28 de dezembro de 2009

Peter Café Sport, o melhor bar do mundo

E já está!
O Peter foi eleito o melhor bar do mundo para velejadores, conforme podemos ver aqui, aonde também podemos ver quais são os restantes nove do "top ten".
Fiquei contente com a notícia!

18 de dezembro de 2009

Jessica Watson: 2 meses!


Faz hoje dois meses que Jessica largou de Sydney, rumo a Sydney. Já lá vão 7000 milhas. Faltam cerca de 1000 para o Horn. Felizmente tudo continua bem a bordo.

O melhor bar do mundo


Tenho o privilégio de já ter “amarrado” várias vezes no Peter.
Alguém teve a ideia de organizar na internet um ranking mundial de bares para velejadores.
Actualmente o Peter, entre um elevado número de bares espalhados um pouco por todo o mundo, encontra-se no "top ten".
Vou votar.
E vou votar no Peter.
E deixo aqui o apelo ao voto no Peter!
É aqui neste sítio que podemos votar. Atenção que o prazo para votar é só até ao próximo dia 22 de Dezembro! O resultado final sabe-se no dia 23.

17 de dezembro de 2009

Mar Português, na RTP2

Vi ontem o documentário “Mar Português”, realizado por Francisco Manso.
Muito interessante como instrumento a utilizar no âmbito da Estratégia Nacional para o Mar, em que também estamos empenhados aqui no PORTUGALPROMAR.
No próximo Sábado, 19 de Dezembro, às 21.00, o documentário vai para o ar na RTP2.
Seria importante que os professores, ou as escolas do secundário, aproveitassem para gravar o filme de modo a poderem exibi-lo posteriormente a todos os alunos, utilizando-o como meio para projectos no âmbito da Educação pelo Ambiente.

15 de dezembro de 2009

Mar Português



E que tal irmos ao cinema amanhã?
Fica aqui o convite.
Trata-se de um filme que mete água. No bom sentido...
Concretamente é a antestreia do documentário "Mar Português", às 21.30, no Auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian.


O projecto "Centro Náutico de Lisboa"

Já está afixada no portal da Câmara Municipal de Lisboa a listagem dos projectos para votação no âmbito do orçamento participativo 2010.
Das 533 propostas registadas, 102 passaram à fase de projectos, para votação até ao próximo dia 20 de Dezembro. Entre eles não encontro o Projecto “Centro Náutico de Lisboa”.
Paciência…
Algum motivo terá levado os serviços técnicos da CML a descartarem a minha proposta…
Com tristeza verifico que nenhum daqueles 102 projectos tem o que quer que seja a ver com o acesso ao Tejo e à sua fruição. Assim, os lisboetas vocacionados para o rio e para o mar (que porventura ainda existam) talvez não tenham grande motivação para votar.
Aguardemos para ver no que se vai transformar o local que sugeri para o Centro Náutico.
Esperemos para ver se vai surgir algum Centro Náutico no Concelho de Lisboa, o que já tarda, se quisermos que a capital não se descaracterize como cidade marítima.

14 de dezembro de 2009

Centro Náutico de Lisboa, um conceito

Terminou a fase de análise técnica das propostas apresentadas por munícipes à Câmara Municipal de Lisboa. Segundo o calendário do Orçamento Participativo da CML, ocorrerá agora a fase de votação nos projectos admitidos para escolha. Não vejo ainda no portal da CML a indicação sobre quais os projectos que passaram à fase de votação. Na expectativa, passo a expor o conceito inerente à proposta que o PORTUGALPROMAR apresentou.
Assim:
Um Centro Náutico num Município é um equipamento urbano com a mesma importância de um estádio de futebol, um autódromo, um velódromo ou um pavilhão gimnodesportivo. Não deve ser confundido com uma marina. O Centro Náutico de Lisboa deverá ser concebido com capacidade para acolher várias actividades náuticas ligeiras, numa perspectiva “ecuménica”, e deverá ser uma entidade / infra-estrutura dinâmica (por oposição a um grupo de armazéns em que várias entidades ou clubes guardam equipamentos e desenvolvem as suas actividades de forma descoordenada).
Neste conceito de Centro Náutico de Lisboa entende-se por actividades náuticas ligeiras a prática da vela em barcos com patilhão móvel (até 6 ou 7 m de comprimento), a prancha à vela (windsurf), o remo, a canoagem, o mergulho, o ski aquático e a motonáutica em embarcações ligeiras.
Será desejável que o Centro Náutico de Lisboa tenha instalações dedicadas a actividades relacionadas com as embarcações tradicionais do Tejo, que são um património vivo da Cidade de Lisboa (utilização em passeio e regata e museologia).
O mesmo Centro deverá permitir a utilização por parte de entidades públicas e privadas e pelos cidadãos a título individual proporcionando actividades em âmbitos de vária natureza (cursos de vela, de remo, de canoagem, de carpintaria e construção naval, de modelismo naval, actividades culturais e turísticas relacionadas com a náutica, etc.) bem como servir para utilização por cidadãos proprietários de pequenas embarcações de recreio, sem ligação a qualquer instituição.
O Centro deverá ter capacidade para receber eventos desportivos de desportos náuticos e desportos associados e eventos culturais associados com a náutica.
O Centro Náutico de Lisboa não deverá ser um local de mera armazenagem ou estacionamento de embarcações, mas sim um local de actividade permanente. (Cursos, baptismos, visitas de estudo…). Essa é a diferença entre um conjunto de barracões para guardar barcos e um Centro Náutico sob a égide de um Município.

12 de dezembro de 2009

O Presidente da Federação Portuguesa de Vela

A reunião da Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Vela que se realizou ontem em Leixões não foi uma reunião qualquer. Foi uma reunião absolutamente excepcional, quer pela matéria em agenda quer pelos variados actos rocambolescos protagonizados pela Mesa da Assembleia como, por exemplo:
O impedimento de participação de delegados credenciados; a realização da reunião à porta fechada, impedindo fisicamente a entrada e assistência de velejadores, público e jornalistas interessados; a recusa da leitura de textos de actas de reuniões precedentes, para respectiva aprovação pela A.G., etc, etc.
Quanto à importância da matéria em agenda, basta dizer que se tratava da última hipótese (de acordo com a legislação vigente) para se proceder à alteração dos Estatutos de modo a não permanecerem ilegais em relação à manutenção do Estatuto de Utilidade Pública Desportiva.
Hipótese que não foi aproveitada, uma vez que não foram aprovados novos Estatutos.
E, perante tudo isto, qual foi a actuação do Presidente da Federação, autor e defensor da proposta de alteração de Estatutos que, desde Julho passado não recolheu o necessário consenso da A.G.?
Esteve ausente da reunião.
Alguém informou que teria ficado doente recentemente, (após entrevistas concedidas a jornais nas vésperas da A.G.) mas também é facto que se verificou que não delegou a sua representação em nenhum dos Membros da Direcção, como deveria ter feito, nos termos Estatutários. Assim não houve ali ninguém que, com a devida competência formal, pudesse apresentar e defender a proposta em causa.
Trata-se de uma negligência grave, tendo em conta a importância do assunto e tendo também em conta que se trata de um dirigente que aufere um elevado vencimento pelo desempenho da sua função na Federação, supostamente a tempo inteiro. Não há memória de um Presidente da Federação de Vela ter faltado a uma reunião da A.G., sobretudo sem enviar justificação da sua ausência e sem designar o seu representante.
Assim vai a instituição que representa a Vela portuguesa… à deriva…

Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Motonáutica

A Federação Portuguesa de Motonáutica realizou hoje uma reunião da sua Assembleia Geral que levou a cabo uma correcção final aos seus novos Estatutos, de modo a ficarem completamente de acordo com a legislação vigente, no que diz respeito a uma federação desportiva nacional com estatuto de utilidade pública desportiva.
Infelizmente o mesmo não se pode dizer da Federação Portuguesa de Vela, que realizou ontem mais uma reunião da sua Assembleia Geral (a 3ª) para este assunto dos Estatutos, que mais uma vez foi concluída continuando esta Federação numa situação que não lhe permite manter o estatuto de utilidade pública desportiva.
Tudo bem com a Motonáutica, quanto ao aspecto em causa, e tudo mal com a Vela, portanto.
Isto entristece-me, não por estar tudo bem com a Motonáutica, mas por estar tudo mal com a Vela.

10 de dezembro de 2009

Localização do Centro Náutico de Lisboa


Termina amanhã, dia 11 de Dezembro, o prazo para análise técnica das propostas apresentadas à Câmara Municipal de Lisboa no âmbito do Orçamento Participativo 2010. Entre elas está a proposta “Centro Náutico de Lisboa”, iniciativa do autor destas linhas. Para quem não sabe onde fica o local proposto para a coisa (o terminal da contentores da Transinsular – Operlis desactivado, em Santos-o-Velho) aqui fica uma foto de satélite onde se vê o dito. Entretanto há que esperar para ver se a proposta é admitida para conversão em projecto, passando assim à fase de votação que vai decorrer de 14 a 20 de Dezembro.

