Na minha estante tenho apenas três dicionários portugueses de marinha. Desconheço, aliás, que haja mais.
O que estou a referir agora é o " Dicionário da linguagem de marinha antiga e actual" da autoria de Humberto Leitão e Vicente Lopes, das Edições Culturais da Marinha, Lisboa 1990, neste caso um exemplar da 3ª edição.
Em "posts" anteriores referi-me ao "Dicionário ilustrado de marinha" e ao "Vocabulário marujo". "Posts" de 17 de fevereiro de 2010 e de 17 de junho de 2009, respectivamente.
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24 de janeiro de 2019
20 de julho de 2012
A Costa dos Tesouros
Mónica Bello é jornalista. Iniciou-se na prática do mergulho, tornando-se uma mulher do mar, após um trabalho jornalístico que realizou em 1997 sobre as escavações subaquáticas da nau "Nossa Senhora dos Mártires" que naufragou em 1606 na barra do Tejo, junto a S.Julião da Barra.
E em boa hora se iniciou no mergulho porque, não fora isso e não teria eu na minha biblioteca esta excelente obra que muito nos dá a saber sobre o riquíssimo espólio arqueológico submerso em águas portuguesas, além de também se constituir como um trabalho muito actualizado sobre a situação do património arqueológico subaquático a nível mundial.São 430 páginas, com muitas ilustrações e fotos. Edição de Fevereiro de 2012 da Círculo de Leitores - Temas e Debates.
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18 de julho de 2012
Aprender a velejar - Guia de iniciação
"Aprender a velejar - Guia de iniciação" da autoria de Steve Sleight é um pequeno livrinho (53 páginas) editado pela Sete Mares (o meu é de uma edição de 2009) que poderia muito bem ser o guia recomendado pelas escolas de vela portuguesas a todos os candidatos à iniciação na arte de velejar. Aliás o livro é recomendado pela Federação Portuguesa de Vela, conforme se lê na capa.
Curiosamente, no entanto, na livraria "on line" que aquela Federação tem (ver no seu "site" www.fpvela.pt, no botão "publicações" e depois em "livraria") , o livro não aparece ali na lista de obras à venda. Facto muito curioso, deveras, quando ali se encontram outras obras publicadas pela mesma Editora que não têm, como esta tem, a nota de "recomendado pela Federação Portuguesa de Vela".
Enfim, mais um pequeníssimo episódio na saga desta Federação. Tenho uma teoria explicativa para este pequeno episódio, que é a seguinte: os principais responsáveis nos actuais órgãos sociais estarão mais motivados para questões relacionadas com construção civil e outros géneros de negócios correlacionados do que propriamente com a causa do desenvolvimento da vela em Portugal.
Curiosamente, no entanto, na livraria "on line" que aquela Federação tem (ver no seu "site" www.fpvela.pt, no botão "publicações" e depois em "livraria") , o livro não aparece ali na lista de obras à venda. Facto muito curioso, deveras, quando ali se encontram outras obras publicadas pela mesma Editora que não têm, como esta tem, a nota de "recomendado pela Federação Portuguesa de Vela".
Enfim, mais um pequeníssimo episódio na saga desta Federação. Tenho uma teoria explicativa para este pequeno episódio, que é a seguinte: os principais responsáveis nos actuais órgãos sociais estarão mais motivados para questões relacionadas com construção civil e outros géneros de negócios correlacionados do que propriamente com a causa do desenvolvimento da vela em Portugal.
