Confesso que, nos últimos tempos, não tenho visitado lá muito o sítio da Federação Portuguesa de Vela na internet.
Todavia estive agora a dar uma espreitadela e reparei que se encontra listado como sócio um clube com o nome de SPORT LISBOA E BENFICA.
Entendo que se trata de um novo sócio da dita Federação. Conheço bastante o panorama da vela portuguesa e dos desportos náuticos em Portugal e não conheço nenhum clube com aquele nome que tenha qualquer actividade na modalidade vela, ou qualquer secção de vela, ou algo assim.
Assim sendo, pode ser interessante conjecturar que desígnios motivam a aceitação do referido clube como sócio da Federação Portuguesa de Vela .
Tratar-se-á, simplesmente, da "futebolização" da vela de que já falo, no mínimo, desde 2008?
Tratar-se-á, apenas, de mais um "clube de vela virtual" para votar favoravelmente na manutenção dos actuais pseudo órgãos sociais da Federação Portuguesa de Vela bem como em todas as propostas que os mesmos apresentem nas reuniões que designam como Assembleias Gerais daquela Federação?
Ou, noutra perspectiva, tratar-se-á de mais um episódio da saga da Federação Portuguesa de Vela?
O futuro esclarecerá...
28 de setembro de 2012
A saga da Federação Portuguesa de Vela-novo episódio
Mais um episódio da saga da Federação Portuguesa de Vela!
Desta feita trata-se de candidatura a um lugar de vice-presidente da ISAF (Federação Internacional de Vela). Nuno Gonçalves Henriques é candidato, apesar de ter sido "auto-excluído" da Federação Portuguesa de Vela pelo seu actual presidente que também diligenciou junto da Federação Internacional tentando impedir a candidatura de Nuno Gonçalves. Curiosamente (para dizer o mínimo) José Leandro, que se intitula presidente da Federação Portuguesa de Vela, tendo sido eleito após todo um conjunto de irregularidades e ilegalidades processuais, é também agora candidato a um lugar de vice-presidente da Federação Internacional. Não param, portanto, as surpresas na saga da Federação Portuguesa de Vela!
Podemos ver aqui a notícia das candidaturas, hoje veiculada pela LUSA. Fico também surpreso por esta novidade de a LUSA noticiar isto, a mesma LUSA que se tem mantido tão silenciosa ao longo dos últimos quatro anos sobre tudo o que de escandaloso se tem passado no interior da Federação Portuguesa de Vela.
Desta feita trata-se de candidatura a um lugar de vice-presidente da ISAF (Federação Internacional de Vela). Nuno Gonçalves Henriques é candidato, apesar de ter sido "auto-excluído" da Federação Portuguesa de Vela pelo seu actual presidente que também diligenciou junto da Federação Internacional tentando impedir a candidatura de Nuno Gonçalves. Curiosamente (para dizer o mínimo) José Leandro, que se intitula presidente da Federação Portuguesa de Vela, tendo sido eleito após todo um conjunto de irregularidades e ilegalidades processuais, é também agora candidato a um lugar de vice-presidente da Federação Internacional. Não param, portanto, as surpresas na saga da Federação Portuguesa de Vela!
Podemos ver aqui a notícia das candidaturas, hoje veiculada pela LUSA. Fico também surpreso por esta novidade de a LUSA noticiar isto, a mesma LUSA que se tem mantido tão silenciosa ao longo dos últimos quatro anos sobre tudo o que de escandaloso se tem passado no interior da Federação Portuguesa de Vela.
24 de julho de 2012
Tall Ships Races 2012
No passado Domingo, dia 22 de Julho realizou-se em Lisboa, no Tejo, a largada / desfile dos barcos participantes na Tall Ships Race 2012, para a etapa Lisboa - Cádiz.
Recordo-me de em anteriores passagens desta regata por Lisboa ter ido ver a coisa ao vivo.
Desta vez decidi ficar em casa e ver na televisão, com a ideia de que, muitas vezes, vemos imagens nas reportagens televisivas que são mais interessantes do que o que se observa quando se está a ver o evento ao vivo.
Ora, fiquei a ver navios, como se costuma dizer desde que D. João VI e a sua corte embarcaram para o Brasil no mesmo local em que se realizou a largada desta regata.
De facto, não vi nada, nem nos telejornais das 13:00 horas, anunciando que o evento ia acontecer, nem durante a tarde, a partir das 14:00 horas, quando a coisa ocorreu. Nos telejornais da noite também, com grande surpresa e indignação, constatei que nada apareceu.No dia seguinte (ontem) também nada...