9 de dezembro de 2009

A saga dos Estatutos da Federação Portuguesa de Vela

No dia 11 de Novembro passado referi-me à próxima reunião da A.G. da Federação Portuguesa de Vela que o Presidente da Mesa teria que convocar antes do final do ano. Aí está a próxima reunião, convocada agora para 11 de Dezembro, novamente em Leixões.
Quanto à questão da localização geográfica da reunião, verifica-se que a tal “descentralização” está agora “centralizada” em Leixões. Não se sabe porquê, uma vez que o Presidente da Mesa continua a não comunicar a razão para a realização das Assembleias num local situado a cerca de 300Km da sede. É interessante esta questão, à luz da jurisprudência existente quanto a este assunto da realização de reuniões de Assembleias Gerais deslocalizadas da zona em que as instituições têm a sua sede. Adiante.
Esta reunião vai constituir o 3º episódio da saga “Estatutos de acordo com a Lei”. O ditado popular diz que “à terceira é de vez”. Oxalá que assim seja no caso vertente, isto é, oxalá que desta Assembleia “descentralizada” saiam finalmente uns Estatutos de acordo com a Lei. É praticamente a última oportunidade sob pena de, a partir de Janeiro, esta Federação deixar de receber verbas do Estado.
E é importante que sejam Estatutos de acordo com a Lei e não apenas uns quaisquer novos Estatutos e um qualquer Regulamento Geral. Para não acontecer como aconteceu, por exemplo, com a Federação Portuguesa de Actividades Subaquáticas que, tendo renovado os seus Estatutos em Julho passado, terá já sido notificada pelo Instituto do Desporto de Portugal de que os ditos (afixados no sítio da FPAS na Web) não estão de acordo com a Lei vigente.

6 de dezembro de 2009

Desafiar os limites



“Desafiar os limites – A Ciência da Sobrevivência“ é uma obra da autoria de Frances Ashcroft, professora de fisiologia na Universidade de Oxford. Trata-se de uma obra de divulgação, de leitura fácil e muito motivadora para o público não especialista em fisiologia. Abrange a sobrevivência no frio, no calor, em grande altitude (baixa pressão atmosférica), sob grande pressão (mergulho) e outras matérias. Obra de relevante interesse para quem se aventura no mar, e não só…
A autora, sendo cientista, também relata vivências na primeira pessoa, como remadora, como mergulhadora, e outras…
O exemplar da minha biblioteca é uma edição da Editorial Bizâncio, 1ª edição, de 2006

1 de dezembro de 2009

Centro Náutico de Lisboa

Concluído que está o prazo para apresentação de candidaturas no âmbito do Orçamento Participativo 2010 da Câmara Municipal de Lisboa constatei os seguintes factos:
1 - Foram registadas 526 propostas;
2 - O prazo de “análise técnica das candidaturas” decorrerá até 11 de Dezembro de 2009;
3 - A votação decorrerá de 14 a 20 de Dezembro de 2009;
4 – Entre as propostas registadas pelos serviços da CML consta efectivamente a nº 461, designada “Centro Náutico de Lisboa” ;
5 – A proposta “Centro Náutico de Lisboa”, segundo a respectiva sinopse que se pode ler no portal da Câmara Municipal de Lisboa, é a única entre as 526 registadas que se refere a algo relacionado com o acesso dos munícipes de Lisboa ao rio Tejo.
Posto isto, ocorrem-me as seguintes questões:

a)Em que consistirá a “análise técnica”?
b)A sujeição a votação dependerá da tal “análise técnica”?
c)Como se processará a votação?

30 de novembro de 2009

Orçamento Participativo 2010 da Câmara Municipal de Lisboa

Terminou ontem, dia 29 de Novembro, o prazo para os cidadãos munícipes de Lisboa apresentarem as suas propostas no âmbito do PO2010 da Câmara Municipal de Lisboa. Isto passa-se no sítio da CML na Web. Trata-se de um processo que tem uma certa piada. Os cidadãos fazem propostas que são votadas e transformadas em projectos. Ainda não entendi exactamente como são votadas, mas deduzo que serão votadas também através da internet. Também me falta entender se são transformadas em projectos antes ou depois de serem votadas. Mas a que propósito vem isto aqui para o PORTUGALPROMAR? Vem, muito simplesmente, porque um cidadão que escreve no PORTUGALPROMAR submeteu ao OP2010 uma proposta de “CENTRO NÁUTICO DE LISBOA”. É a proposta com o nº 461. Voltarei ao assunto.

18 de novembro de 2009

Jessica Watson navega há um mês

Jessica Watson navega há um mês!
Melhor dizendo, faz hoje um mês que Jessica largou para a sua viagem à volta do mundo sem escalas.
Por enquanto tudo bem a bordo e já só faltam sete meses para terminar!
Entretanto, nos textos que ela escreve quase diariamente, ainda não vi nenhuma referência à utilização do sextante. Adiante...

16 de novembro de 2009

A carta de marinheiro, a canoagem e o remo


Já me têm perguntado se é necessário ser-se portador da carta de marinheiro para praticar canoagem.
Vou tentar dar aqui alguns esclarecimentos:
O Dec. Lei 124/2004 de 25 de Maio, ou seja, o Regulamento da Náutica de Recreio (RNR), “estabelece as normas reguladoras da actividade da náutica de recreio” e também que “se aplica às embarcações de recreio”.
O mesmo diploma diz também que não são por ele abrangidas “as embarcações destinadas a competição incluindo os barcos a remos de competição, reconhecidas nessa qualidade pelas respectivas federações” e “as canoas, caiaques, gaivotas, cocos e outras embarcações desprovidas de motor ou vela, que naveguem até à distância de 300 metros da borda de água”.
Até aqui concluímos que, para navegar numa canoa ou caiaque até 300m da borda de água, a carta de marinheiro não é necessária.
Todavia, para além daquela distância, uma canoa ou caiaque passa a ser considerada uma embarcação de recreio de tipo 5 (ER de tipo 5) e, sendo exclusivamente movida a remos, de acordo com o RNR, só pode navegar até uma milha da costa. Mas atenção, porque se passa a ser uma ER, fica obrigada a registo (matrícula)…
Aí, a coisa complica-se, quanto à questão da carta, uma vez que o RNR estabelece que “as ER só podem navegar sob o comando de titulares de carta de navegador de recreio”. No entanto, o mesmo RNR diz-nos que a obrigatoriedade da carta “não se aplica a ER com comprimento inferior a 5m e potência inferior a 4,5KW, quando em navegação diurna, dentro do limite das barras dos portos”.
Enfim, não sei se esclareci alguma coisa… mas o próprio legislador também não deve saber esclarecer muito mais.
Resumindo e concluindo:
Há locais em que um caiaque ou canoa ou barco a remos a navegar não é uma embarcação de recreio (não sendo necessário registo, nem carta) e há locais onde é uma embarcação de recreio (necessidade de registo) sendo ou não necessária a carta conforme a embarcação tenha mais ou menos de 5 metros. Mas, se for de competição, não é necessário registo nem carta em local nenhum...
Mais simples não podia ser, como se vê!!

11 de novembro de 2009

Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Vela

A última reunião da Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Vela realizou-se no passado dia 2 de Outubro, em Leixões. Tratou-se de um acontecimento inédito, e não me estou a referir ao modo como decorreram os trabalhos ou, noutra perspectiva, ao modo como não decorreram …
Não há memória, desde a fundação da Federação em 1927, da realização de uma Assembleia fora da zona de Lisboa, onde sempre se situou a sede desta instituição. Certos juristas abalizados poderão dizer que as reuniões da A.G., de acordo com os Estatutos atuais, se podem realizar em qualquer local do território nacional. Também é certo que outros juristas não menos abalizados dirão que a boa prática, nestes casos, é as reuniões de Assembleias Gerais se realizarem na sede ou, no caso de inviabilidade pelas condições da mesma, em local próximo.
Tendo o Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Vela tomado esta iniciativa inédita, não explicitou na convocatória os motivos da mesma, nem os motivos para não convocar a reunião para a zona de Lisboa, nem os motivos da convocação para Leixões. Podem elaborar-se diversas teorias explicativas, incluindo a teoria da “descentralização”, seja lá o que isso for. Aliás, esta teoria da “descentralização” é uma teoria que diversos dirigentes desportivos da vela portuguesa gostam de evocar, entre eles os atuais dirigentes da Federação.
Assumindo esta teoria, ocorre-me que o local ideal para a realização da próxima A.G. da Federação Portuguesa de Vela, que o Presidente da Mesa deverá convocar dentro em breve, seria o arquipélago dos Açores. Mais concretamente a Ilha das Flores e designadamente, a Fajã Grande. Isto sim, isto é que seria verdadeiramente “descentralizar”, dado que se trata do ponto mais ocidental da Europa, aliás um local belíssimo que conheço muito bem, tal como toda a ilha.

