Mais um episódio na saga da Federação Portuguesa de Vela!
A sua "concorrente", a Federação de Vela de Portugal apresenta-se publicamente amanhã, no Jamor. Tem os seus Estatutos e prevê realizar as eleições para os seus primeiros órgãos sociais em Assembleia Geral a realizar no próximo dia 20 de Novembro.
No universo da vela portuguesa aguarda-se com grande expectativa o desenvolvimento de toda esta história.
Sem dúvida que é importante que algo aconteça, ou melhor, que algo já tenha acontecido, para "agitar as águas" do "mar morto" em que se transformou a Federação da modalidade.
Sem dúvida que este aparecimento de uma nova Federação só pode contribuir para um mais rápido desenlace da situação de impasse em que se encontra a modalidade no nosso país. A verdade é que todos os agentes da vela (praticantes, treinadores, dirigentes...) vão agora ser chamados a posicionarem-se no cenário em que se encontram. Seguidamente, terão a vela que merecerem, em função das opções que fizerem...
21 de setembro de 2010
15 de setembro de 2010
Federação de Vela de Portugal

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No passado dia 11 de Setembro constituiu-se a Federação de Vela de Portugal. Não confundir com a Federação Portuguesa de Vela , fundada em 1927, protagonista da saga que temos vindo a relatar aqui no Portugalpromar.
A gente do mar e da vela que participou naquela reunião aprovou o texto do manifesto que reproduzinos aqui junto.
Trata-se, sem dúvida, de um momento que vai ficar indelevelmente marcado na história de vela portuguesa.
Aguardemos os próximos episódios sabendo-se que, de acordo com a legislação portuguesa, não podem coexistir duas federações da mesma modalidade com poderes públicos delegados, isto é, com o estatuto de utilidade pública desportiva . Como se sabe, no actual momento, nenhuma delas tem o referido estatuto.
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2 de setembro de 2010
A Federação Portuguesa de Vela e a preparação olímpica
Mais um episódio da saga da Federação Portuguesa de Vela!
Desta feita, trata-se da publicação de um Despacho da Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto, de 17 de Agosto passado, que retira das mãos daquela Federação a campanha de preparação dos 11 velejadores actualmente envolvidos no Programa Londres 2012.
Podemos ler o Despacho aqui.
Amigos da vela têm-me perguntado qual será a solução possível para dar um final à história trágico-marítima da vela portuguesa que se desenrola desde o Outono de 2008, data em que os actuais órgãos sociais da FPV foram eleitos. Estou definitivamente convencido de que a única solução possível será a fundação de uma nova Federação, gerada de modo a que se faça efectivamente o corte epistemológico em relação ao modo de gerir a modalidade no país, fazendo com que esta aconteça de acordo com a sensibilidade e a paixão dos praticantes e não segundo os interesses de dirigentes que não são efectivamente gente do mar ou que são apenas "praticantes oportunistas".
Desta feita, trata-se da publicação de um Despacho da Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto, de 17 de Agosto passado, que retira das mãos daquela Federação a campanha de preparação dos 11 velejadores actualmente envolvidos no Programa Londres 2012.
Podemos ler o Despacho aqui.
Amigos da vela têm-me perguntado qual será a solução possível para dar um final à história trágico-marítima da vela portuguesa que se desenrola desde o Outono de 2008, data em que os actuais órgãos sociais da FPV foram eleitos. Estou definitivamente convencido de que a única solução possível será a fundação de uma nova Federação, gerada de modo a que se faça efectivamente o corte epistemológico em relação ao modo de gerir a modalidade no país, fazendo com que esta aconteça de acordo com a sensibilidade e a paixão dos praticantes e não segundo os interesses de dirigentes que não são efectivamente gente do mar ou que são apenas "praticantes oportunistas".
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8 de julho de 2010
Novamente a questão da Federação Portuguesa de Vela
Mais um episódio da saga dos Estatutos da Federação Portuguesa de Vela!