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17 de julho de 2012
A memória dos bacalhoeiros - Uma contribuição para a sua história
" A Memória dos Bacalhoeiros - Uma contribuição para a sua História ", publicado pela Editorial Presença (neste caso edição de 1999), é uma obra da autoria de António Marques da Silva. Não é um romance, como se torna evidente pelo título do livro, mas sim um relato feito por alguém que sabe do que fala, porque viveu as situações, dado que António Marques da Silva foi comandante do Gazela Primeiro desde 1958 até 1964. Leitura muito interessante para quem estiver interessado em ter uma noção do que era a pesca do bacalhau feita pelos portugueses nos bancos da Terra Nova. O livro está ilustrado com muitas fotos da época. Se lermos também a obra de Alan Villiers (que apresentei aqui num post em 24 de Maio de 2009) relatando uma campanha no Argus, ficamos já com uma noção muito completa do que era a Faina Maior.
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13 de julho de 2012
História da Vela em Cascais
"História da Vela em Cascais, da primeira regata à internacionalização" da autoria de João Miguel Henriques, Olga Bettencourt e Teresa Ramirez, foi publicado em 2007, um pouco antes da realização dos Mundiais de Vela de Classes Olímpicas que occorreram naquele ano em Cascais.
Publicação das Edições INAPA, que contou com o apoio da Câmara Municipal de Cascais.
Trata-se de uma obra muito interessante para quem procurar saber sobre a génese da prática dos desportos náuticos em Portugal. De facto, neste livro não se trata apenas da história da vela em Cascais, mas da história de vários desportos náuticos em Portugal e, especialmente, na zona de Lisboa e de Cascais que foi onde a sua prática realmente se iniciou no nosso país. Um aspecto, entre muitos outros, que se torna evidente ao lermos este livro é o facto de o Clube Naval de Lisboa (na época o Real Club Naval de Lisboa) ter sido um dos "progenitores" do Clube Naval de Cascais, se não o principal. Na actualidade, curiosamente, o Clube Naval de Cascais é o maior clube de vela português, enquanto o Clube Naval de Lisboa, com um escassíssimo número de praticantes e em instalações degradadas, luta pela sua não extinção. São as voltas que a História dá...
Publicação das Edições INAPA, que contou com o apoio da Câmara Municipal de Cascais.
Trata-se de uma obra muito interessante para quem procurar saber sobre a génese da prática dos desportos náuticos em Portugal. De facto, neste livro não se trata apenas da história da vela em Cascais, mas da história de vários desportos náuticos em Portugal e, especialmente, na zona de Lisboa e de Cascais que foi onde a sua prática realmente se iniciou no nosso país. Um aspecto, entre muitos outros, que se torna evidente ao lermos este livro é o facto de o Clube Naval de Lisboa (na época o Real Club Naval de Lisboa) ter sido um dos "progenitores" do Clube Naval de Cascais, se não o principal. Na actualidade, curiosamente, o Clube Naval de Cascais é o maior clube de vela português, enquanto o Clube Naval de Lisboa, com um escassíssimo número de praticantes e em instalações degradadas, luta pela sua não extinção. São as voltas que a História dá...
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11 de julho de 2012
Fernão de Magalhães, a primeira viagem à volta do mundo...
E, já agora, uma curiosidade a reter:
O primeiro homem a fazer uma viagem de circum-navegação, que se saiba, não foi evidentemente Fernão de Magalhães, que foi morto antes de a concluir. Foi Henrique, um escravo de Fernão de Magalhães...
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19 de junho de 2012
Fernão de Magalhães, para além do fim do mundo
"Fernão de Magalhães, para além do fim do mundo", de Laurence Bergreen é uma leitura muito interessante para qualquer português e não só. Dá-nos uma visão sobre a época, a vida e o empreendimento de Fernão de Magalhães, muito mais abrangente do que as que se obtêm nos trabalhos de outros autores portugueses. Sobretudo muito mais abrangente do que a que constava nos meus livros de História do meu tempo de liceu. Seguramente que contribui para isso o facto de o autor ser americano. Não se trata, todavia, de uma "americanice", mas sim de um trabalho muito sério de um autor não espartilhado pelas condicionantes com que estiveram espartilhados muitos historiadores portugueses ao longo do século vinte, sobretudo os autores de livros escolares ou de outras obras de divulgação, ou de programas em televisão. Obra publicada pela Bertrand Editora.