8 de novembro de 2009

O mar e a Mocidade Portuguesa



Os governantes de Portugal no período do Estado Novo tinham a noção da atracção que as actividades de ar livre, ou desportos da natureza, podem exercer sobre os cidadãos, especialmente os mais jovens, e da grande potencialidade que a prática das mesmas tem como meio educacional.
Aos jovens que se inscreviam nos centros de instrução especializada de marinharia era atribuída a respectiva caderneta que se vê nas fotos anexas.
Essa caderneta tinha, em rodapé das suas páginas, pequenas frases sobre o mar. São essas frases que aqui transcrevo pela ordem em que aparecem nas páginas da dita caderneta, dispensando-me de comentários.
Ei-las, para reflexão:
“A MOCIDADE PORTUGUESA NÃO DESAMPARARÁ NUNCA O MAR”
“O MAR É O IMPÉRIO”
“O MAR FOI E HÁ-DE SER SEMPRE PORTUGUÊS”
“O MAR É GRANDE INIMIGO DA HIPOCRISIA E DA MEDIOCRIDADE”
“O MAR ENSINA A FALAR ALTO E A OLHAR LONGE”
“O MAR É A GRANDE ESCOLA DO CARÁCTER”
“NO MAR A TEMERIDADE E A PRUDÊNCIA ANDAM LIGADAS”
“É PELO MAR QUE PORTUGAL RESPIRA”
“O MAR É O AGENTE SALVADOR E ABENÇOADO PARA UNIR OS PORTUGUESES DE TODOS OS QUADRANTES”
“O MAR CONDICIONA E INFLUENCIA A VIDA DA TERRA”
“É NO SENTIDO DO OCEANO QUE SE TORNA NECESSÁRIO ORIENTAR O DESENVOLVIMENTO DA MOCIDADE”
“OS PAÍSES TÊM OS DESPORTOS DA SUA GEOGRAFIA”
“RESTITUIR À MOCIDADE A TENTAÇÃO DOS HORIZONTES SALINOS E IODADOS, É RECONCILIÁ-LA COM O PASSADO”
“O PROBLEMA DO MAR É O PROBLEMA DA JUVENTUDE DE PORTUGAL”
“O MAR NÃO CONHECE POBRES NEM RICOS, NIVELA TODOS”
“PORTUGAL, GEOGRAFICAMENTE PENINSULAR, TEM UMA MENTALIDADE E UM DESTINO INSULARES”
“O MAR, COM TODAS AS SUAS SEDUÇÕES, O SEU PRESTÍGIO E AS SUAS GLÓRIAS, IMPÕE-SE AO CULTO DA GENTE PORTUGUESA”
“AS ESTATÍSTICAS PROVAM A CONSIDERÁVEL INFLUÊNCIA DO MAR NA ECONOMIA NACIONAL”
“O MAR CONTINUA A SER INESGOTÁVEL DEPÓSITO DE RIQUEZAS”
“ATRAVÉS DO MAR SE CONSTRUÍU E MANTÉM A SOBERANIA PLENA DE PORTUGAL”
“O ESPLENDOR E A CLARIDADE DA EXISTÊNCIA APRENDEM-SE NO MAR”
“SÓ O MAR LIBERTA OS PORTUGUESES DOS VÍCIOS ACANHADOS”
“O MAR É FONTE DE ENERGIAS”
“O MAR É O GRANDE TÓNICO PARA O ROBUSTECIMENTO DA RAÇA”
“FAZER A PROPAGANDA DO MAR É CONSTRIBUIR PARA O REJUVENESCIMENTO FÍSICO E ESPIRITUAL DA NAÇÃO”
“GRAÇAS AO MAR, PORTUGAL ALCANÇOU A COTA DAS NAÇÕES UNIVERSAIS”
“O MAR EXPLICA O FUNDO IDEALISTA E LÍRICO DA ARTE E DO CARÁCTER PORTUGUÊS”
“O MAR DEU A VITÓRIA À NAÇÃO PORTUGUESA SOBRE SI PRÓPRIA”
“MARES E OCEANOS CONSTITUEM OS ELOS DO MUNDO PORTUGUÊS”
“SEM O MAR, PORTUGAL NÃO CONTARIA OITO SÉCULOS DE EXISTÊNCIA”
“NOS AREAIS DE TODO O UNIVERSO SE INICIAM CAPÍTULOS DA NOSSA HISTÓRIA”
NO MAR NÃO FLORESCEM SENTIMENTOS QUE INSTILAM MORFINA NO ESPÍRITO”
“TODOS OS MARES ESTÃO REALIZADOS PELA EPOPEIA DE PORTUGAL”
“A PROSPERIDADE DE UM IMPÉRIO É COROLÁRIO DO USO DO MAR”
“É NO MAR QUE SE TEMPERAM OS MELHORES PREDICADOS DE UM POVO”
“O MAR OFERECE AO HOMEM A MAIS AMPLA EXPRESSÃO DO PODER DIVINO”

4 de novembro de 2009

Votemos no Francisco Lobato


A revista Seahorse propõe para "velejador do mês" a alternativa entre o Francisco e um velejador muito ligado ao Moth International, aquele dos hidrofoils (há um destes Moth em Cascais...).
Vou votar no Francisco, evidentemente.
Vota-se aqui

3 de novembro de 2009

Diário de Notícias de 2 de Novembro de 2009


O que é que tem de especial o Diário de Notícias de 2 de Novembro de 2009?
O facto de, tratando-se de um jornal diário português, trazer uma pequena notícia sobre a chegada a Portugal de Francisco Lobato, após a sua histórica performance na Transat 6,50.
É o exemplo da excepção à regra, tratando-se de notícias sobre desporto na imprensa portuguesa.
De facto, na imprensa francesa, por exemplo, houve muito mais espaço dedicado a Francisco Lobato do que na portuguesa. Em compensação, na mesma imprensa francesa, houve menos espaço dedicado a Cristiano Ronaldo do que na Portuguesa.
Naturalmente que estes fenómenos devem acontecer porque Portugal é um país de marinheiros e a França não é...
Aliás deve ser pela mesma razão que Francisco Lobato, começando já o seu novo projecto, vai fazer um estágio em França.

2 de novembro de 2009

Longitude



“Longitude”, da autoria de Dava Sobel, relata-nos a história de John Harrison, que dedicou a sua vida, no século XVIII, à solução do “problema da longitude”, isto é, de descobrir um processo de os navegadores determinarem a longitude da sua posição no mar. Neste caso, o que tenho na prateleira é uma 3ª edição, de 2002, da Tema e Debates.
John Harrison seguiu uma via distinta da que os grandes nomes da ciência e da astronomia, na época, preconizavam. Enquanto estes procuravam uma resposta nos céus, Harrison atreveu-se a procurar uma solução mecânica. E descobriu a resposta, inventando o cronómetro. Harrison teve a oposição do “lobby” dos astrónomos e foi cruelmente tratado toda a vida no respeitante ao reconhecimento da eficácia da sua invenção, que resolveu o maior problema científico do seu tempo. A realidade dos factos veio demonstrar posteriormente a razão de Harrison, quando todos os navegadores passaram a utilizar o cronómetro.
Naturalmente que tudo isto me faz pensar na situação actual em Portugal, em relação ao “lobby” que, no respeitante ao programa do curso de patrão de alto mar, continua a fazer a apologia do sextante, mantendo-o como o “bicho de sete cabeças” do curso, em detrimento da utilização do GPS.
Mas, voltando ao livrinho, achei-o muito interessante. É um relato dramático sobre astronomia, navegação e relojoaria e sobre a obsessão de Harrison na construção e aperfeiçoamento cronómetro. Esta leitura deixou-me a vontade de, voltando a Londres, ir ao National Maritime Museum ver os cronómetros de Harrison que lá se encontram, em pleno funcionamento.

24 de outubro de 2009

Parabéns Francisco Lobato !



Parabéns Francisco!!
"Well done" costumam dizer os ingleses.
Traduzido à letra seria "bem feito".
Porque não dizê-lo assim?


Bem feito, Francisco!!
Bem hajas!!

18 de outubro de 2009

Jessica Watson


E já está!
Foi hoje que a Jessica largou para a sua volta ao mundo em solitário.
Jessica é australiana e tem dezasseis anos de idade.
Escusamos de pensar ver um dia destes uma jovem ou um jovem português fazer algo assim!
Porquê?
Porque a legislação portuguesa, mais concretamente o "Regulamento da Náutica de Recreio" proibe (conforme já referi em anterior post) !
E porque proibe?
Pois... ocorre-me dizer que deve ser porque Portugal é um país de marinheiros.
Pelo menos é o que se houve dizer por aí... volta e meia continuo a ouvir cidadãos, e até políticos profissionais com responsabilidades enquanto legisladores (entre outros, membros da Assembleia da República...) a dizer que Portugal é um país de marinheiros.
Jessica largou de Sydney e o destino é ... Sydney.
Desejo-lhe boa navegação!

14 de outubro de 2009

A imprensa portuguesa e Francisco Lobato

Francisco Lobato continua a sua brilhante performance na Transat 6,50. A etapa Funchal – Salvador vai mais ou menos a meio e o Francisco Lobato continua a bater-se na frente. Confirma-se assim que estamos perante o mais carismático velejador português oceânico de sempre, falando de vela de competição.
Porque será que na televisão portuguesa, na rádio portuguesa e na imprensa escrita portuguesa não tenho visto referências a este acontecimento, que está a decorrer desde o final de Setembro passado e vai decorrer ainda por mais uns quantos dias?
Amigos disseram-me que, aquando da escala no Funchal, apareceu qualquer coisita, mas daí para cá, praticamente nada. Antes da chegada ao Funchal, onde Lobato chegou como vencedor, também nada… será porque somos um país de marinheiros?


11 de outubro de 2009

Portugal nos mares

"Portugal nos mares" de Oliveira Martins, devia ser de leitura obrigatória para todos aqueles que pretendem saber, e compreender, qual o papel que Portugal tem desempenhado no mar, desde a sua fundação.
Consta nas minhas prateleiras, neste caso numa edição da Guimarães Editores, de 1994.
Eu diria mesmo que todos aqueles que se dizem empenhados na Estratégia Nacional para o Mar e não leram esta obra, só ganhariam em lê-la...ou que incorrem numa lacuna grave se, estando empenhados na E.N.M. , desconhecem esta obra.
Como disse António Sérgio:
"...está nele (em Oliveira Martins) o germe - e mais do que o germe - do estado de espírito que nos caracteriza..."

