14 de outubro de 2009

A imprensa portuguesa e Francisco Lobato

Francisco Lobato continua a sua brilhante performance na Transat 6,50. A etapa Funchal – Salvador vai mais ou menos a meio e o Francisco Lobato continua a bater-se na frente. Confirma-se assim que estamos perante o mais carismático velejador português oceânico de sempre, falando de vela de competição.
Porque será que na televisão portuguesa, na rádio portuguesa e na imprensa escrita portuguesa não tenho visto referências a este acontecimento, que está a decorrer desde o final de Setembro passado e vai decorrer ainda por mais uns quantos dias?
Amigos disseram-me que, aquando da escala no Funchal, apareceu qualquer coisita, mas daí para cá, praticamente nada. Antes da chegada ao Funchal, onde Lobato chegou como vencedor, também nada… será porque somos um país de marinheiros?


11 de outubro de 2009

Portugal nos mares

"Portugal nos mares" de Oliveira Martins, devia ser de leitura obrigatória para todos aqueles que pretendem saber, e compreender, qual o papel que Portugal tem desempenhado no mar, desde a sua fundação.
Consta nas minhas prateleiras, neste caso numa edição da Guimarães Editores, de 1994.
Eu diria mesmo que todos aqueles que se dizem empenhados na Estratégia Nacional para o Mar e não leram esta obra, só ganhariam em lê-la...ou que incorrem numa lacuna grave se, estando empenhados na E.N.M. , desconhecem esta obra.
Como disse António Sérgio:
"...está nele (em Oliveira Martins) o germe - e mais do que o germe - do estado de espírito que nos caracteriza..."

5 de outubro de 2009

A Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Vela

A legislação portuguesa determinou, em Dezembro de 2008, um prazo para todas as federações desportivas nacionais modificarem os seus Estatutos, prazo que terminou no passado dia 26 de Julho de 2009. Os actuais corpos sociais da Federação Portuguesa de Vela tardiamente, no dia 25 de Julho, realizaram uma Assembleia Geral, não tendo a proposta de alteração de estatutos apresentada pela Direcção merecido aprovação. (Ver o meu “post” de 28 de Julho de 2009). Em consequência, a Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto ordenou ao IDP a realização de um inquérito à Federação Portuguesa de Vela (Ver o meu “post” de 14 de Agosto).
Agora, no passado dia 2 de Outubro, véspera de um fim de semana prolongado, realizou-se em Leixões mais uma reunião da A.G. da dita Federação, para efeitos de modificação dos estatutos. O Presidente da Mesa da A.G. da Federação Portuguesa de Vela protagonizando mais uma tentativa de perpetuar, de uma forma encapotada, o “status quo” que a legislação desportiva nacional pretende eliminar, convocou a reunião para uma data e para um local adequados para desmobilizar a participação de delegados. Foi a primeira vez, desde que há memória, que uma A.G. da Federação foi realizada fora da zona da sua sede (Lisboa). Além de desmobilizar, impediu a participação de delegados presentes (figuras bem conhecidas da vela nacional) alegando motivos incompreensíveis.
Mais uma vez a proposta de alteração de Estatutos apresentada pela Direcção não foi aprovada.
Persiste assim a disfuncionalidade que existe naquela Assembleia desde 1992. E porque não terá sido aprovada a proposta apresentada pela Direcção? Precisamente porque visa a continuação da disfuncionalidade. Foi também rejeitada pela Assembleia uma proposta alternativa apresentada por um conjunto significativo de sócios. Porque foi rejeitada esta proposta? Precisamente porque a actual Assembleia sofre de disfuncionalidade…
Definitivamente, a Federação Portuguesa de Vela está a tornar-se um caso de estudo muito interessante no universo das federações desportivas nacionais. Muito mais interessante do que o caso da Federação Portuguesa de Futebol. Pena é que a vela portuguesa saia prejudicada.

