Sim senhor, foi inaugurada a "nova" Ribeira das Naus !
Agora podemos ver a Doca Seca do Arsenal e a Doca da Caldeirinha. Agora dispõem os lisboetas e os visitantes de Lisboa de mais um local para ficarem a ver navios, olhando para o Tejo.
Mas para quando um local, na margem lisboeta do Tejo, através do qual os lisboetas tenham de facto acesso ao Tejo?
Para quando um local onde os munícipes de Lisboa (e visitantes) tenham a possibilidade de aceder ao Tejo, para nele navegarem e o conhecerem, emvez de ficarem simplesmente na margem contemplando-o, a ver navios?
Para quando um CENTRO NÁUTICO DE LISBOA?
Teria alguma viabilidade se houvesse na Câmara Municipal de Lisboa gente do mar, o que não me parece que seja o caso. Aliás, gente do mar, no país, há muito pouca e cada vez menos haverá quando, como acontece na sua capital, os cidadãos não têm quaisquer facilidades para para o integrarem nas suas vidas.
Quanto ao conceito de CENTRO NÁUTICO DE LISBOA, já o expuz anteriormente, aqui.
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14 de julho de 2014
16 de setembro de 2013
Alunos de escolas de Viana do Castelo vão iniciar-se em desportos náuticos
O Centro de Mar de Viana do Castelo, como se sabe, já está activo.
Ao longo do ano lectivo que agora se inicia centenas de alunos de várias escolas de Viana do Castelo vão iniciar-se em desportos náuticos praticando de forma continuada durante o ano.
A actividade vai desenrolar-se no âmbito da disciplina de Educação Física e decorrerá nas instalações do Centro de Mar de Viana do castelo respeitantes ao Surf, à Canoagem, ao Remo e à Vela, com enquadramento dos treinadores de modalidade ali existentes.
Assim, com certeza que surgirá gente do mar entre os jovens que têm o privilégio de frequentar as escolas de Viana do Castelo!!
Já é tempo de haver programas deste tipo nas várias cidades costeiras deste país que se diz de marinheiros!!
Já é tempo de deixar de haver estritamente Congressos e Seminários e Mesas Redondas e mais iniciativas do mesmo género em sede das quais o que se passa é que "falam, falam, mas não os vejo a fazer nada" no sentido de os portugueses irem para o mar.
E a capital do reino, quando terá o seu Centro Náutico?
Para o efeito, seria importante que o Presidente da Câmara de Lisboa fosse um homem do mar mas não é, infelizmente, o caso. E entre o restante elenco da autarquia também tenho dúvidas de que haja alguma gente do mar...
Para que serviria o Centro Náutico de Lisboa?
Dispenso-me de o dizer agora dado que já me referi a este aspecto no "post" aqui publicado em 14 de Dezembro de 2009.
Ao longo do ano lectivo que agora se inicia centenas de alunos de várias escolas de Viana do Castelo vão iniciar-se em desportos náuticos praticando de forma continuada durante o ano.
A actividade vai desenrolar-se no âmbito da disciplina de Educação Física e decorrerá nas instalações do Centro de Mar de Viana do castelo respeitantes ao Surf, à Canoagem, ao Remo e à Vela, com enquadramento dos treinadores de modalidade ali existentes.
Assim, com certeza que surgirá gente do mar entre os jovens que têm o privilégio de frequentar as escolas de Viana do Castelo!!
Já é tempo de haver programas deste tipo nas várias cidades costeiras deste país que se diz de marinheiros!!
Já é tempo de deixar de haver estritamente Congressos e Seminários e Mesas Redondas e mais iniciativas do mesmo género em sede das quais o que se passa é que "falam, falam, mas não os vejo a fazer nada" no sentido de os portugueses irem para o mar.
E a capital do reino, quando terá o seu Centro Náutico?
Para o efeito, seria importante que o Presidente da Câmara de Lisboa fosse um homem do mar mas não é, infelizmente, o caso. E entre o restante elenco da autarquia também tenho dúvidas de que haja alguma gente do mar...
Para que serviria o Centro Náutico de Lisboa?
Dispenso-me de o dizer agora dado que já me referi a este aspecto no "post" aqui publicado em 14 de Dezembro de 2009.
6 de março de 2012
Náutica de Recreio em Portugal
Trata-se de uma das mais recentes "aquisições" para a minha biblioteca, ou não fosse eu também um membro do Forum Permanente para os Assuntos do Mar.