5 de outubro de 2009

A Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Vela

A legislação portuguesa determinou, em Dezembro de 2008, um prazo para todas as federações desportivas nacionais modificarem os seus Estatutos, prazo que terminou no passado dia 26 de Julho de 2009. Os actuais corpos sociais da Federação Portuguesa de Vela tardiamente, no dia 25 de Julho, realizaram uma Assembleia Geral, não tendo a proposta de alteração de estatutos apresentada pela Direcção merecido aprovação. (Ver o meu “post” de 28 de Julho de 2009). Em consequência, a Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto ordenou ao IDP a realização de um inquérito à Federação Portuguesa de Vela (Ver o meu “post” de 14 de Agosto).
Agora, no passado dia 2 de Outubro, véspera de um fim de semana prolongado, realizou-se em Leixões mais uma reunião da A.G. da dita Federação, para efeitos de modificação dos estatutos. O Presidente da Mesa da A.G. da Federação Portuguesa de Vela protagonizando mais uma tentativa de perpetuar, de uma forma encapotada, o “status quo” que a legislação desportiva nacional pretende eliminar, convocou a reunião para uma data e para um local adequados para desmobilizar a participação de delegados. Foi a primeira vez, desde que há memória, que uma A.G. da Federação foi realizada fora da zona da sua sede (Lisboa). Além de desmobilizar, impediu a participação de delegados presentes (figuras bem conhecidas da vela nacional) alegando motivos incompreensíveis.
Mais uma vez a proposta de alteração de Estatutos apresentada pela Direcção não foi aprovada.
Persiste assim a disfuncionalidade que existe naquela Assembleia desde 1992. E porque não terá sido aprovada a proposta apresentada pela Direcção? Precisamente porque visa a continuação da disfuncionalidade. Foi também rejeitada pela Assembleia uma proposta alternativa apresentada por um conjunto significativo de sócios. Porque foi rejeitada esta proposta? Precisamente porque a actual Assembleia sofre de disfuncionalidade…
Definitivamente, a Federação Portuguesa de Vela está a tornar-se um caso de estudo muito interessante no universo das federações desportivas nacionais. Muito mais interessante do que o caso da Federação Portuguesa de Futebol. Pena é que a vela portuguesa saia prejudicada.

3 de outubro de 2009

Campeonato Europeu de Micro Magic

No passado fim de semana decorreu na ria de Faro o III Campeonato Europeu de Micro Magic.
Tive o grato prazer de participar no dito, integrado na selecção nacional. Excelente campeonato pela ótima qualidade da organização (da Associação Micro Magic Portugal, com a colaboração do Ginásio Clube Naval de Faro), pelo ambiente de são convívio e amizade entre os participantes e também, porque não dizê-lo, pela boa classificação obtida pelos portugueses.
Como já disse aqui anteriormente, este assunto do modelismo náutico em geral e o da vela radiocontrolada de competição, neste caso, é um assunto em que está metida gente do mar. Toda a gente que se interessa por estas coisas é gente do mar!
Assim, o modelismo náutico é também um excelente meio que tem o seu contributo a dar na Estratégia Nacional para o Mar. Aqui, neste filme pode ver-se, entre outros, o POR 44 em plena acção. E o que tem de especial o POR 44 ? Apenas a particularidade de levar a minha pessoa ao leme!

1 de outubro de 2009

Memórias de um baleeiro





Comprei este livro na ilha de S. Jorge, terra natal do autor, Nun' Álvares de Mendonça. Ele próprio andou na baleação. Livro muito interessante para quem se interessa pelas coisas do mar em geral e pelo mar português em particular. Desenhos e gravuras do autor. Edição da Nova Gráfica, Lda - Ponta Delgada

Mares da China


Ultimamente andei uns tempos para os lados dos mares da China. Por lá vi vestígios das andanças de portugueses por ali, há cerca de cinco séculos.

Não é o caso ilustrado na foto aqui junta... ou será?

16 de setembro de 2009

Francisco Lobato a brilhar na Transat 6,50




O Francisco Lobato está a fazer uma regata fantástica, discutindo o primeiro lugar da classificação geral, entre os protótipos, com o seu barco de série. A performance de Lobato na anterior Transat 6,50, em 2007, e na Vannes – Açores – Vannes, entre outras, só nos poderia levar a um prognóstico muito favorável para a presente regata. O nome de Francisco Lobato aparece nos media em França, que relatam e noticiam a regata à medida que ela vai decorrendo. O mesmo não acontece em Portugal… será por sermos um país de marinheiros?
Podemos acompanhar a regata e o Francisco, no seu sítio na internet e no sítio da regata, que tem versões em francês, em inglês e em português. Podemos também apoiar mais concretamente o esforço do Francisco tornando-nos seus “tripulantes virtuais”, conforme acabo de ver no sítio dele na internet. Vou inscrever-me… espero ainda ir a tempo de dar uma ajuda.

15 de setembro de 2009

Câmara Municipal de Cascais apoia projecto Londres 2012

A Câmara Municipal de Cascais anunciou que vai apoiar velejadores do Clube Naval de Cascais que tenham potencial para participar nos Jogos Olímpicos de Londres 2012. A Câmara disponibilizará um apoio de 350.000 euros ao longo de três anos e meio.
Aqui está um exemplo a seguir por outras autarquias situadas em zonas à beira mar, com clubes náuticos. A Câmara Municipal de Cascais compreendeu que a actividade desportiva de excelência (neste caso no âmbito da vela) se constitui como um importante factor de divulgação e de promoção da zona (Cascais e a costa do Estoril) a nível internacional.
Com este apoio, a Câmara tem também como objectivo conseguir que o número de velejadores daquele clube a participarem nos Jogos de Londres seja superior ao que se verificou nos Jogos de 2008 em que, dos oito velejadores olímpicos portugueses, cinco eram do Clube Naval de Cascais.
E, já agora, perguntamos:
Porque não estender a ideia aos Jogos Paralímpicos de Londres 2012?
Efectivamente, o Clube Naval de Cascais tem também uma actividade assinalável na área da vela adaptada, sendo que o actual campeão nacional é um velejador daquele clube (Bruno Pereira) que tem já também um promissor currículo internacional, tendo-se recentemente sagrado campeão europeu na classe Access 2.3. Faz todo o sentido que aquele apoio da Câmara ao Clube Naval de Cascais se estenda também ao Projecto Paralímpico Londres 2012.

29 de agosto de 2009

O Oceano... nosso Futuro




Este é um dos livros da minha biblioteca:


“O Oceano…nosso Futuro” é o relatório da Comissão Mundial Independente sobre os Oceanos, presidida por Mário Soares, ex-presidente da República de Portugal.
Este livro representa a primeira tentativa de tratar de uma forma integrada e num único volume a extensa gama de problemas que abrangem os nossos Oceanos actualmente.
Baseia-se nas reflexões, experiência e contribuições de cerca de 100 especialistas de todo o mundo.
Extremamente interessante e de leitura fácil para todos os que se interessam pelas coisas do mar.
Facto curioso:
Tenho tentado adquirir, uma vez ou outra, uns exemplares para oferecer a amigos (gente do mar…), mas nas livrarias portuguesas nada me sabem dizer de concreto, no sentido de eu poder adquirir o dito livrito. Não o têm, a edição está esgotada e mais não sabem...
Porque será que isto ocorre?
Será que vou ter que o adquirir na edição da universidade de Cambridge, em inglês, (Edição de 1998)?
(A edição portuguesa tem como editor: Expo 98/ Fundação Mário Soares).
Aparentemente, a edição portuguesa foi apenas uma ejaculação relacionada com a dita Expo 98… pena é que o livrito, em língua portuguesa, não se consiga adquirir nos dias de hoje…
Será que somos um país de marinheiros?... será que somos um país de gente do mar?... de gente preocupada com o Oceano??

19 de agosto de 2009

O Título Nacional de Mergulho


Sou mergulhador amador há alguns anos. Estou a referir-me a mergulho com escafandro autónomo. Actividade designada em termos internacionais por “SCUBA Diving” o que significa mergulho com SCUBA, abreviatura de Self Contained Underwater Breathing Apparatus, isto é, aparelho autónomo para respiração subaquática.
Estou devidamente credenciado para poder mergulhar, legalmente, na maior parte dos países do mundo (não sei mesmo se em praticamente todos).
Todavia, sendo cidadão português, não estou actualmente credenciado para mergulhar legalmente em Portugal, isto é, no meu país.
Porquê?
Porque não sou portador de um documento designado por “Título Nacional de Mergulho”, exigência que o Estado faz ao cidadão contribuinte português, para que este possa submergir-se em águas portuguesas, respirando com o tal escafandro autónomo.
E porque posso mergulhar legalmente noutros países?
Porque sou portador de um cartão de mergulhador emitido pela CMAS , obtido após cursos frequentados em Portugal, realizados legalmente, embora também pudesse ter frequentado os cursos em qualquer outro país.
Acho tudo isto uma delícia de ridículo que é, sobretudo quando se sabe que Portugal foi um dos países fundadores da CMAS, nos anos cinquenta do século passado e também quando se sabe que um indivíduo pode mergulhar legalmente em Portugal sem ser portador do “Título Nacional de Mergulho”, bastando-lhe ser portador de credencial de um curso equivalente feito noutro país.
Resumindo e concluindo:
Se eu não tivesse feito em Portugal, com instrutores portugueses devidamente credenciados, os cursos de mergulho que fiz e, em vez disso, os tivesse feito no estrangeiro, podia agora mergulhar legalmente no meu país sem ter que ser portador do “TNM”. Isto é, ou não é, uma delícia?
Eu, tendo feito a formação em 1999, e com uns quantos mergulhos feitos desde aí, necessito do TNM para mergulhar em Portugal tendo agora que o requerer ao Estado, e pagá-lo. Um português, ou um estrangeiro, que tenha feito (ou que faça agora) a formação no estrangeiro, não necessita do TNM para mergulhar em Portugal.
Somos ou não somos um país de gente do mar? E com grande auto estima, pelos vistos…

15 de agosto de 2009

Mergulho na Graciosa

Rui Guerra é um mergulhador fotógrafo, conhecido a nível nacional e internacional. Aqui podemos acompanhá-lo num mergulho na Graciosa, nos Açores.