Desta feita, o Presidente da Federação publicou no sítio da FPV na internet um comunicado aos associados onde afirma que o Secretário de Estado da Juventude e do Desporto decidiu erradamente quando suspendeu a Utilidade Pública Desportiva àquela Federação. Deixa também entender que irá exigir uma indemnização pelos prejuízos financeiros e desportivos provocados à modalidade...
Pelo que se vê, isto, se calhar, ainda vai acabar no tribunal de Bruxelas...
Resolvida a questão da Utilidade Pública Desportiva, o que não deve tardar pelo que se lê no comunicado do Presidente da FPV, espero que o Congresso da Vela que ele anunciou no seu programa de candidatura em Setembro de 2008 ocorra com brevidade (ver o nosso "post" de 8 de Janeiro de 2010).
Desta feita, o Presidente da Federação publicou no sítio da FPV na internet um comunicado aos associados onde afirma que o Secretário de Estado da Juventude e do Desporto decidiu erradamente quando suspendeu a Utilidade Pública Desportiva àquela Federação. Deixa também entender que irá exigir uma indemnização pelos prejuízos financeiros e desportivos provocados à modalidade...
Pelo que se vê, isto, se calhar, ainda vai acabar no tribunal de Bruxelas...
Resolvida a questão da Utilidade Pública Desportiva, o que não deve tardar pelo que se lê no comunicado do Presidente da FPV, espero que o Congresso da Vela que ele anunciou no seu programa de candidatura em Setembro de 2008 ocorra com brevidade (ver o nosso "post" de 8 de Janeiro de 2010).
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7 de julho de 2010
Passeios no Tejo
O Museu de Marinha e o Ecomuseu Municipal do Seixal, em parceria, promovem passeios no Tejo, em embarcações típicas à vela.
Os próximos passeios estão agendados para o dia 16 de Julho. Basta fazer a reserva e, para embarcar, apresentar um bilhete de ingresso no Museu de Marinha.
Ver mais informações aqui.
Os próximos passeios estão agendados para o dia 16 de Julho. Basta fazer a reserva e, para embarcar, apresentar um bilhete de ingresso no Museu de Marinha.
Ver mais informações aqui.
5 de julho de 2010
Naufrágio ao largo de Aveiro
Sabemos que há duas semanas naufragou uma embarcação de recreio que saíra da barra de Aveiro para uma jornada de pesca desportiva. Cinco a bordo. Apenas um sobrevivente, Paulo Teixeira, de 37 anos de idade.
Vimos e ouvimos a trágica notícia, várias vezes, em toda a imprensa portuguesa de grande circulação (falada, escrita, televisiva…)
Os homens (e as mulheres) do mar, portugueses (sim, ainda existem alguns….) para além de lamentarem o sucedido, interrogam-se sobre o que terá efectivamente ocorrido. É natural…sempre foi assim e sempre assim será… tentar saber como aconteceu, para melhor evitarmos que aconteça connosco…
Todavia, de todas as notícias a que tive acesso, nada explicava o que aconteceu, enfim… como ocorreu o naufrágio… a que é que se deveu…
Hoje li um artigo de página inteira no jornal “O Público” em que a jornalista (Maria José Santana) faz um trabalho “poético” com uma entrevista ao único sobrevivente, intitulando a peça “Acreditei sempre que iria ser salvo”.
Relato, na primeira pessoa, sobre as 19 horas passadas agarrado à balsa (ou era uma bóia?... nem isso se percebeu nas notícias...). Relato sobre a promessa à Senhora de Fátima. Relato sobre como viu parceiros morrerem. Relato sobre o barco de pescadores profissionais que o resgatou. Declaração de que nunca mais irá ao mar…
Tudo isto me merece o máximo respeito.
Mas, o que efectivamente me interessaria saber (não por prazer, como é óbvio) é:
- A que é que se deveu o naufrágio, concretamente?
O Paulo Teixeira não saberá dizer-nos??
É que, das notícias, ou deste relato dele, nada ficámos a saber…
Características da embarcação? Onde e como ocorreu efectivamente o naufrágio? A que se deveu exactamente?