É um trabalho sério, recentemente publicado, que compila um conjunto de dados sobre a náutica de recreio em Portugal, e não só.
Todavia a parte mais interessante é o conjunto de propostas de actuação e de planos de acção, com os respectivos objectivos operacionais devidamente explicitados que constituem matéria que deveria ser de leitura obrigatória para membros do governo, deputados da Assembleia da República, autarcas, capitães dos portos, professores, industriais e comerciantes da náutica de recreio, dirigentes desportivos de federações de desportos náuticos e respectivos treinadores, aos quais deveria ser perguntado, dentro de algum tempo, o que é que cada um fez concretamente no âmbito da realização das ditas propostas de acção.
É o que se me oferece propor ao Grupo de Trabalho da Náutica de Recreio: que não pare por aqui e que dentro de um ano ou dois proceda à apresentação de um Relatório sobre a concretização das acções agora propostas.
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29 de janeiro de 2012
Promoção da Náutica em Portugal
Recebi a informação de que nos próximos dias 8 a 12 de Fevereiro, por ocasião da Nauticampo, em Lisboa, numa organização conjunta do Gabinete do Secretário de Estado do Mar, AIP/FIL, Turismo de Portugal, Fórum Empresarial da Economia do Mar e Oceano XXI, vai realizar-se uma série de conferências e seminários de promoção da Náutica em Portugal.
A entrada é livre, mas é necessário fazer-se pré-inscrição até ao próximo dia 3 de Fevereiro no site http://www.fem.pt/Nauticampo2012, uma vez que o número de lugares é limitado.
Acho o programa muito curioso. Diversos dos palestrantes também me despertam a curiosidade, por motivos de ordem vária...
Seria importante que aqueles que verdadeiramente praticam e se interessam pela náutica de recreio em Portugal se inscrevessem e participassem contribuindo assim para que não se trate apenas de mais umas palestras e seminários sobre construção civil em Portugal.
A entrada é livre, mas é necessário fazer-se pré-inscrição até ao próximo dia 3 de Fevereiro no site http://www.fem.pt/Nauticampo2012, uma vez que o número de lugares é limitado.
Acho o programa muito curioso. Diversos dos palestrantes também me despertam a curiosidade, por motivos de ordem vária...
Seria importante que aqueles que verdadeiramente praticam e se interessam pela náutica de recreio em Portugal se inscrevessem e participassem contribuindo assim para que não se trate apenas de mais umas palestras e seminários sobre construção civil em Portugal.
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25 de maio de 2011
Náutica no Tejo - Que futuro?
Vai realizar-se no próximo dia 31 de Maio, no anfiteatro do Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa, um workshop sobre o futuro da náutica de recreio no estuário do Tejo. Podemos ver aqui alguma informação sobre o evento.
Entre os objectivos encontra-se a intenção de que "...este Workshop proporcione uma visão ambiciosa para as próximas décadas em termos das infra-estruturas exigidas para o desenvolvimento da Náutica de Recreio, dos Desportos Náuticos e do Turismo Náutico ao longo de todo o Estuário do Tejo e da margem costeira até Cascais...".
Oxalá este não seja mais um workshop sobre construção civil e investimentos imobiliários...
Efectivamente, sob os mais diversos pretextos, em vários locais do país, o que mais tenho visto é construção civil nas margens quase sempre nada contribuindo para que os portugueses acedam mais ao mar ou aos estuários, ou aos planos de água interiores...
Entre os objectivos encontra-se a intenção de que "...este Workshop proporcione uma visão ambiciosa para as próximas décadas em termos das infra-estruturas exigidas para o desenvolvimento da Náutica de Recreio, dos Desportos Náuticos e do Turismo Náutico ao longo de todo o Estuário do Tejo e da margem costeira até Cascais...".
Oxalá este não seja mais um workshop sobre construção civil e investimentos imobiliários...
Efectivamente, sob os mais diversos pretextos, em vários locais do país, o que mais tenho visto é construção civil nas margens quase sempre nada contribuindo para que os portugueses acedam mais ao mar ou aos estuários, ou aos planos de água interiores...
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19 de janeiro de 2011
O Sector Náutico nas Regiões Atlânticas
Tomem nota nas vossas agendas!