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6 de março de 2012
Náutica de Recreio em Portugal
Trata-se de uma das mais recentes "aquisições" para a minha biblioteca, ou não fosse eu também um membro do Forum Permanente para os Assuntos do Mar.
É um trabalho sério, recentemente publicado, que compila um conjunto de dados sobre a náutica de recreio em Portugal, e não só.
Todavia a parte mais interessante é o conjunto de propostas de actuação e de planos de acção, com os respectivos objectivos operacionais devidamente explicitados que constituem matéria que deveria ser de leitura obrigatória para membros do governo, deputados da Assembleia da República, autarcas, capitães dos portos, professores, industriais e comerciantes da náutica de recreio, dirigentes desportivos de federações de desportos náuticos e respectivos treinadores, aos quais deveria ser perguntado, dentro de algum tempo, o que é que cada um fez concretamente no âmbito da realização das ditas propostas de acção.
É o que se me oferece propor ao Grupo de Trabalho da Náutica de Recreio: que não pare por aqui e que dentro de um ano ou dois proceda à apresentação de um Relatório sobre a concretização das acções agora propostas.
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27 de junho de 2011
Genuíno Madruga e o "Mundo que eu vi"
Estamos não só perante um verdadeiro homem do mar, um verdadeiro marinheiro, mas também perante o mais notável velejador de cruzeiro português de sempre .
Para aqueles menos conhecedores destas coisas, realço que esta circum-navegação em solitário de Genuíno Madruga, de Leste para Oeste, pelo cabo Horn e o de Boa Esperança, foi a primeira realizada por um português que se inclui assim no escassíssimo número de velejadores que concretizaram tal feito. Foi também o primeiro português a rondar o Cabo Horn em solitário (independentemente do sentido da rondagem).
Para a grande maioria dos cidadãos (e cidadãs) portugueses/as o nome "Genuíno Madruga", seguramente, não diz nada. Mas a grande maioria conhece, seguramente, nomes de vários jogadores de futebol . Será que somos um país de marinheiros... ou de gente do mar??
O livro, uma edição da VerAçor, tem muitas fotografias e está escrito para todos, isto é, não se trata de uma obra de carácter técnico na linguagem "esotérica" que as gentes do mar usam
mas sim de uma obra em que o autor, tal como o título diz, descreve ao leitor o mundo que viu e, (eu diria) que viveu nesta viagem.
mas sim de uma obra em que o autor, tal como o título diz, descreve ao leitor o mundo que viu e, (eu diria) que viveu nesta viagem.
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25 de março de 2011
Corsários e piratas portugueses
"Corsários e piratas portugueses", da autoria de Alexandra Pelúcia, da editora "A esfera dos livros" é uma leitura interessante. Resulta da tese de doutoramento da autora. Lendo este livrinho, confirma-se aquilo que já sabíamos mas que não nos ensinam na História de Portugal que se aprende no liceu, isto é, que os notáveis portugueses (uns, nobres, outros nem tanto...) que andaram navegando pelos mares da Índia nos tempos de antanho foram notáveis corsários e piratas. Começando pelo próprio D. Vasco da Gama, responsável por diversos actos bárbaros e de grande violência cometidos pelas tripulações sob seu comando.
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14 de março de 2011
9 de outubro de 2010
Mulheres navegantes no tempo de Vasco da Gama
Muito interessante a leitura desta obra de Fina d'Armada, resultante da sua dissertação de mestrado. Publicada pela Ésquilo, sendo este meu exemplar de uma edição de 2006. É evidente que as mulheres estiveram envolvidas nas grandes navegações portuguesas e na expansão de Portugal pelo mundo, simplesmente a "historiazinha" de Portugal que eu tive que gramar nos meus tempos de liceu omitia-as. Lendo esta obra ficamos inclusivamente a saber quem foi a deusa e as ninfas da Ilha dos Amores que Camões cantou nos Lusíadas. Na realidade, uma portuguesa no exílio, com as suas filhas...que Camões terá contactado na Índia.
