acesso ao Tejo
A Administração do Porto de Lisboa (APL) e a Câmara Municipal de Lisboa (CML) firmaram em 22 de Setembro de 2008 um protocolo para a implementação de uma pista ciclável ribeirinha com cerca de 7,5 Km de extensão, entre a Torre de Belém e o Cais do Sodré, estando o custo desta infra-estrutura orçado em cerca de 650.000 euros. A APL assumirá metade do custo. A APL compromete-se ainda a suportar os custos dos projectos dos dois troços relativos às pontes pedonais e cicláveis sobre as entradas das docas de recreio do Bom Sucesso e de Belém, a executar no prazo máximo de dois anos a partir da assinatura do protocolo, cabendo ainda à APL suportar em 50% as despesas inerentes à manutenção desta infra-estrutura, sempre que ambas as partes reconheçam a necessidade da sua realização.
Esta não é, evidentemente, uma infra-estrutura destinada a levar os lisboetas para o Tejo. É, precisamente ao contrário, uma infra-estrutura destinada a dificultar o acesso dos lisboetas ao rio e ao mar, dado que as embarcações de recreio a nado naquelas duas docas terão o acesso ao rio condicionado pelas pontes pedonais construídas sobre as entradas das docas. Caso se trate de pontes fixas, os veleiros não poderão continuar a utilizar aquelas docas. Caso se trate de pontes móveis (o que não faria sentido) veleiros (e não só) passarão a ter o acesso sujeito a horários.
Assim, faço votos para que a construção da infra-estrutura em questão não se concretize, o que até nem seria inédito, dado que todos conhecemos projectos anunciados e nunca realizados.
Esta não é, evidentemente, uma infra-estrutura destinada a levar os lisboetas para o Tejo. É, precisamente ao contrário, uma infra-estrutura destinada a dificultar o acesso dos lisboetas ao rio e ao mar, dado que as embarcações de recreio a nado naquelas duas docas terão o acesso ao rio condicionado pelas pontes pedonais construídas sobre as entradas das docas. Caso se trate de pontes fixas, os veleiros não poderão continuar a utilizar aquelas docas. Caso se trate de pontes móveis (o que não faria sentido) veleiros (e não só) passarão a ter o acesso sujeito a horários.
Assim, faço votos para que a construção da infra-estrutura em questão não se concretize, o que até nem seria inédito, dado que todos conhecemos projectos anunciados e nunca realizados.
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11 de maio de 2009
Natação
Para que Portugal seja um país de gente do mar no século XXI e seguintes é, evidentemente, necessário que os seus cidadãos sejam homens e mulheres do mar.
Para os portugueses e portuguesas serem homens e mulheres do mar actuantes, é necessário que sejam homens e mulheres aptos a viver o mar, não só como portadores de cultura e vivência desse Meio, mas como actores.
Torna-se-me evidente a necessidade de o cidadão português saber nadar desde a mais tenra idade, se queremos que Portugal seja uma nação de gente do mar nos dias de hoje e no futuro.
Tudo indica que D. Henrique “O Navegador”, cuja vivência como “homem do mar” consistiu em quatro travessias em barco à vela como passageiro (duas idas e duas vindas) da Península Ibérica para o Norte de África, não sabia nadar. E Vasco da Gama, saberia nadar?
Talvez não importe muito especular agora sobre as capacidades daqueles dois notáveis cidadãos portugueses, no respeitante à sua adaptação ao Meio aquático. Talvez não importe muito especular sobre as suas características de homens do mar, na época em que viveram.
Todavia eu diria que, na perspectiva da actual Estratégia Nacional para o Mar, se torna imperioso criar e garantir a existência de condições para que todo o jovem português tenha facilitada a possibilidade de aprender a nadar, no âmbito da escolaridade mínima obrigatória.
Aliás, não basta que seja no âmbito da escolaridade mínima obrigatória, dado que esta já vai até aos dezoito anos de idade (12º ano de escolaridade). Importa que seja no primeiro ciclo do ensino básico. Afinal, qual é a percentagem de portugueses que sabem nadar desde os dez anos de idade?