14 de agosto de 2009

Federação Portuguesa de Vela objecto de inquérito do IDP

No Jornal “Público” de hoje lê-se uma notícia intitulada “Federações de futebol, vela e tiro arriscam sanções”.
“Estas três federações não entenderam a necessidade e a potencialidade dos novos estatutos” disse Laurentino Dias, Secretário de Estado da Juventude e do Desporto.
No desenvolvimento da notícia lemos que o Secretário de Estado da Juventude e do Desporto anunciou que aquelas três federações vão mesmo ser alvo de um inquérito por parte do Instituto do Desporto de Portugal (IDP), enquanto outras seis dispõem de 15 dias para comunicar a sua situação, estando já 51 de um total de 60 a caminho da renovação formal dos Estatutos.
Entre aquelas seis, se quisermos falar apenas de federações náuticas, encontram-se a de Jetski e a de Pesca Desportiva de Alto Mar. As outras federações náuticas já resolveram a situação
Na presente data, a Federação Portuguesa de Vela encontra-se num incumprimento que leva à realização do referido inquérito do IDP.
Estamos assim perante a “futebolização” da Federação Portuguesa de Vela, já aqui referida no PORTUGALPROMAR, com a qual não ganha a vela portuguesa, nem o desporto náutico em Portugal.
Sob o ponto de vista da Estratégia Nacional para o Mar, também não estamos perante boas notícias.

13 de agosto de 2009

Semana da Protecção do Tubarão em Portugal


No mar português também há tubarões.
E qual é a nossa primeira obrigação em relação a eles?
Protegê-los, se estamos interessados na protecção e preservação da espécie humana na Terra, no Futuro.
Bem hajam os organizadores e dinamizadores da SEMANA DA PROTECÇÃO DO TUBARÃO EM PORTUGAL, que vai decorrer daqui a um mês, com o seguinte programa:



11 Setembro:

13H00 Conferência de Imprensa de arranque da Semana da Protecção do Tubarão em Portugal.
Início da mostra de fotografias sobre tubarões, de fotógrafos portugueses, na FNAC do Centro Comercial Vasco da Gama em Lisboa – com passagem das fotografias em data show.

16H00 Votação pelo júri para as 3 fotos de referência.
FNAC do Centro Comercial Vasco da Gama (Lisboa)

14 Setembro:

13H00 Conferência de Imprensa da início da Semana da Protecção do Tubarão em Portugal.
FNAC de Santa Catarina (Porto)
18H00 Visita guiada ao Sea Life Centre do Porto.

18H30 Exibição do filme ‘Sharkwater’ com colóquio no final.
Sea Life Centre do PortoEntrada livre. Sujeito a marcação e aos lugares disponíveis

15 Setembro:

18H30 Exibição do filme ‘Sharkwater’ com colóquio no final.
Aquário Vasco da Gama, Dafundo (Lisboa)Entrada livre. Sujeito a marcação e aos lugares disponíveis

16 Setembro :

20H00 Exibição do filme ‘Sharkwater’ com colóquio no final.
ZooMarine de AlbufeiraEntrada livre. Sujeito a marcação e aos lugares disponíveis

17 Setembro:

18H30 Exibição do filme ‘Sharkwater’ com colóquio no final.
FNAC (Coimbra)Entrada livre. Sujeito a marcação e aos lugares disponíveis

18 Setembro:

11H00 Visita guiada "Tubarões - Mitos e Lendas" (mediante entrada no Oceanário de Lisboa).
Oceanário (Lisboa)

14H00 3.º Workshop de Investigação sobre Tubarões em Portugal.
Museu do Mar ´Rei D. Carlos` (Cascais)Entrada livre. Sujeito a marcação e aos lugares disponíveis

18H00 Exibição do filme ‘Sharkwater’ com colóquio no final com Sonja Fordham – representante da Shark Alliance e João Pedro Correia – representante da APECE.
Oceanário na sala VIP (Lisboa)Entrada livre. Sujeito a marcação e aos lugares disponíveis

19 Setembro:

07H00 Saída para o mar dos participantes no Torneio de Pesca, marcação e libertação de tubarões ao largo de Sesimbra, coordenada pelo Clube Pesca ZUCA de Sesimbra.
Coordenação: Clube de Pesca ZUCA (Sesimbra)

09H30 Clean Up Day, limpeza dos fundos marinhos e do areal da praia e costa de Sesimbra.
Organização: Câmara Municipal de SesimbraColaboração dos Centros de Mergulho de Sesimbra

14H00 Visita guiada "Tubarões - Mitos e Lendas" (mediante entrada no Oceanário de Lisboa).
Oceanário (Lisboa)

17H00 Convívio e entrega de prémios aos participantes do Torneio de Pesca ZUCA de Sesimbra.
20H00 Exibição do filme ‘Sharkwater’ com colóquio no final.
Cineteatro ‘João Mota’ (Sesimbra)Entrada livre. Sujeito a marcação e aos lugares disponíveis

20 Setembro:

11H00 Visita guiada "Tubarões - Mitos e Lendas" (mediante entrada no Oceanário de Lisboa).
Oceanário (Lisboa)

15H00 Anúncio dos resultados do concurso de fotografia.
Prémio D-Viagens para fotografia de mergulhador
Prémio Homem ao Mar para fotografia de não mergulhador
Prémio Portugal Dive para fotografia de capa
15H30 Sessão de encerramento da Semana da Protecção do Tubarão em Portugal, com convite à comunicação Social e a presença dos promotores e dinamizadores do evento.
Aquário Vasco da Gama, Dafundo (Lisboa)Entrada livre. Sujeito a marcação e aos lugares disponíveis

Actividade Paralelas:

FNAC
Mostra de fotografias sobre tubarões tiradas por portugueses no âmbito da Semana da Protecção do Tubarão em Portugal.

Zoomarine de Albufeira
Programa diário de dinâmica pedagógica sobre os Tubarões.

Sea Life Centre do Porto
Exposição temática sobre os Tubarões.

Aquário Vasco da Gama
Exposição temática “Tubarões, Conhecer e Proteger”.

Vida Viva
Divulgação da Semana da Protecção do Tubarão em Portugal no Salão Imobiliário Lisboa - SIL09 a realizar na FIL no Parque das Nações em Lisboa.

11 de agosto de 2009

Mergulho e fauna subaquática das ilhas Berlengas


Em Portugal, os melhores locais de mergulho estão perfeitamente identificados. Sobressaem as ilhas dos Açores, a Madeira, Porto Santo, as Berlengas e a zona de Sesimbra.
As Berlengas, classificadas como reserva desde 1981 são, sob o ponto de vista científico, uma referência como limite Norte da distribuição de organismos típicos do Mediterrâneo, conservando diversas plantas e répteis endémicos.
“Mergulho e fauna subaquática das ilhas Berlengas”, das Edições Afrontamento, é um livro que nos fornece um conjunto de fotos e de informações de conteúdo biológico e ecológico e indica diversos locais privilegiados e respectivos perfis de mergulho.
Os autores, Fernando Morgado, Juliana Gadelha, Marta Pimpão e Amadeu Soares, produziram uma obra muito útil e interessante para todos os que queiram conhecer melhor o mar das Berlengas.

10 de agosto de 2009

A ver navios

Entre as expressões da língua portuguesa que têm a ver com o mar e com o facto de Portugal ser adjacente ao oceano, temos:
..."ficar a ver navios".
Na era digital, podemos ficar a ver navios sem sair de casa.
Por exemplo, a partir daqui.
Efectivamente, o vesseltracker permite-nos ver navios de todo o mundo, ver onde se encontram a cada momento, conhecer o seu indicativo de chamada, o seu número IMO, e outras características.
Entre eles embarcações portuguesas, naturalmente... desde cacilheiros do Tejo, até navios da nossa marinha de guerra, ou embarcações de recreio, etc.
Trata-se de um sítio na net com interesse para quem se interessa por coisas do mar.

6 de agosto de 2009

XV Jogos Náuticos Atlânticos

Terminaram hoje os XV Jogos Atlânticos, que decorreram em Viana do Castelo.
Como já se disse aqui no Portugalpromar, este evento tem a característica muito interessante de reunir diversas modalidades náuticas, designadamente o Remo, a Canoagem, as Actividades Subaquáticas, a Vela e o Surf.
Foram dias animados em Viana do Castelo. Em convívio e competição estiveram as equipas representantes de diversas regiões do Arco Atlântico. Fotos, resultados, e mais, podem ser vistos aqui.