Isto também me faz lembrar que certas edições dos Lusíadas para uso escolar, nos anos sessenta do século passado, tinham o Canto IX (se não me falha a memória era o IX) censurado...isto é, apagado na sua maior parte, precisamente o Canto onde se falava da Ilha dos Amores... mas isto é outro assunto que não vem agora ao caso.
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5 de abril de 2010
RemoPortugal
Saiu o primeiro número do RemoPortugal, uma revista bimensal publicada pela Federação Portuguesa de Remo. Leitura interessante que permite ter uma visão do que se passa com o Remo em Portugal bem como dos projectos da modalidade no nosso país.
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17 de fevereiro de 2010
Dicionário ilustrado de marinha
Não existem muitos dicionários portugueses de marinha. Pela minha parte conheço apenas três. O “Dicionário ilustrado de marinha” de António Marques Esparteiro é um clássico obrigatório para quem se interesse por barcos e coisas do mar. Durante muitos anos quis adquirir um, mas foi impossível uma vez que a sua edição se encontrava esgotada há décadas. Inclusivamente cheguei a procurar em alfarrabistas.
A sua editora, a Clássica Editora, lá resolveu reeditá-lo, com a colaboração da Marinha Portuguesa. Assim surgiu a 2ª edição em Novembro de 2001, (revista e actualizada por J. Martins da Silva) o que me permitiu obter o exemplar que tenho agora na minha estante. Chama-se “dicionário ilustrado”, mas não se trata de uma coisa com muitas fotos ou bonecos. Tem, outrossim, algumas ilustrações simples, num estilo característico da época da primeira edição. O “Vocabulário marujo”, a que me referi num “post”aqui afixado em 17 de Junho de 2009 é o segundo dos três dicionários de marinha que conheço (portugueses). Pode ser descarregado gratuitamente da internet. Numa outra ocasião referir-me-ei ao terceiro.
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10 de fevereiro de 2010
Cristóvão Colon (Colombo) era português
Gostei imenso de ler esta obra. Resultado de um exaustivo trabalho de investigação dos autores, Manuel Luciano da Silva e Sílvia Jorge da Silva, que não são historiadores profissionais. Trata-se assim de uma obra resultante de uma longa paixão pelo assunto.Manuel Luciano é médico e este facto terá talvez contribuído bastante para a abordagem que é feita à investigação da nacionalidade daquele navegador, com a perspectiva da medicina legal incluída, bem como a metodologia das análises de ADN e a questãozinha do cromossoma Y.
Ficamos a saber que Cristóvão Colombo, aliás Cristóvão Colon, aliás Salvador Fernandes Zarco era português, alentejano. Que se saiba, não há historiadores profissionais que ponham em causa este trabalho de Manuel Luciano e de Sílvia.
Bem hajam por terem reposto as “coisas” no seu lugar.
O livro tem muitas ilustrações interessantes. Este meu exemplar é da Editora Quidnovi (4ª edição, Maio de 2008). Fiquei com curiosidade de ver o filme que Manoel de Oliveira fez, como consequência de ter lido este livro.
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6 de dezembro de 2009
Desafiar os limites
“Desafiar os limites – A Ciência da Sobrevivência“ é uma obra da autoria de Frances Ashcroft, professora de fisiologia na Universidade de Oxford. Trata-se de uma obra de divulgação, de leitura fácil e muito motivadora para o público não especialista em fisiologia. Abrange a sobrevivência no frio, no calor, em grande altitude (baixa pressão atmosférica), sob grande pressão (mergulho) e outras matérias. Obra de relevante interesse para quem se aventura no mar, e não só…
A autora, sendo cientista, também relata vivências na primeira pessoa, como remadora, como mergulhadora, e outras…
O exemplar da minha biblioteca é uma edição da Editorial Bizâncio, 1ª edição, de 2006
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8 de novembro de 2009
O mar e a Mocidade Portuguesa
Os governantes de Portugal no período do Estado Novo tinham a noção da atracção que as actividades de ar livre, ou desportos da natureza, podem exercer sobre os cidadãos, especialmente os mais jovens, e da grande potencialidade que a prática das mesmas tem como meio educacional.