Para os portugueses e portuguesas serem homens e mulheres do mar actuantes, é necessário que sejam homens e mulheres aptos a viver o mar, não só como portadores de cultura e vivência desse Meio, mas como actores.
Torna-se-me evidente a necessidade de o cidadão português saber nadar desde a mais tenra idade, se queremos que Portugal seja uma nação de gente do mar nos dias de hoje e no futuro.
Tudo indica que D. Henrique “O Navegador”, cuja vivência como “homem do mar” consistiu em quatro travessias em barco à vela como passageiro (duas idas e duas vindas) da Península Ibérica para o Norte de África, não sabia nadar. E Vasco da Gama, saberia nadar?
Talvez não importe muito especular agora sobre as capacidades daqueles dois notáveis cidadãos portugueses, no respeitante à sua adaptação ao Meio aquático. Talvez não importe muito especular sobre as suas características de homens do mar, na época em que viveram.
Todavia eu diria que, na perspectiva da actual Estratégia Nacional para o Mar, se torna imperioso criar e garantir a existência de condições para que todo o jovem português tenha facilitada a possibilidade de aprender a nadar, no âmbito da escolaridade mínima obrigatória.
Aliás, não basta que seja no âmbito da escolaridade mínima obrigatória, dado que esta já vai até aos dezoito anos de idade (12º ano de escolaridade). Importa que seja no primeiro ciclo do ensino básico. Afinal, qual é a percentagem de portugueses que sabem nadar desde os dez anos de idade?
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5 de maio de 2009
O sextante
Considero que há essencialmente duas espécies de candidatos à habilitação com a carta de patrão de alto mar: os que a procuram porque acham a navegação astronómica com recurso ao sextante uma coisa curiosa e interessante , não tendo qualquer necessidade da carta para efeitos práticos e os que, por outro lado, necessitam efectivamente da carta e de conhecimentos e habilitações pertinentes para, na prática, poderem ir para além da navegação costeira (não obstante vários destes também acharem muito interessante a coisa do sextante…).
Um amigo meu, patrão de alto mar, levou um veleiro de Lisboa a Cabo Verde o ano passado. Não levou sextante a bordo. E possui um bom sextante. E sabe utilizá-lo. E, talvez por isso tudo, sabe que o sextante é essencialmente inútil a bordo de uma pequena embarcação, hoje em dia. Em contrapartida levou vários GPS. Este meu amigo prepara-se para realizar uma volta ao mundo, com início em 2011… e, à partida, não está a pensar levar um sextante a bordo. Também não me consta que o Francisco Lobato, nas suas travessias oceânicas que o qualificam como o mais prestigiado marinheiro oceânico português da actualidade, tenha utilizado o sextante…
Repare-se no paradoxo que é o facto de a legislação portuguesa não exigir que exista um sextante a bordo de uma embarcação de recreio portuguesa em navegação oceânica…quando, por outro lado, exige que o patrão de alto mar seja um perito na navegação astronómica com recurso ao sextante!!!
Resumindo, o que pretendo dizer é que o actual conteúdo programático do curso e do exame de patrão de alto mar, tal como ainda se encontra legislado, se constitui fundamentalmente como um mero obstáculo para o acesso dos portugueses ao Oceano.
Se Portugal fosse efectivamente um país de marinheiros no séc. XXI, seguramente que a navegação astronómica com sextante não faria parte do programa da carta de patrão de alto mar tal como ainda faz.
Um amigo meu, patrão de alto mar, levou um veleiro de Lisboa a Cabo Verde o ano passado. Não levou sextante a bordo. E possui um bom sextante. E sabe utilizá-lo. E, talvez por isso tudo, sabe que o sextante é essencialmente inútil a bordo de uma pequena embarcação, hoje em dia. Em contrapartida levou vários GPS. Este meu amigo prepara-se para realizar uma volta ao mundo, com início em 2011… e, à partida, não está a pensar levar um sextante a bordo. Também não me consta que o Francisco Lobato, nas suas travessias oceânicas que o qualificam como o mais prestigiado marinheiro oceânico português da actualidade, tenha utilizado o sextante…
Repare-se no paradoxo que é o facto de a legislação portuguesa não exigir que exista um sextante a bordo de uma embarcação de recreio portuguesa em navegação oceânica…quando, por outro lado, exige que o patrão de alto mar seja um perito na navegação astronómica com recurso ao sextante!!!