3 de agosto de 2009

O veleiro do futuro


“L’aile d’eau – Réflexion pour un voilier sans masse” é o título deste trabalho, que eu traduziria por “A asa aquática – reflexão sobre um veleiro sem massa”. Trabalho interessantíssimo de Luc Armant que, efectivamente, já nos apresentou um modelo perfeitamente funcional do veleiro sem massa (Ver o “post” de 22 de Abril de 2009 "O futuro já não é como antigamente", aqui no Portugalpromar).
Fica aqui a oferta do livro. Basta fazer o respectivo “download” do sítio onde se encontra e imprimi-lo ou, melhor ainda, para não gastar árvores desnecessariamente, lê-lo em formato digital. (Tem um índice interactivo e tudo!).
Leitura importante para qualquer velejador que se preze, ou para gente do mar, ou para modelistas náuticos, ou para quem se interesse por aerodinâmica ou hidrodinâmica, ou quem se interesse pelo futuro em geral…
Está em francês (Luc Armant é francês…). Paciência… quem não souber francês vê os bonecos, que são muitos e muito esclarecedores…

2 de agosto de 2009

Velejar no Tejo

O Ecomuseu Municipal do Seixal, em parceria com o Museu de Marinha, promove passeios fluviais no Tejo, numa embarcação tradicional.
Os próximos passeios vão ocorrer nos dias 12 e 26 de Agosto.

30 de julho de 2009

Museu de Marinha à borla

Nos próximos dias 6 e 13 de Agosto vai ser possível visitarmos o Museu de Marinha gratuitamente, entre as 18.00 e as 24.00 horas. Ora aí está uma iniciativa interessante!

29 de julho de 2009

António Costa versus Santana Lopes

Anteontem, debate na televisão entre os dois candidatos à presidência da autarquia de Lisboa. Por acaso vi e ouvi.
Não sei quê dos parques de estacionamento, não sei quê do trânsito, não sei quê do Parque Mayer, não sei quê das linhas de metropolitano, não sei quê do túnel do Marquês, não sei quê das obras do Terreiro do Paço, não sei quê de um café que vai fechar no Terreiro do Paço, não sei quê do aeroporto de Lisboa, não sei quê da terceira ponte sobre o Tejo, não sei quê de carreiras de autocarros, não sei quê do parque de contentores de Alcântara, não sei quê das dívidas da Câmara, etc, etc…
Pergunto:
E o acesso dos munícipes ao Tejo e ao mar? (que não em termos contemplativos)
E a actividade náutica e marítima de Lisboa?
Concluo:
Santana Lopes e António Costa não são, seguramente, gente do mar e, como tal, não estão preocupados com a vocação marítima dos lisboetas, ou até dos portugueses em geral

Vela de Recreio - Manual de afinações




Este Manual de Afinações, da autoria de Ivar Dedekam, editado pela Dinalivro em 2004, é um pequeno livro bastante interessante, não só para quem se está a iniciar na competição em barcos à vela, mas também para todos aqueles que procuram uma explicação e um entendimento fácil dos fenómenos aerodinâmicos envolvendo a navegação à vela. As ilustrações, simples e claras, referem-se em maioria a barcos de cruzeiro, mas os fenómenos físicos e as técnicas em questão dizem respeito também a embarcações ligeiras e ainda aos veleiros radiocomandados (modelos).

28 de julho de 2009

Estatutos da Federação Portuguesa de Vela

Todas as Federações Desportivas Nacionais (cerca de 70) dispuseram de um prazo (de seis meses), que terminou no passado dia 26 de Julho, para adaptarem os seus estatutos à actual legislação portuguesa, mais concretamente ao Regime Jurídico das Federações.
Podemos classificá-las, para o efeito (o do prazo) em dois grandes tipos:
Tipo A:
As que pela sua dimensão (orçamento, número de sócios, número de praticantes, etc) dispõem de meios que lhes permitiam facilmente resolver a tarefa. Entenda-se como meios, elementos dos órgãos sociais desempenhando a função profissionalmente a tempo inteiro e quadros humanos profissionais, como juristas, técnicos da modalidade e administrativos).
Tipo B:
As que pela sua dimensão mais reduzida não dispõem daqueles meios sendo a sua gestão feita total ou quase totalmente por amadores voluntários.
Naturalmente que as do tipo A facilmente poderão ter adaptado os Estatutos em tempo útil, enquanto as do tipo B se terão deparado com dificuldades de ordem vária para cumprir o prazo.
Várias Federações não cumpriram o prazo. Mas curiosamente, além de Federações do tipo B, como seria de esperar, também várias Federações do tipo A não cumpriram como, por exemplo, a de Futebol ou, cingindo-nos às Federações Náuticas, a Federação Portuguesa de Vela.
A Federação Portuguesa de Vela não conseguiu cumprir o prazo, apesar de ter um Presidente profissional, recursos humanos profissionais, e juristas, não só em vários órgãos sociais, mas também numa Comissão Jurídica especializada que formou especialmente tendo em vista a adaptação dos Estatutos. De facto, a Assembleia Geral convocada (já de si tardiamente) para o dia 25 de Julho passado para resolver o assunto, foi inconclusiva.
Porquê? Porque a A.G. da Federação Portuguesa de Vela continua disfuncional, sofrendo de uma disfuncionalidade que o actual Regime Jurídico das Federações visa resolver. Verificando-se que cerca de meia dúzia de delegados naquela A.G. detêm um poder de voto superior a uma elevada maioria restante é natural que a A.G. seja disfuncional (Ver post de 3 de Junho de 2009). E é pena. E, no caso vertente, a A.G. foi inconclusiva, porque a referida minoria de delegados pretende perpetuar a disfuncionalidade.
É a náutica portuguesa que fica a perder e, mais concretamente, a VELA portuguesa que sai prejudicada no seu potencial de desenvolvimento.

24 de julho de 2009

Manual de nós




Existem actualmente uns quantos livros em língua portuguesa sobre a arte, ou ciência, de fazer nós. Este “Manual de nós” é um deles, de que gosto bastante. Da autoria de Gordon Perry e editado pela Lisma, tem a particularidade de não apresentar estritamente nós utilizados em marinharia mas também outros, por exemplo, essencialmente utilizados em escalada ou na pesca.
Espanta-me sempre a ignorância que se verifica entre a maioria dos portugueses quanto à questão de saberem utilizar três ou quatro nós. Actualmente, a maior parte dos jovens não conhece nem sabe utilizar nenhum nó.
Penso, inclusivamente, que a aprendizagem de quatro ou cinco nós essenciais devia fazer parte do programa do primeiro ciclo do ensino básico. E aqui já nem está em causa o facto de Portugal ser ou não um país de marinheiros. É apenas uma questão de educação e cultura…

21 de julho de 2009

Jogos Náuticos Atlânticos 2009


Os Jogos Náuticos Atlânticos 2009, com assinatura da Intercéltica, que vão ter lugar em Viana do Castelo, entre 1 e 6 de Agosto contam com o apoio das Federações Náuticas Portuguesas das modalidades envolvidas. Prevêm-se cerca de 600 participantes, oriundos das Euro-Regiões do Arco Atlântico. Durante uma semana Viana do Castelo irá viver o desporto náutico.

A INTERCÉLTICA – Associação Cultural, Desportiva e Turística, a Câmara Municipal de Viana do Castelo, a Valimar Comurb, a Câmara Municipal de Peniche, a Federação Portuguesa de Actividades Subaquáticas, a Federação Portuguesa de Canoagem, a Federação Portuguesa de Remo, a Federação Portuguesa de Surf e a Federação Portuguesa de Vela, são as entidades organizadoras dos Jogos Náuticos Atlânticos 2009.

Como já se disse neste “blog”, este evento tem a importante característica de fazer reunir, empenhadas num projecto comum, diversas federações náuticas portuguesas e vai ficar, a partir de agora, reconhecido pela Comissão do Arco Atlântico (composto por 27 Euro-Regiões).
Estes Jogos Náuticos reúnem condições para virem a crescer e tornarem-se no maior evento náutico desportivo do território do Arco Atlântico. Fiquemos atentos ao seu desenvolvimento…

Zac Sunderland

O jovem Zac Sunderland, cidadão dos Estados Unidos da América do Norte, concluiu há poucos dias, com 17 anos de idade, uma volta ao mundo à vela em solitário. É actualmente o mais jovem navegador solitário a ter realizado uma volta ao mundo. Trata-se de um feito de realização impossível para um cidadão português, se o pretendesse fazer a bordo de um veleiro com bandeira portuguesa. Porquê??
Porque a legislação portuguesa não o permite. Efectivamente, no caso de um português, este teria que ter a carta de navegador de recreio na categoria de patrão de alto mar. E para ter a carta de patrão de alto mar, de acordo com Regulamento da Náutica de Recreio em vigor, (alíneas a) e c) do Arto 35º), o jovem português teria que ter, no mínimo, 20 anos de idade!!
Por estas e por muitas outras é que continuo a admirar-me quando ouço dizer que Portugal é um país de marinheiros.