Porque será que acontecem estas coisas neste país que certos personagens insistem em dizer que é um país de marinheiros??
20 de julho de 2012
A Costa dos Tesouros
Mónica Bello é jornalista. Iniciou-se na prática do mergulho, tornando-se uma mulher do mar, após um trabalho jornalístico que realizou em 1997 sobre as escavações subaquáticas da nau "Nossa Senhora dos Mártires" que naufragou em 1606 na barra do Tejo, junto a S.Julião da Barra.
E em boa hora se iniciou no mergulho porque, não fora isso e não teria eu na minha biblioteca esta excelente obra que muito nos dá a saber sobre o riquíssimo espólio arqueológico submerso em águas portuguesas, além de também se constituir como um trabalho muito actualizado sobre a situação do património arqueológico subaquático a nível mundial.São 430 páginas, com muitas ilustrações e fotos. Edição de Fevereiro de 2012 da Círculo de Leitores - Temas e Debates.
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18 de julho de 2012
Aprender a velejar - Guia de iniciação
"Aprender a velejar - Guia de iniciação" da autoria de Steve Sleight é um pequeno livrinho (53 páginas) editado pela Sete Mares (o meu é de uma edição de 2009) que poderia muito bem ser o guia recomendado pelas escolas de vela portuguesas a todos os candidatos à iniciação na arte de velejar. Aliás o livro é recomendado pela Federação Portuguesa de Vela, conforme se lê na capa.
Curiosamente, no entanto, na livraria "on line" que aquela Federação tem (ver no seu "site" www.fpvela.pt, no botão "publicações" e depois em "livraria") , o livro não aparece ali na lista de obras à venda. Facto muito curioso, deveras, quando ali se encontram outras obras publicadas pela mesma Editora que não têm, como esta tem, a nota de "recomendado pela Federação Portuguesa de Vela".
Enfim, mais um pequeníssimo episódio na saga desta Federação. Tenho uma teoria explicativa para este pequeno episódio, que é a seguinte: os principais responsáveis nos actuais órgãos sociais estarão mais motivados para questões relacionadas com construção civil e outros géneros de negócios correlacionados do que propriamente com a causa do desenvolvimento da vela em Portugal.
Curiosamente, no entanto, na livraria "on line" que aquela Federação tem (ver no seu "site" www.fpvela.pt, no botão "publicações" e depois em "livraria") , o livro não aparece ali na lista de obras à venda. Facto muito curioso, deveras, quando ali se encontram outras obras publicadas pela mesma Editora que não têm, como esta tem, a nota de "recomendado pela Federação Portuguesa de Vela".
Enfim, mais um pequeníssimo episódio na saga desta Federação. Tenho uma teoria explicativa para este pequeno episódio, que é a seguinte: os principais responsáveis nos actuais órgãos sociais estarão mais motivados para questões relacionadas com construção civil e outros géneros de negócios correlacionados do que propriamente com a causa do desenvolvimento da vela em Portugal.
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17 de julho de 2012
A memória dos bacalhoeiros - Uma contribuição para a sua história
" A Memória dos Bacalhoeiros - Uma contribuição para a sua História ", publicado pela Editorial Presença (neste caso edição de 1999), é uma obra da autoria de António Marques da Silva. Não é um romance, como se torna evidente pelo título do livro, mas sim um relato feito por alguém que sabe do que fala, porque viveu as situações, dado que António Marques da Silva foi comandante do Gazela Primeiro desde 1958 até 1964. Leitura muito interessante para quem estiver interessado em ter uma noção do que era a pesca do bacalhau feita pelos portugueses nos bancos da Terra Nova. O livro está ilustrado com muitas fotos da época. Se lermos também a obra de Alan Villiers (que apresentei aqui num post em 24 de Maio de 2009) relatando uma campanha no Argus, ficamos já com uma noção muito completa do que era a Faina Maior.
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13 de julho de 2012
História da Vela em Cascais
"História da Vela em Cascais, da primeira regata à internacionalização" da autoria de João Miguel Henriques, Olga Bettencourt e Teresa Ramirez, foi publicado em 2007, um pouco antes da realização dos Mundiais de Vela de Classes Olímpicas que occorreram naquele ano em Cascais.
Publicação das Edições INAPA, que contou com o apoio da Câmara Municipal de Cascais.