Resumindo, o que pretendo dizer é que o actual conteúdo programático do curso e do exame de patrão de alto mar, tal como ainda se encontra legislado, se constitui fundamentalmente como um mero obstáculo para o acesso dos portugueses ao Oceano.
Se Portugal fosse efectivamente um país de marinheiros no séc. XXI, seguramente que a navegação astronómica com sextante não faria parte do programa da carta de patrão de alto mar tal como ainda faz.
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24 de abril de 2009
Rampa de varadouro inacessível
Se Portugal fosse um país de marinheiros, a rampa de varadouro que se vê nas fotografias aqui juntas não se encontraria com o acesso completamente vedado a quem quer que seja.
Trata-se de uma boa rampa, num local interessante (margem direita do rio Trancão, a poucos metros do local onde este desagua no Tejo, um pouco a montante da ponte Vasco da Gama).
Esta rampa tem também o interesse de se encontrar junto a um enorme parque de estacionamento (vestígio da Expo 98) que se encontra quase sempre vazio.
Esta rampa poderia ser uma infra-estrutura disponível para qualquer cidadão que pretendesse colocar ou retirar da água uma embarcação ligeira. Mas não é. O acesso está completamente vedado por terra, inclusive para viaturas todo o terreno. A rampa encontra-se no Concelho de Loures. Refira-se que toda a nova zona urbanizada da área correspondente à Expo 98 (Concelho de Lisboa), que fica adjacente para juzante na margem do Tejo, também não dispõe de qualquer rampa de varadouro utilizável pelo cidadão contribuinte. Será que Portugal é um país de marinheiros??
Trata-se de uma boa rampa, num local interessante (margem direita do rio Trancão, a poucos metros do local onde este desagua no Tejo, um pouco a montante da ponte Vasco da Gama).
Esta rampa tem também o interesse de se encontrar junto a um enorme parque de estacionamento (vestígio da Expo 98) que se encontra quase sempre vazio.
Esta rampa poderia ser uma infra-estrutura disponível para qualquer cidadão que pretendesse colocar ou retirar da água uma embarcação ligeira. Mas não é. O acesso está completamente vedado por terra, inclusive para viaturas todo o terreno. A rampa encontra-se no Concelho de Loures. Refira-se que toda a nova zona urbanizada da área correspondente à Expo 98 (Concelho de Lisboa), que fica adjacente para juzante na margem do Tejo, também não dispõe de qualquer rampa de varadouro utilizável pelo cidadão contribuinte. Será que Portugal é um país de marinheiros??
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23 de abril de 2009
Rampas de varadouro em Portugal
Identificam-se como a Zu e o Pedro, os criadores de um sítio na internet onde podemos encontrar um “catálogo” ou “guia” das rampas de varadouro existentes em Portugal. Bem hajam por terem criado este instrumento. Afinal, os navegadores ou marinheiros que subsistem no nosso país e que navegam em embarcações ligeiras, acabam sempre por necessitar de rampas para ir e vir do mar…
Pena é que não haja mais rampas de acesso livre ao cidadão contribuinte…
Pena é que não haja mais rampas de acesso livre ao cidadão contribuinte…
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19 de abril de 2009
Rampas de varadouro
Rampas de varadouro são infra-estruturas determinantes para o acesso das embarcações à água, sobretudo para as embarcações ligeiras, sejam estas usadas em actividades profissionais (sobretudo a pesca, no caso de Portugal) ou em actividades no âmbito da náutica de recreio.