15 de julho de 2009

Conselho da Náutica de Recreio devia comemorar efeméride

O Conselho da Náutica de Recreio (CNR), criado em 1995, é um órgão de consulta do Ministro das Obras Públicas, Transportes e Habitação, competindo-lhe dar parecer, sempre que solicitado, sobre as matérias relativas à náutica de recreio.
Foi o caso em 2008, tendo o CNR reunido em sessão plenária no dia 15 de Julho de 2008, a fim de emitir parecer sobre a necessária actualização dos diversos diplomas sobre náutica de recreio. Aquela sessão plenária ocorreu após mais de seis meses de trabalhos de uma comissão especializada do CNR que se debruçou sobre o assunto, desde Janeiro de 2008, com reuniões quase semanais.
As sessões plenárias do CNR são presididas pela Presidente do Conselho de Administração do Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos (IPTM), no caso, a Drª Natércia Guimarães. O CNR é composto por mais de vinte representantes de diversas áreas e instituições, aliás mal composto, mas isso não vem agora ao caso.
O que vem ao caso é que muitas pessoas, com posições de destaque nas instituições que representam no CNR, ocuparam muitas horas, ao longo de meses, para produzirem um trabalho que mereceu a aprovação praticamente unânime na referida sessão plenária.
Seria de esperar que, passados alguns meses, o Governo tivesse publicado os novos diplomas actualizados, sendo que os que estão em vigor contêm bastantes anacronismos, prejudicando-se assim a actividade náutica neste país que alguns teimam em dizer que é um país de marinheiros.
Faz hoje um ano, portanto, que se realizou aquela sessão plenária, não tendo havido qualquer informação de retorno por parte do Governo quanto ao resultado da mesma.
Proponho aos membros do CNR que se reúnam para comemorar a efeméride, da maneira que acharem mais interessante. Um jantar?? Uns copos num bar??? Uma ida a uma discoteca???

O Kiteboard ou Kitesurf e a Federação Portuguesa de Vela

Dentro de muito pouco tempo (semanas?, meses?) vai colocar-se a questão de ter que estabelecer-se qual a entidade desportiva nacional a quem competirá a tutela ou coordenação do kiteboarding, mais concretamente a tutela e coordenação do quadro competitivo nacional desta modalidade.
Ora, o kiteboard (ou kitesurf) não é mais do que uma das especificidades da VELA. Velejar com kites (ou papagaios, falando português) nem sequer é uma actividade de nascimento muito recente, dado que acontece desde o início do século XX.
Parece que em Portugal há quem tenha dúvidas de que se trata de VELA. Recordemos alguns factos:
- A travessia do Atlântico Norte realizada por Anne Quéméré em 2006;
- Os navios mercantes que actualmente fazem travessias regulares utilizando Kites;
- O Kiteboarding (enquanto modalidade de competição) está integrado na International Sailing Federation (ISAF) que é a Federação Internacional em que está filiada a Federação Portuguesa de Vela;
- A Federação Portuguesa de Vela (UPD) é a entidade reconhecida pelo Estado como autoridade nacional para a VELA desportiva e, de acordo com a legislação em vigor, não pode haver, reconhecida pelo Estado, mais do que uma federação nacional desportiva com esta competência.
Assim sendo, parece-me que não deverá haver dúvida em integrar o Kiteboarding na Federação Portuguesa de Vela, no respeitante à sua prática desportiva formal em território português

9 de julho de 2009

XV Jogos Náuticos Atlânticos mudam de local

Em 2009, de 1 a 6 de Agosto, Portugal vai ser o país anfitrião dos XV Jogos Náuticos Atlânticos tal como tem estado previsto, ou melhor, não vai ser exactamente como estava previsto.
Efectivamente esteve previsto que o evento se realizaria na área metropolitana do Porto, com o envolvimento das Câmaras Municipais do Porto, Gaia e Matosinhos, como foi dito aqui num “post” em 22 de Abril de 2009.
Afinal vai ser em Viana do Castelo.
Porquê??
Caberá a cada um de nós especular sobre os motivos. Trata-se, no entanto, de uma situação tipicamente portuguesa.
Adiante…e confiantes na capacidade de improvisação e desenrascanço dos lusitanos.
Neste caso quem, em primeira mão, tem o problema de ter que se desenrascar é a Intercéltica . Assim possa contar com o empenho da Câmara Municipal de Viana do Castelo e das federações desportivas nacionais das modalidades envolvidas (remo, vela, canoagem, surf, actividades subaquáticas, surf…) e o êxito do evento estará assegurado.

8 de julho de 2009

Fauna submarina atlântica




“Fauna submarina atlântica”, da autoria de Luís Saldanha, é uma obra de referência não só para quem se dedica a actividades subaquáticas, mas também para todos aqueles que se interessam pelos assuntos do mar, neste caso, o mar português.
Com este “manual” concebido de maneira a ser consultado e entendido facilmente não necessitamos de ser licenciados em biologia marinha, para identificarmos facilmente toda a fauna das águas marítimas portuguesas, através de excelentes desenhos. Encontramos também o nome comum e o nome científico de cada “bicho”, bem como a descrição das respectivas características.

1 de julho de 2009

Kitesurf ou Kiteboard em Portugal

Num texto que publiquei aqui no dia 14 de Maio de 2009, intitulado “Confraria das Federações Náuticas” referi-me a dez federações desportivas nacionais respeitantes a modalidades náuticas. Não fiz referência a nenhuma Federação Portuguesa de Kitesurf ou Federação Nacional de Kitesurf (ou de Kiteboard). Tal facto deve-se à não existência de uma federação nacional que abranja esta modalidade, reconhecida pela tutela como tal, com o Estatuto de Utilidade Pública Desportiva. (As dez federações que referi têm o estatuto de Utilidade Pública Desportiva).
Não quer isto dizer que não existam praticantes de kitesurf no país. Eles existem e são vistos nas praias de todas as costas nacionais. E ninguém terá dúvidas de que se trata de um desporto náutico. Por outro lado já existe alguma controvérsia quanto a definir-se onde é que “encaixa” esta modalidade sob o ponto de vista da orgânica desportiva nacional. Inclusivamente já houve quem sustentasse que se trata de uma modalidade do âmbito da Federação Portuguesa de Voo Livre.
Ora o “Kite” ou “papagaio”, se quisermos falar português, é utilizado desde longa data como meio de propulsão de uma embarcação utilizando a energia do vento. Desde Kayaks e pranchas que fizeram travessias oceânicas, até navios mercantes que actualmente o utilizam na sua actividade normal de transportes intercontinentais.
Estamos, portanto, a falar de VELA. Deste modo, nem que seja pela simples ordem lógica das coisas, se um destes dias se tratar de o Kitesurf ter enquadramento federativo nacional, pela natureza da actividade e pelo meio em que se realiza, esse enquadramento deveria ser na Federação Portuguesa de Vela. Vêm à memória análogas dúvidas em relação ao “windsurf” ou “prancha à vela”, no início da década de setenta do século passado. A prancha à vela ficou enquadrada pela Federação Portuguesa de Vela e, a partir daí, não houve qualquer controvérsia.

30 de junho de 2009

O legislador omnisciente

Não raras vezes o legislador produz leis completamente convicto de que é o detentor da mais correcta visão da realidade e do conhecimento das necessidades e interesses daqueles para quem está a legislar. Não raras vezes o legislador convence-se de que é um ser omnisciente, desprezando completamente a hipótese de legislar ouvindo as sugestões daqueles que lhe pagam o ordenado, isto é, dos cidadãos eleitores e contribuintes.
E assim surge legislação incongruente e pouco eficaz.
Naturalmente que este fenómeno acontece pelo mundo em geral e, portanto, também acontece em Portugal. Por outro lado, sendo geral, acontece nas mais diversas áreas e, consequentemente, também na área da vastíssima quantidade de diplomas que abrangem as actividades relacionadas com o mar.
Veremos alguns exemplos, aqui no PORTUGALPROMAR.

25 de junho de 2009

Vamos velejar !




"Vamos velejar" é um manual de iniciação para a vela editado em Setembro de 2006 pela Setemares. Trata-se de um livro muito interessante, da autoria de Claudia Myatt. Muito bem ilustrado e bem traduzido para português, encontra-se integrado no Plano Nacional de Leitura (Ler +). Embora o tipo de ilustração seja dirigido para os leitores mais jovens, trata-se de um bom manual de iniciação para jovens de qualquer idade. Pode ser adquirido, sem sair de casa, na livraria online da Federação Portuguesa de Vela.

24 de junho de 2009

Portugal e a pirataria

Já lá vai o tempo (foi no tempo de Vasco da Gama, Afonso de Albuquerque e outros…) em que os portugueses espalhavam o terror no estreito de Ormuz, e no Índico em geral, utilizando a artilharia instalada a bordo das suas naus.
Agora encontram-se naqueles mares umas pequenas embarcações ligeiras tripuladas por piratas indígenas, cujo alvo são os navios mercantes de diversas nacionalidades que por ali passam. Recentemente uma destas pequenas embarcações, quando se preparava para tomar um navio mercante, foi neutralizada nos seus intentos pela fragata Corte Real, da marinha de guerra portuguesa. Segundo as notícias divulgadas, os piratas foram de seguida deixados em paz, porque a legislação portuguesa não prevê o crime de pirataria.
Muito interessante este detalhe da legislação portuguesa respeitante ao mar. Muito interessante sobretudo quando apreciamos os inúmeros diplomas legais que existem em Portugal sobre actividades no mar, inúmeros e muitos deles desfasados da realidade e das necessidades. Num certo sentido, todos eles a constituírem-se como obstáculos no acesso ao mar.
Conclui-se assim que o legislador português, ao não legislar sobre pirataria no mar, está a incentivar esta actividade marítima, enquanto dificulta outras.
Será por sermos um país de marinheiros ?