Trata-se de uma obra muito interessante para quem procurar saber sobre a génese da prática dos desportos náuticos em Portugal. De facto, neste livro não se trata apenas da história da vela em Cascais, mas da história de vários desportos náuticos em Portugal e, especialmente, na zona de Lisboa e de Cascais que foi onde a sua prática realmente se iniciou no nosso país. Um aspecto, entre muitos outros, que se torna evidente ao lermos este livro é o facto de o Clube Naval de Lisboa (na época o Real Club Naval de Lisboa) ter sido um dos "progenitores" do Clube Naval de Cascais, se não o principal. Na actualidade, curiosamente, o Clube Naval de Cascais é o maior clube de vela português, enquanto o Clube Naval de Lisboa, com um escassíssimo número de praticantes e em instalações degradadas, luta pela sua não extinção. São as voltas que a História dá...
Publicação das Edições INAPA, que contou com o apoio da Câmara Municipal de Cascais.
Trata-se de uma obra muito interessante para quem procurar saber sobre a génese da prática dos desportos náuticos em Portugal. De facto, neste livro não se trata apenas da história da vela em Cascais, mas da história de vários desportos náuticos em Portugal e, especialmente, na zona de Lisboa e de Cascais que foi onde a sua prática realmente se iniciou no nosso país. Um aspecto, entre muitos outros, que se torna evidente ao lermos este livro é o facto de o Clube Naval de Lisboa (na época o Real Club Naval de Lisboa) ter sido um dos "progenitores" do Clube Naval de Cascais, se não o principal. Na actualidade, curiosamente, o Clube Naval de Cascais é o maior clube de vela português, enquanto o Clube Naval de Lisboa, com um escassíssimo número de praticantes e em instalações degradadas, luta pela sua não extinção. São as voltas que a História dá...
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11 de julho de 2012
Fernão de Magalhães, a primeira viagem à volta do mundo...
E, já agora, uma curiosidade a reter:
O primeiro homem a fazer uma viagem de circum-navegação, que se saiba, não foi evidentemente Fernão de Magalhães, que foi morto antes de a concluir. Foi Henrique, um escravo de Fernão de Magalhães...
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19 de junho de 2012
Fernão de Magalhães, para além do fim do mundo
"Fernão de Magalhães, para além do fim do mundo", de Laurence Bergreen é uma leitura muito interessante para qualquer português e não só. Dá-nos uma visão sobre a época, a vida e o empreendimento de Fernão de Magalhães, muito mais abrangente do que as que se obtêm nos trabalhos de outros autores portugueses. Sobretudo muito mais abrangente do que a que constava nos meus livros de História do meu tempo de liceu. Seguramente que contribui para isso o facto de o autor ser americano. Não se trata, todavia, de uma "americanice", mas sim de um trabalho muito sério de um autor não espartilhado pelas condicionantes com que estiveram espartilhados muitos historiadores portugueses ao longo do século vinte, sobretudo os autores de livros escolares ou de outras obras de divulgação, ou de programas em televisão. Obra publicada pela Bertrand Editora.
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18 de junho de 2012
O Kiteboard ou Kitesurf modalidade olímpica no Rio 2016
Ora aí está!
A federação internacional de vela (ISAF) na sua reunião a meio do ano de 2012 deliberou sobre quais as especialidades da vela a integrar no programa dos Jogos Olímpicos Rio 2016.
O Kiteboard (também designado por Kitesurf) é uma delas!
Escusado será dizer que, se esta especialidade da vela vai estar nos Jogos Rio 2016 dentro da modalidade vela, em Portugal a entidade reguladora desta modalidade olímpica será a Federação Portuguesa de Vela, como não podia deixar de ser.
Pena é que a actual Direcção da Federação Portuguesa de Vela não manifeste nenhum interesse prático pelo enquadramento desta especialidade da vela. Para que isso acontesse seria necessário que a Direcção e o Presidente da Federação Portuguesa de Vela tivessem uma visão aberta e moderna do desporto da vela e do desporto em geral, bem como do papel de uma Federação Desportiva Nacional UPD no desenvolvimento do desporto em Portugal. Infelizmente parece-me que não é o caso e que existe outro tipo de objectivos para os actuais dirigentes daquela federação.
Dá-se também o caso de, no seio da Direcção da Federação de Vela não haver ninguém com o mínimo de conhecimento na área do Kiteboard. Seria necessário criar-se na Federação uma Comissão ou um Gabinete vocacionado para o Kiteboard, com as inerentes competências na área da arbitragem e na área da formação de treinadores.
Estou muito curioso para ver o que vai acontecer!
Para quem tenha dúvidas de que o Kiteboard é vela, sugiro que vejam o meu "post" de 15 de Julho de 2009 aqui no Portugalpromar.
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