3 de outubro de 2009

Campeonato Europeu de Micro Magic

No passado fim de semana decorreu na ria de Faro o III Campeonato Europeu de Micro Magic.
Tive o grato prazer de participar no dito, integrado na selecção nacional. Excelente campeonato pela ótima qualidade da organização (da Associação Micro Magic Portugal, com a colaboração do Ginásio Clube Naval de Faro), pelo ambiente de são convívio e amizade entre os participantes e também, porque não dizê-lo, pela boa classificação obtida pelos portugueses.
Como já disse aqui anteriormente, este assunto do modelismo náutico em geral e o da vela radiocontrolada de competição, neste caso, é um assunto em que está metida gente do mar. Toda a gente que se interessa por estas coisas é gente do mar!
Assim, o modelismo náutico é também um excelente meio que tem o seu contributo a dar na Estratégia Nacional para o Mar. Aqui, neste filme pode ver-se, entre outros, o POR 44 em plena acção. E o que tem de especial o POR 44 ? Apenas a particularidade de levar a minha pessoa ao leme!

1 de outubro de 2009

Memórias de um baleeiro





Comprei este livro na ilha de S. Jorge, terra natal do autor, Nun' Álvares de Mendonça. Ele próprio andou na baleação. Livro muito interessante para quem se interessa pelas coisas do mar em geral e pelo mar português em particular. Desenhos e gravuras do autor. Edição da Nova Gráfica, Lda - Ponta Delgada

Mares da China


Ultimamente andei uns tempos para os lados dos mares da China. Por lá vi vestígios das andanças de portugueses por ali, há cerca de cinco séculos.

Não é o caso ilustrado na foto aqui junta... ou será?

16 de setembro de 2009

Francisco Lobato a brilhar na Transat 6,50




O Francisco Lobato está a fazer uma regata fantástica, discutindo o primeiro lugar da classificação geral, entre os protótipos, com o seu barco de série. A performance de Lobato na anterior Transat 6,50, em 2007, e na Vannes – Açores – Vannes, entre outras, só nos poderia levar a um prognóstico muito favorável para a presente regata. O nome de Francisco Lobato aparece nos media em França, que relatam e noticiam a regata à medida que ela vai decorrendo. O mesmo não acontece em Portugal… será por sermos um país de marinheiros?
Podemos acompanhar a regata e o Francisco, no seu sítio na internet e no sítio da regata, que tem versões em francês, em inglês e em português. Podemos também apoiar mais concretamente o esforço do Francisco tornando-nos seus “tripulantes virtuais”, conforme acabo de ver no sítio dele na internet. Vou inscrever-me… espero ainda ir a tempo de dar uma ajuda.

15 de setembro de 2009

Câmara Municipal de Cascais apoia projecto Londres 2012

A Câmara Municipal de Cascais anunciou que vai apoiar velejadores do Clube Naval de Cascais que tenham potencial para participar nos Jogos Olímpicos de Londres 2012. A Câmara disponibilizará um apoio de 350.000 euros ao longo de três anos e meio.
Aqui está um exemplo a seguir por outras autarquias situadas em zonas à beira mar, com clubes náuticos. A Câmara Municipal de Cascais compreendeu que a actividade desportiva de excelência (neste caso no âmbito da vela) se constitui como um importante factor de divulgação e de promoção da zona (Cascais e a costa do Estoril) a nível internacional.
Com este apoio, a Câmara tem também como objectivo conseguir que o número de velejadores daquele clube a participarem nos Jogos de Londres seja superior ao que se verificou nos Jogos de 2008 em que, dos oito velejadores olímpicos portugueses, cinco eram do Clube Naval de Cascais.
E, já agora, perguntamos:
Porque não estender a ideia aos Jogos Paralímpicos de Londres 2012?
Efectivamente, o Clube Naval de Cascais tem também uma actividade assinalável na área da vela adaptada, sendo que o actual campeão nacional é um velejador daquele clube (Bruno Pereira) que tem já também um promissor currículo internacional, tendo-se recentemente sagrado campeão europeu na classe Access 2.3. Faz todo o sentido que aquele apoio da Câmara ao Clube Naval de Cascais se estenda também ao Projecto Paralímpico Londres 2012.