O projecto NEA 2 “Náutica Espaço Atlântico 2” convida os interessados a participar na Conferência Europeia sobre Náutica Sustentável: "Reflexões e Oportunidades de Desenvolvimento do Sector Náutico nas Regiões Atlânticas", a ter lugar pelos dias 26 e 27 Outubro de 2011, no Centro Cultural Le Quartz, em Brest (Bretanha).
O evento é organizado pelo Conseil Régional de Bretagne e pelo Conseil Général du Finistère, no âmbito do projecto europeu de cooperação transnacional NEA 2, e conta com o apoio dos parceiros do projecto, da União Europeia, da Conferência das Regiões Periféricas Marítimas (CRPM) e da Comissão Arco Atlântico.
O programa estará brevemente disponível em: www.nea2.eu .
Para mais informações podem contactar: contact@nea2.eu .
O projecto NEA 2 “Náutica Espaço Atlântico 2” convida os interessados a participar na Conferência Europeia sobre Náutica Sustentável: "Reflexões e Oportunidades de Desenvolvimento do Sector Náutico nas Regiões Atlânticas", a ter lugar pelos dias 26 e 27 Outubro de 2011, no Centro Cultural Le Quartz, em Brest (Bretanha).
O evento é organizado pelo Conseil Régional de Bretagne e pelo Conseil Général du Finistère, no âmbito do projecto europeu de cooperação transnacional NEA 2, e conta com o apoio dos parceiros do projecto, da União Europeia, da Conferência das Regiões Periféricas Marítimas (CRPM) e da Comissão Arco Atlântico.
O programa estará brevemente disponível em: www.nea2.eu .
Para mais informações podem contactar: contact@nea2.eu .
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15 de junho de 2010
Transferência de áreas da frente ribeirinha de Lisboa para a gestão municipal
No dia 14 de Junho a Administração do Porto de Lisboa (APL) e a Câmara Municipal de Lisboa (CML) estabeleceram um protocolo que consta de dois documentos.
O primeiro estabelece as condições de transferência para o domínio público do Município de Lisboa de diversas áreas sem utilização portuária até agora sob jurisdição do domínio público marítimo e da APL.
O segundo fixa orientações para a cooperação institucional entre a APL e a CML, para a partilha de uma gestão integrada de áreas como a Doca de Pedrouços e as zonas de Santos e da Doca do Poço do Bispo.
Ora, o primeiro documento não diz seguramente respeito aos portugueses e lisboetas que porventura sintam interesse pelas coisas do mar e, sobretudo, que sintam necessidade de aceder ao mar. Vai com certeza a CML, “obrar” naquelas zonas da margem do Tejo como vem sendo habitual em outras autarquias em situações semelhantes. Relvados, passeios pedonais, pistas para bicicletas, esplanadas, restaurantes, instalações hoteleiras, etc., enfim, estruturas que não têm nada a ver com o acesso ao plano de água mas apenas com a sua contemplação passiva.
Já o segundo documento poderia, esse sim, ter a ver com a instalação e possibilidade de utilização por parte do cidadão contribuinte, de infra-estruturas permitindo o acesso ao rio e ao mar na verdadeira acepção da palavra. Acesso este quase inexistente em Lisboa.
Já o aqui dissemos mais do que uma vez:
As zonas mais adequadas para instalação de um centro náutico que Lisboa merece e de que muito necessita situam-se, precisamente, em Santos e em Pedrouços.
Será que é desta ?
Tenho muitas dúvidas… nem José Sócrates e António Costa são homens do mar nem Natércia Cabral é uma mulher do mar…
O primeiro estabelece as condições de transferência para o domínio público do Município de Lisboa de diversas áreas sem utilização portuária até agora sob jurisdição do domínio público marítimo e da APL.
O segundo fixa orientações para a cooperação institucional entre a APL e a CML, para a partilha de uma gestão integrada de áreas como a Doca de Pedrouços e as zonas de Santos e da Doca do Poço do Bispo.
Ora, o primeiro documento não diz seguramente respeito aos portugueses e lisboetas que porventura sintam interesse pelas coisas do mar e, sobretudo, que sintam necessidade de aceder ao mar. Vai com certeza a CML, “obrar” naquelas zonas da margem do Tejo como vem sendo habitual em outras autarquias em situações semelhantes. Relvados, passeios pedonais, pistas para bicicletas, esplanadas, restaurantes, instalações hoteleiras, etc., enfim, estruturas que não têm nada a ver com o acesso ao plano de água mas apenas com a sua contemplação passiva.