À primeira vista até pode parecer que há muitas rampas de varadouro em Portugal, mas não é realmente tanto assim. É facto que têm surgido novas rampas de há alguns anos para cá, tanto na costa Oeste e na costa Sul do Continente, como nas regiões autónomas da Madeira e dos Açores e, inclusivamente, num ou noutro plano de água interior.
Simplesmente, uma grande parte destas rampas não é de acesso livre aos cidadãos contribuintes, incluindo os que têm as suas obrigações fiscais integralmente cumpridas. Em Portugal, uma grande parte das rampas para acesso ao mar tem o acesso restrito a utentes específicos. É o caso das rampas em muitas marinas de recreio e em diversos clubes náuticos, com utilização sujeita a pagamento, por vezes estritamente reservadas a clientes ou sócios. Ou o caso de rampas de determinadas instituições (militares, autoridades portuárias, instituto de socorros a náufragos, etc.).
Há também casos interessantes de rampas, algumas de construção recente, que pura e simplesmente têm o acesso vedado a quem quer que seja. Há, inclusivamente, casos em que foram construídos, pelo Estado, edifícios sobre rampas de varadouro já existentes, restringindo ou impedindo a sua utilização por embarcações.
Por outro lado há rampas que só são utilizáveis durante poucas horas, porque terminam acima da altura da baixa-mar, acabando “em degrau”.
Tudo somado constata-se que, sobretudo no território continental, é muito escasso o número de rampas livremente utilizáveis por parte do cidadão contribuinte.
Ora, tendo em conta que Portugal é, muitas vezes, designado como “país de marinheiros” e tendo em vista a Estratégia Nacional para o Mar, não será importante que surjam rampas de acesso livre nas zonas onde não existem?
À primeira vista até pode parecer que há muitas rampas de varadouro em Portugal, mas não é realmente tanto assim. É facto que têm surgido novas rampas de há alguns anos para cá, tanto na costa Oeste e na costa Sul do Continente, como nas regiões autónomas da Madeira e dos Açores e, inclusivamente, num ou noutro plano de água interior.
Simplesmente, uma grande parte destas rampas não é de acesso livre aos cidadãos contribuintes, incluindo os que têm as suas obrigações fiscais integralmente cumpridas. Em Portugal, uma grande parte das rampas para acesso ao mar tem o acesso restrito a utentes específicos. É o caso das rampas em muitas marinas de recreio e em diversos clubes náuticos, com utilização sujeita a pagamento, por vezes estritamente reservadas a clientes ou sócios. Ou o caso de rampas de determinadas instituições (militares, autoridades portuárias, instituto de socorros a náufragos, etc.).
Há também casos interessantes de rampas, algumas de construção recente, que pura e simplesmente têm o acesso vedado a quem quer que seja. Há, inclusivamente, casos em que foram construídos, pelo Estado, edifícios sobre rampas de varadouro já existentes, restringindo ou impedindo a sua utilização por embarcações.
Por outro lado há rampas que só são utilizáveis durante poucas horas, porque terminam acima da altura da baixa-mar, acabando “em degrau”.
Tudo somado constata-se que, sobretudo no território continental, é muito escasso o número de rampas livremente utilizáveis por parte do cidadão contribuinte.
Ora, tendo em conta que Portugal é, muitas vezes, designado como “país de marinheiros” e tendo em vista a Estratégia Nacional para o Mar, não será importante que surjam rampas de acesso livre nas zonas onde não existem?
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17 de abril de 2009
Lisboa, capital de um país de marinheiros
A cidade de Lisboa não dispõe de um Centro Náutico Municipal, isto é, de uma estrutura vocacionada para a divulgação, promoção e aprendizagem da prática de actividades náuticas (vela, canoagem, remo, motonáutica, …) junto do cidadão contribuinte. Dispõe de piscinas municipais (poucas), mas não dispõe de um Centro Náutico Municipal.
Estamos a falar de uma cidade que é a capital de um país muitas vezes designado como “país de marinheiros”, no entanto os seus munícipes não dispõem de uma infra-estrutura pensada de raiz, que lhes possibilite uma abordagem vivida das actividades náuticas no rio Tejo.