Aos jovens que se inscreviam nos centros de instrução especializada de marinharia era atribuída a respectiva caderneta que se vê nas fotos anexas.
Essa caderneta tinha, em rodapé das suas páginas, pequenas frases sobre o mar. São essas frases que aqui transcrevo pela ordem em que aparecem nas páginas da dita caderneta, dispensando-me de comentários.
Ei-las, para reflexão:
“A MOCIDADE PORTUGUESA NÃO DESAMPARARÁ NUNCA O MAR”
“O MAR É O IMPÉRIO”
“O MAR FOI E HÁ-DE SER SEMPRE PORTUGUÊS”
“O MAR É GRANDE INIMIGO DA HIPOCRISIA E DA MEDIOCRIDADE”
“O MAR ENSINA A FALAR ALTO E A OLHAR LONGE”
“O MAR É A GRANDE ESCOLA DO CARÁCTER”
“NO MAR A TEMERIDADE E A PRUDÊNCIA ANDAM LIGADAS”
“É PELO MAR QUE PORTUGAL RESPIRA”
“O MAR É O AGENTE SALVADOR E ABENÇOADO PARA UNIR OS PORTUGUESES DE TODOS OS QUADRANTES”
“O MAR CONDICIONA E INFLUENCIA A VIDA DA TERRA”
“É NO SENTIDO DO OCEANO QUE SE TORNA NECESSÁRIO ORIENTAR O DESENVOLVIMENTO DA MOCIDADE”
“OS PAÍSES TÊM OS DESPORTOS DA SUA GEOGRAFIA”
“RESTITUIR À MOCIDADE A TENTAÇÃO DOS HORIZONTES SALINOS E IODADOS, É RECONCILIÁ-LA COM O PASSADO”
“O PROBLEMA DO MAR É O PROBLEMA DA JUVENTUDE DE PORTUGAL”
“O MAR NÃO CONHECE POBRES NEM RICOS, NIVELA TODOS”
“PORTUGAL, GEOGRAFICAMENTE PENINSULAR, TEM UMA MENTALIDADE E UM DESTINO INSULARES”
“O MAR, COM TODAS AS SUAS SEDUÇÕES, O SEU PRESTÍGIO E AS SUAS GLÓRIAS, IMPÕE-SE AO CULTO DA GENTE PORTUGUESA”
“AS ESTATÍSTICAS PROVAM A CONSIDERÁVEL INFLUÊNCIA DO MAR NA ECONOMIA NACIONAL”
“O MAR CONTINUA A SER INESGOTÁVEL DEPÓSITO DE RIQUEZAS”
“ATRAVÉS DO MAR SE CONSTRUÍU E MANTÉM A SOBERANIA PLENA DE PORTUGAL”
“O ESPLENDOR E A CLARIDADE DA EXISTÊNCIA APRENDEM-SE NO MAR”
“SÓ O MAR LIBERTA OS PORTUGUESES DOS VÍCIOS ACANHADOS”
“O MAR É FONTE DE ENERGIAS”
“O MAR É O GRANDE TÓNICO PARA O ROBUSTECIMENTO DA RAÇA”
“FAZER A PROPAGANDA DO MAR É CONSTRIBUIR PARA O REJUVENESCIMENTO FÍSICO E ESPIRITUAL DA NAÇÃO”
“GRAÇAS AO MAR, PORTUGAL ALCANÇOU A COTA DAS NAÇÕES UNIVERSAIS”
“O MAR EXPLICA O FUNDO IDEALISTA E LÍRICO DA ARTE E DO CARÁCTER PORTUGUÊS”
“O MAR DEU A VITÓRIA À NAÇÃO PORTUGUESA SOBRE SI PRÓPRIA”
“MARES E OCEANOS CONSTITUEM OS ELOS DO MUNDO PORTUGUÊS”
“SEM O MAR, PORTUGAL NÃO CONTARIA OITO SÉCULOS DE EXISTÊNCIA”
“NOS AREAIS DE TODO O UNIVERSO SE INICIAM CAPÍTULOS DA NOSSA HISTÓRIA”
NO MAR NÃO FLORESCEM SENTIMENTOS QUE INSTILAM MORFINA NO ESPÍRITO”
“TODOS OS MARES ESTÃO REALIZADOS PELA EPOPEIA DE PORTUGAL”
“A PROSPERIDADE DE UM IMPÉRIO É COROLÁRIO DO USO DO MAR”
“É NO MAR QUE SE TEMPERAM OS MELHORES PREDICADOS DE UM POVO”
“O MAR OFERECE AO HOMEM A MAIS AMPLA EXPRESSÃO DO PODER DIVINO”
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2 de novembro de 2009