Já o segundo documento poderia, esse sim, ter a ver com a instalação e possibilidade de utilização por parte do cidadão contribuinte, de infra-estruturas permitindo o acesso ao rio e ao mar na verdadeira acepção da palavra. Acesso este quase inexistente em Lisboa.
Já o aqui dissemos mais do que uma vez:
As zonas mais adequadas para instalação de um centro náutico que Lisboa merece e de que muito necessita situam-se, precisamente, em Santos e em Pedrouços.
Será que é desta ?
Tenho muitas dúvidas… nem José Sócrates e António Costa são homens do mar nem Natércia Cabral é uma mulher do mar…
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5 de abril de 2010
RemoPortugal
Saiu o primeiro número do RemoPortugal, uma revista bimensal publicada pela Federação Portuguesa de Remo. Leitura interessante que permite ter uma visão do que se passa com o Remo em Portugal bem como dos projectos da modalidade no nosso país.
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16 de novembro de 2009
A carta de marinheiro, a canoagem e o remo

Já me têm perguntado se é necessário ser-se portador da carta de marinheiro para praticar canoagem.
Vou tentar dar aqui alguns esclarecimentos:
O Dec. Lei 124/2004 de 25 de Maio, ou seja, o Regulamento da Náutica de Recreio (RNR), “estabelece as normas reguladoras da actividade da náutica de recreio” e também que “se aplica às embarcações de recreio”.
O mesmo diploma diz também que não são por ele abrangidas “as embarcações destinadas a competição incluindo os barcos a remos de competição, reconhecidas nessa qualidade pelas respectivas federações” e “as canoas, caiaques, gaivotas, cocos e outras embarcações desprovidas de motor ou vela, que naveguem até à distância de 300 metros da borda de água”.
Até aqui concluímos que, para navegar numa canoa ou caiaque até 300m da borda de água, a carta de marinheiro não é necessária.
Todavia, para além daquela distância, uma canoa ou caiaque passa a ser considerada uma embarcação de recreio de tipo 5 (ER de tipo 5) e, sendo exclusivamente movida a remos, de acordo com o RNR, só pode navegar até uma milha da costa. Mas atenção, porque se passa a ser uma ER, fica obrigada a registo (matrícula)…
Aí, a coisa complica-se, quanto à questão da carta, uma vez que o RNR estabelece que “as ER só podem navegar sob o comando de titulares de carta de navegador de recreio”. No entanto, o mesmo RNR diz-nos que a obrigatoriedade da carta “não se aplica a ER com comprimento inferior a 5m e potência inferior a 4,5KW, quando em navegação diurna, dentro do limite das barras dos portos”.
Enfim, não sei se esclareci alguma coisa… mas o próprio legislador também não deve saber esclarecer muito mais.
Resumindo e concluindo:
Há locais em que um caiaque ou canoa ou barco a remos a navegar não é uma embarcação de recreio (não sendo necessário registo, nem carta) e há locais onde é uma embarcação de recreio (necessidade de registo) sendo ou não necessária a carta conforme a embarcação tenha mais ou menos de 5 metros. Mas, se for de competição, não é necessário registo nem carta em local nenhum...
Mais simples não podia ser, como se vê!!
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7 de maio de 2009
Remadores oceânicos
Actualmente há registo de remadores oceânicos (homens e mulheres) dos seguintes países:
Reino Unido, França, Estados Unidos da América, Noruega, África do Sul, Espanha, Rússia, Brasil, Bélgica, Nova Zelândia, Austrália, Dinamarca, Holanda, Ucrânia, Alemanha, Suíça, Irlanda, China, Hungria, Barbados, Zimbabwe, Canada, Guatemala, Itália, Turquia, Argentina, Índia, Guiana, Ilhas Faroé.
Como se vê, Portugal não consta na lista.
Interrogo-me o seguinte:
- Se Portugal é um país de marinheiros, então porque é que não consta nesta lista??
Reino Unido, França, Estados Unidos da América, Noruega, África do Sul, Espanha, Rússia, Brasil, Bélgica, Nova Zelândia, Austrália, Dinamarca, Holanda, Ucrânia, Alemanha, Suíça, Irlanda, China, Hungria, Barbados, Zimbabwe, Canada, Guatemala, Itália, Turquia, Argentina, Índia, Guiana, Ilhas Faroé.
Como se vê, Portugal não consta na lista.
Interrogo-me o seguinte:
- Se Portugal é um país de marinheiros, então porque é que não consta nesta lista??
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