Em toda a margem ribeirinha de Lisboa escasseiam locais tecnicamente adequados para a instalação da referida infra-estrutura, devido às características hidrográficas do rio e considerando também a necessidade de espaço disponível em terra.
Um desses locais, se não actualmente o único, no Concelho de Lisboa, é a zona onde se situa a Doca de Pedrouços. Não foi seguramente por acaso que a Doca de Pedrouços foi construída naquele local. Não foi também por acaso que as armadas que largaram do Tejo para darem mundos ao mundo, desde o século XV, se constituíram naquele local. Não foi também por acaso que a candidatura de Lisboa/Oeiras/Cascais para receber a edição da Taça da América em 2007 previa a instalação da base náutica de apoio aos veleiros concorrentes naquela mesma Doca e zonas envolventes.
Actualmente encontra-se em construção, na margem do rio e adjacente à Doca de Pedrouços, a nascente, o conjunto de edifícios destinados ao Centro de Investigação da Fundação Champalimaud.
No sítio da internet daquela Fundação pode ler-se que “… o Centro Champalimaud promove a relação da cidade com o oceano e com o ‘desconhecido’ abrindo ao público amplas zonas ajardinadas de circulação pedonal através do empreendimento e ao longo do rio... , ao mesmo tempo que devolve o rio à cidade e o torna acessível através de zonas públicas de grande beleza.”
Será. Promoverá a relação da cidade com o oceano… e devolverá o rio à cidade tornando-o acessível… mas numa atitude meramente contemplativa. Não é seguramente uma infra-estrutura que venha facilitar o acesso dos portugueses ao rio e ao oceano. Antes pelo contrário, dificulta-o, quando vai ocupar os últimos espaços disponíveis para a instalação de uma base náutica desportiva, cultural e de lazer, como Lisboa merece enquanto capital de um país que tem uma Estratégia Nacional para o Mar.
Estamos a falar de uma cidade que é a capital de um país muitas vezes designado como “país de marinheiros”, no entanto os seus munícipes não dispõem de uma infra-estrutura pensada de raiz, que lhes possibilite uma abordagem vivida das actividades náuticas no rio Tejo.
Em toda a margem ribeirinha de Lisboa escasseiam locais tecnicamente adequados para a instalação da referida infra-estrutura, devido às características hidrográficas do rio e considerando também a necessidade de espaço disponível em terra.
Um desses locais, se não actualmente o único, no Concelho de Lisboa, é a zona onde se situa a Doca de Pedrouços. Não foi seguramente por acaso que a Doca de Pedrouços foi construída naquele local. Não foi também por acaso que as armadas que largaram do Tejo para darem mundos ao mundo, desde o século XV, se constituíram naquele local. Não foi também por acaso que a candidatura de Lisboa/Oeiras/Cascais para receber a edição da Taça da América em 2007 previa a instalação da base náutica de apoio aos veleiros concorrentes naquela mesma Doca e zonas envolventes.
Actualmente encontra-se em construção, na margem do rio e adjacente à Doca de Pedrouços, a nascente, o conjunto de edifícios destinados ao Centro de Investigação da Fundação Champalimaud.
No sítio da internet daquela Fundação pode ler-se que “… o Centro Champalimaud promove a relação da cidade com o oceano e com o ‘desconhecido’ abrindo ao público amplas zonas ajardinadas de circulação pedonal através do empreendimento e ao longo do rio... , ao mesmo tempo que devolve o rio à cidade e o torna acessível através de zonas públicas de grande beleza.”
Será. Promoverá a relação da cidade com o oceano… e devolverá o rio à cidade tornando-o acessível… mas numa atitude meramente contemplativa. Não é seguramente uma infra-estrutura que venha facilitar o acesso dos portugueses ao rio e ao oceano. Antes pelo contrário, dificulta-o, quando vai ocupar os últimos espaços disponíveis para a instalação de uma base náutica desportiva, cultural e de lazer, como Lisboa merece enquanto capital de um país que tem uma Estratégia Nacional para o Mar.
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