29 de agosto de 2009

O Oceano... nosso Futuro




Este é um dos livros da minha biblioteca:


“O Oceano…nosso Futuro” é o relatório da Comissão Mundial Independente sobre os Oceanos, presidida por Mário Soares, ex-presidente da República de Portugal.
Este livro representa a primeira tentativa de tratar de uma forma integrada e num único volume a extensa gama de problemas que abrangem os nossos Oceanos actualmente.
Baseia-se nas reflexões, experiência e contribuições de cerca de 100 especialistas de todo o mundo.
Extremamente interessante e de leitura fácil para todos os que se interessam pelas coisas do mar.
Facto curioso:
Tenho tentado adquirir, uma vez ou outra, uns exemplares para oferecer a amigos (gente do mar…), mas nas livrarias portuguesas nada me sabem dizer de concreto, no sentido de eu poder adquirir o dito livrito. Não o têm, a edição está esgotada e mais não sabem...
Porque será que isto ocorre?
Será que vou ter que o adquirir na edição da universidade de Cambridge, em inglês, (Edição de 1998)?
(A edição portuguesa tem como editor: Expo 98/ Fundação Mário Soares).
Aparentemente, a edição portuguesa foi apenas uma ejaculação relacionada com a dita Expo 98… pena é que o livrito, em língua portuguesa, não se consiga adquirir nos dias de hoje…
Será que somos um país de marinheiros?... será que somos um país de gente do mar?... de gente preocupada com o Oceano??

19 de agosto de 2009

O Título Nacional de Mergulho


Sou mergulhador amador há alguns anos. Estou a referir-me a mergulho com escafandro autónomo. Actividade designada em termos internacionais por “SCUBA Diving” o que significa mergulho com SCUBA, abreviatura de Self Contained Underwater Breathing Apparatus, isto é, aparelho autónomo para respiração subaquática.
Estou devidamente credenciado para poder mergulhar, legalmente, na maior parte dos países do mundo (não sei mesmo se em praticamente todos).
Todavia, sendo cidadão português, não estou actualmente credenciado para mergulhar legalmente em Portugal, isto é, no meu país.
Porquê?
Porque não sou portador de um documento designado por “Título Nacional de Mergulho”, exigência que o Estado faz ao cidadão contribuinte português, para que este possa submergir-se em águas portuguesas, respirando com o tal escafandro autónomo.
E porque posso mergulhar legalmente noutros países?
Porque sou portador de um cartão de mergulhador emitido pela CMAS , obtido após cursos frequentados em Portugal, realizados legalmente, embora também pudesse ter frequentado os cursos em qualquer outro país.
Acho tudo isto uma delícia de ridículo que é, sobretudo quando se sabe que Portugal foi um dos países fundadores da CMAS, nos anos cinquenta do século passado e também quando se sabe que um indivíduo pode mergulhar legalmente em Portugal sem ser portador do “Título Nacional de Mergulho”, bastando-lhe ser portador de credencial de um curso equivalente feito noutro país.
Resumindo e concluindo:
Se eu não tivesse feito em Portugal, com instrutores portugueses devidamente credenciados, os cursos de mergulho que fiz e, em vez disso, os tivesse feito no estrangeiro, podia agora mergulhar legalmente no meu país sem ter que ser portador do “TNM”. Isto é, ou não é, uma delícia?
Eu, tendo feito a formação em 1999, e com uns quantos mergulhos feitos desde aí, necessito do TNM para mergulhar em Portugal tendo agora que o requerer ao Estado, e pagá-lo. Um português, ou um estrangeiro, que tenha feito (ou que faça agora) a formação no estrangeiro, não necessita do TNM para mergulhar em Portugal.
Somos ou não somos um país de gente do mar? E com grande auto estima, pelos vistos…