Vimos e ouvimos a trágica notícia, várias vezes, em toda a imprensa portuguesa de grande circulação (falada, escrita, televisiva…)
Os homens (e as mulheres) do mar, portugueses (sim, ainda existem alguns….) para além de lamentarem o sucedido, interrogam-se sobre o que terá efectivamente ocorrido. É natural…sempre foi assim e sempre assim será… tentar saber como aconteceu, para melhor evitarmos que aconteça connosco…
Todavia, de todas as notícias a que tive acesso, nada explicava o que aconteceu, enfim… como ocorreu o naufrágio… a que é que se deveu…
Hoje li um artigo de página inteira no jornal “O Público” em que a jornalista (Maria José Santana) faz um trabalho “poético” com uma entrevista ao único sobrevivente, intitulando a peça “Acreditei sempre que iria ser salvo”.
Relato, na primeira pessoa, sobre as 19 horas passadas agarrado à balsa (ou era uma bóia?... nem isso se percebeu nas notícias...). Relato sobre a promessa à Senhora de Fátima. Relato sobre como viu parceiros morrerem. Relato sobre o barco de pescadores profissionais que o resgatou. Declaração de que nunca mais irá ao mar…
Tudo isto me merece o máximo respeito.
Mas, o que efectivamente me interessaria saber (não por prazer, como é óbvio) é:
- A que é que se deveu o naufrágio, concretamente?
O Paulo Teixeira não saberá dizer-nos??
É que, das notícias, ou deste relato dele, nada ficámos a saber…
Características da embarcação? Onde e como ocorreu efectivamente o naufrágio? A que se deveu exactamente?
29 de junho de 2010
Fórum sobre Parque Marinho foi adiado
O Fórum alargado sobre o Parque Marinho Luiz Saldanha, que estava agendado para hoje, 29 de Junho, foi adiado para 22 de Setembro.
Segundo os organizadores o adiamento deve-se à coincidência com um jogo de futebol que ocorre hoje à mesma hora, tendo bastantes dos interessados manifestado a sua dificuldade ou impossibilidade em comparecerem hoje.
Assim, o Fórum ficou adiado para 22 de Setembro, data para a qual já estava prevista a realização do próximo fórum alargado.
Segundo os organizadores o adiamento deve-se à coincidência com um jogo de futebol que ocorre hoje à mesma hora, tendo bastantes dos interessados manifestado a sua dificuldade ou impossibilidade em comparecerem hoje.
Assim, o Fórum ficou adiado para 22 de Setembro, data para a qual já estava prevista a realização do próximo fórum alargado.
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24 de junho de 2010
Parque Marinho Luiz Saldanha:que oportunidades?
No próximo dia 29 de Junho (3ªfeira) às 18:30, em Sesimbra, no Auditório Conde Ferreira, vai realizar-se o 6º Fórum Alargado no âmbito do projecto MARGov. O Fórum é aberto a todos os que queiram participar.
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15 de junho de 2010
Transferência de áreas da frente ribeirinha de Lisboa para a gestão municipal
No dia 14 de Junho a Administração do Porto de Lisboa (APL) e a Câmara Municipal de Lisboa (CML) estabeleceram um protocolo que consta de dois documentos.
O primeiro estabelece as condições de transferência para o domínio público do Município de Lisboa de diversas áreas sem utilização portuária até agora sob jurisdição do domínio público marítimo e da APL.
O segundo fixa orientações para a cooperação institucional entre a APL e a CML, para a partilha de uma gestão integrada de áreas como a Doca de Pedrouços e as zonas de Santos e da Doca do Poço do Bispo.
Ora, o primeiro documento não diz seguramente respeito aos portugueses e lisboetas que porventura sintam interesse pelas coisas do mar e, sobretudo, que sintam necessidade de aceder ao mar. Vai com certeza a CML, “obrar” naquelas zonas da margem do Tejo como vem sendo habitual em outras autarquias em situações semelhantes. Relvados, passeios pedonais, pistas para bicicletas, esplanadas, restaurantes, instalações hoteleiras, etc., enfim, estruturas que não têm nada a ver com o acesso ao plano de água mas apenas com a sua contemplação passiva.