Longitude
“Longitude”, da autoria de Dava Sobel, relata-nos a história de John Harrison, que dedicou a sua vida, no século XVIII, à solução do “problema da longitude”, isto é, de descobrir um processo de os navegadores determinarem a longitude da sua posição no mar. Neste caso, o que tenho na prateleira é uma 3ª edição, de 2002, da Tema e Debates.
John Harrison seguiu uma via distinta da que os grandes nomes da ciência e da astronomia, na época, preconizavam. Enquanto estes procuravam uma resposta nos céus, Harrison atreveu-se a procurar uma solução mecânica. E descobriu a resposta, inventando o cronómetro. Harrison teve a oposição do “lobby” dos astrónomos e foi cruelmente tratado toda a vida no respeitante ao reconhecimento da eficácia da sua invenção, que resolveu o maior problema científico do seu tempo. A realidade dos factos veio demonstrar posteriormente a razão de Harrison, quando todos os navegadores passaram a utilizar o cronómetro.
Naturalmente que tudo isto me faz pensar na situação actual em Portugal, em relação ao “lobby” que, no respeitante ao programa do curso de patrão de alto mar, continua a fazer a apologia do sextante, mantendo-o como o “bicho de sete cabeças” do curso, em detrimento da utilização do GPS.
Mas, voltando ao livrinho, achei-o muito interessante. É um relato dramático sobre astronomia, navegação e relojoaria e sobre a obsessão de Harrison na construção e aperfeiçoamento cronómetro. Esta leitura deixou-me a vontade de, voltando a Londres, ir ao National Maritime Museum ver os cronómetros de Harrison que lá se encontram, em pleno funcionamento.
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11 de outubro de 2009
Portugal nos mares
Consta nas minhas prateleiras, neste caso numa edição da Guimarães Editores, de 1994.
Eu diria mesmo que todos aqueles que se dizem empenhados na Estratégia Nacional para o Mar e não leram esta obra, só ganhariam em lê-la...ou que incorrem numa lacuna grave se, estando empenhados na E.N.M. , desconhecem esta obra.
Como disse António Sérgio:
"...está nele (em Oliveira Martins) o germe - e mais do que o germe - do estado de espírito que nos caracteriza..."
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1 de outubro de 2009
Memórias de um baleeiro
Comprei este livro na ilha de S. Jorge, terra natal do autor, Nun' Álvares de Mendonça. Ele próprio andou na baleação. Livro muito interessante para quem se interessa pelas coisas do mar em geral e pelo mar português em particular. Desenhos e gravuras do autor. Edição da Nova Gráfica, Lda - Ponta Delgada
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