Já o segundo documento poderia, esse sim, ter a ver com a instalação e possibilidade de utilização por parte do cidadão contribuinte, de infra-estruturas permitindo o acesso ao rio e ao mar na verdadeira acepção da palavra. Acesso este quase inexistente em Lisboa.
Já o aqui dissemos mais do que uma vez:
As zonas mais adequadas para instalação de um centro náutico que Lisboa merece e de que muito necessita situam-se, precisamente, em Santos e em Pedrouços.
Será que é desta ?
Tenho muitas dúvidas… nem José Sócrates e António Costa são homens do mar nem Natércia Cabral é uma mulher do mar…
O primeiro estabelece as condições de transferência para o domínio público do Município de Lisboa de diversas áreas sem utilização portuária até agora sob jurisdição do domínio público marítimo e da APL.
O segundo fixa orientações para a cooperação institucional entre a APL e a CML, para a partilha de uma gestão integrada de áreas como a Doca de Pedrouços e as zonas de Santos e da Doca do Poço do Bispo.
Ora, o primeiro documento não diz seguramente respeito aos portugueses e lisboetas que porventura sintam interesse pelas coisas do mar e, sobretudo, que sintam necessidade de aceder ao mar. Vai com certeza a CML, “obrar” naquelas zonas da margem do Tejo como vem sendo habitual em outras autarquias em situações semelhantes. Relvados, passeios pedonais, pistas para bicicletas, esplanadas, restaurantes, instalações hoteleiras, etc., enfim, estruturas que não têm nada a ver com o acesso ao plano de água mas apenas com a sua contemplação passiva.
Já o segundo documento poderia, esse sim, ter a ver com a instalação e possibilidade de utilização por parte do cidadão contribuinte, de infra-estruturas permitindo o acesso ao rio e ao mar na verdadeira acepção da palavra. Acesso este quase inexistente em Lisboa.
Já o aqui dissemos mais do que uma vez:
As zonas mais adequadas para instalação de um centro náutico que Lisboa merece e de que muito necessita situam-se, precisamente, em Santos e em Pedrouços.
Será que é desta ?
Tenho muitas dúvidas… nem José Sócrates e António Costa são homens do mar nem Natércia Cabral é uma mulher do mar…
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11 de junho de 2010
Abby Sunderland foi encontrada viva
Como se sabe, felizmente a jovem americana Abby Sunderland foi encontrada viva após a perda de contacto com terra e a emissão de SOS por radiobalizas. Encontrava-se no Índico, a cerca de 2000 milhas de África e 2000 milhas da Austrália.
Perdeu o mastro...
Não ponho em causa a capacidade da jovem para realizar a circumnavegação sem escalas que se propusera. Simplesmente ponho em causa, como muitos outros velejadores, a opção que foi feita em relação à embarcação utilizada, neste caso um Open 40. De facto, infelizmente, veio a confirmar-se que esta opção por um barco de competição foi uma opção demasiado radical. Mais valeria que tivesse sido feita uma opção mais conservadora, tal como aconteceu com Jessica Watson , a jovem australiana que terminou recentemente a sua volta ao mundo sem escalas utilizando um "velho" Sparkman & Stephens 34.
Perdeu o mastro...
Não ponho em causa a capacidade da jovem para realizar a circumnavegação sem escalas que se propusera. Simplesmente ponho em causa, como muitos outros velejadores, a opção que foi feita em relação à embarcação utilizada, neste caso um Open 40. De facto, infelizmente, veio a confirmar-se que esta opção por um barco de competição foi uma opção demasiado radical. Mais valeria que tivesse sido feita uma opção mais conservadora, tal como aconteceu com Jessica Watson , a jovem australiana que terminou recentemente a sua volta ao mundo sem escalas utilizando um "velho" Sparkman & Stephens 34.
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