20 de junho de 2009

Construção de um sextante

Em “posts” que publiquei aqui em 5 de Maio e 4 de Maio passados referi-me à questão do sextante nos cursos de patrão de alto mar. Continuo convicto de que se trata de um mero obstáculo se nos colocarmos na perspectiva de portugueses que queremos ir para o Oceano.
Para além da impertinência que é a questão do sextante nos cursos de alto mar, tal como persiste na legislação actual, acontece que o sextante é um objecto de aquisição muito dispendiosa. Custo elevado a acrescer aos preços elevadíssimos que as escolas de navegadores de recreio cobram pela frequência obrigatória do referido curso de patrão de alto mar.
Mesmo um sextante de plástico dos mais simples disponíveis no circuito comercial tem um custo muito elevado.
Para um navegador de recreio que pretenda fazer-se ao Oceano e que, obrigatoriamente, tem que passar pelo “filtro” absurdo do curso de patrão de alto mar tal como se encontra legislado, existe, apesar de tudo, a possibilidade de construir um sextante barato em casa, para “estudar” e “praticar” o que o curso preconiza. Basta uma caixa de CD e um CD e umas peças de Lego e o sextante constrói-se. E servirá para o que se pretende no curso. E depois de aprovado no curso, na posse da carta, o navegador lusitano poderá ir fazer a sua volta ao mundo, legalmente, sem qualquer sextante a bordo . (Levando a bordo, preferencialmente, um ou vários GPS)
Os planos para construir o sextante encontram-se aqui.

17 de junho de 2009

Dicionário de marinharia

Existem vários dicionários portugueses de marinharia. Não muitos. Aliás, poucos. O "Vocabulário Marujo", da autoria de Maurício da Costa Campos, lente do 4º ano da Marinha da Nova Academia de Goa, editado no Rio de Janeiro em 1823, é um deles. Correcto, bastante completo, permanece actualizado sendo que a ortografia da época é fácil de entender e de “actualizar” automaticamente durante a leitura. Tem a vantagem importante de ser gratuito. Basta descarregá-lo do sítio onde se encontra na internet.

16 de junho de 2009

Núcleo de náutica de recreio do Seixal








A Câmara Municipal do Seixal tem em curso o projecto de realização de um “Núcleo de náutica de recreio” que, essencialmente, consiste na realização de algumas melhorias no velho cais fluvial e no velho cais da pedra. No respeitante à recuperação e refuncionalização do cais da pedra é de desejar que a mesma não passe pela continuidade da existência da rampa de alagem ali instalada actualmente e que, como se pode ver nas fotos anexas, é essencialmente inútil. Desejável seria também, se porventura o objectivo for facilitar o acesso dos nautas de recreio ao plano de água da baía do Seixal, que seja construída ou instalada uma rampa que efectivamente permita alar embarcações ligeiras com alguma facilidade. De facto, em toda a baía do Seixal, não há uma rampa ou zona de areal com acesso livre ao público que permita, com um mínimo de eficácia, alar ou lançar embarcações, transportadas em atrelados ou em cima de viaturas automóveis.

8 de junho de 2009

Ptnauticmodel

O modelismo náutico é uma actividade, ou melhor, uma área cultural de importância relevante para todos os que se interessam pelas coisas do mar e da náutica. Relevante nas suas várias vertentes, desde os modelos estáticos (“apenas” para exposição) até aos modelos dinâmicos (os que navegam), sejam eles de embarcações já desaparecidas ou de embarcações contemporâneas (de lazer, de trabalho, militares, a remos, à vela, a motor, etc) sejam eles modelos prospectivos, de lazer ou de competição ou de investigação.
Gente do mar e modelistas náuticos são duas confrarias que partilham saberes e paixões. Muitas vezes as pessoas são as mesmas, isto é, não são exclusivamente modelistas. Aliás, pensando bem, concluo que uma pessoa com interesse pelo modelismo náutico é necessariamente uma pessoa interessada nas coisas do mar.
Tanto quanto sei, não existe em Portugal nenhum clube ou associação cujo objecto seja o modelismo náutico. Todavia existe, desde há escassos anos, um sítio na internet frequentado pela confraria portuguesa dos modelistas. Refiro-me ao ptnauticmodel. Tanto quanto percebo o pai da criança foi o Paulo Simões, que vive em Setúbal e que é um homem do estuário do Sado, um homem do mar, portanto. Bem haja por ter proporcionado este potente instrumento a todos os modelistas náuticos, portugueses e não só.

6 de junho de 2009

Portugal vice-campeão mundial de fotografia subaquática

No Campeonato Mundial de Fotografia Subaquática que decorreu na Coreia (Ilha de Jeju) nos dias 3 e 4 de Junho, Portugal sagrou-se vice-campeão mundial.
Portugal representado pelas equipas Rui Guerra/Susana Silva (5º geral individual) e Manuel Silva/Ana Gomes (8º geral individual) sagrou-se Vice-campeão mundial logo a seguir à vizinha Espanha, campeã mundial.
Rui Guerra venceu na categoria "grande angular com mergulhador" e foi terceiro na categoria "grande angular".
Manuel Silva obteve a prata na categoria "peixes".
Participaram 16 países, representados por 25 equipas.
Esta notícia sensibiliza-me por dois motivos:
- O primeiro é o facto de traduzir um sucesso para portugueses do mar;
- O segundo é o facto de me avivar a grata recordação da minha participação no campeonato nacional da modalidade em 2003, em Sesimbra. O único em que concorri. Fi-lo como "outsider", para resolver na hora o problema da falta de parelha de um Manuel Silva... nunca mais nos encontrámos... penso que será o mesmo. Naquele ano "fomos" vice-campeões nacionais com as fotos que o "ajudei" a fazer...

3 de junho de 2009

Democraticidade e disfuncionalidade

Num “post” que publiquei no passado dia 26 de Maio, referi-me à necessidade de as federações desportivas nacionais produzirem novos estatutos até 26 de Julho de 2009 a fim de se adaptarem ao novo regime jurídico que as enquadra. Referi também o bom exemplo da Federação Portuguesa de Canoagem que logo em Janeiro do corrente ano adaptou os seus estatutos.
Diversas federações de desportos náuticos estão actualmente a trabalhar no assunto, entre elas a Federação Portuguesa de Vela (FPV) cuja Direcção divulgou agora na internet um projecto para os necessários novos estatutos.
A FPV tem sofrido de uma disfuncionalidade orgânica interna desde o início dos anos 90 do século passado que consiste no facto de, na sua Assembleia Geral, votarem simultaneamente os clubes e os agrupamentos de clubes de que aqueles são obrigatoriamente sócios. Assim, os agrupamentos de clubes não têm representado eficazmente os seus membros na Assembleia Geral uma vez que estes, per si, votam simultaneamente na mesma Assembleia.
As federações desportivas nacionais de desportos náuticos têm um papel determinante a desempenhar no âmbito da Estratégia Nacional para o Mar e a responsabilização e participação democrática da sociedade civil são, evidentemente, factores determinantes no êxito desta estratégia. Estamos assim num momento importante no respeitante à potenciação de sinergias nas federações náuticas, quando o objectivo é levar Portugal para o mar.
Pena é que o referido projecto de actualização dos estatutos da FPV se situe de forma retrógrada neste contexto quando pretende dar continuidade, sob nova forma, à disfuncionalidade que referi.

1 de junho de 2009

Novos obstáculos no acesso ao Tejo

A Administração do Porto de Lisboa (APL) e a Câmara Municipal de Lisboa (CML) firmaram em 22 de Setembro de 2008 um protocolo para a implementação de uma pista ciclável ribeirinha com cerca de 7,5 Km de extensão, entre a Torre de Belém e o Cais do Sodré, estando o custo desta infra-estrutura orçado em cerca de 650.000 euros. A APL assumirá metade do custo. A APL compromete-se ainda a suportar os custos dos projectos dos dois troços relativos às pontes pedonais e cicláveis sobre as entradas das docas de recreio do Bom Sucesso e de Belém, a executar no prazo máximo de dois anos a partir da assinatura do protocolo, cabendo ainda à APL suportar em 50% as despesas inerentes à manutenção desta infra-estrutura, sempre que ambas as partes reconheçam a necessidade da sua realização.
Esta não é, evidentemente, uma infra-estrutura destinada a levar os lisboetas para o Tejo. É, precisamente ao contrário, uma infra-estrutura destinada a dificultar o acesso dos lisboetas ao rio e ao mar, dado que as embarcações de recreio a nado naquelas duas docas terão o acesso ao rio condicionado pelas pontes pedonais construídas sobre as entradas das docas. Caso se trate de pontes fixas, os veleiros não poderão continuar a utilizar aquelas docas. Caso se trate de pontes móveis (o que não faria sentido) veleiros (e não só) passarão a ter o acesso sujeito a horários.
Assim, faço votos para que a construção da infra-estrutura em questão não se concretize, o que até nem seria inédito, dado que todos conhecemos projectos anunciados e nunca realizados.

31 de maio de 2009

Portisub

No passado dia 21 de Maio, o Portisub (Clube Subaquático de Portimão) realizou uma sessão de baptismos de mergulho tendo como alvo alunos e alunas de escolas daquela zona do país. Bem hajam por esta iniciativa.
De facto, se pretendemos que Portugal se torne um país de gente do mar, um país no Atlântico, o caminho passa necessariamente pela realização de acções como esta.
Importa levar toda população escolar, prioritariamente a do primeiro ciclo do ensino básico, a sessões de baptismos de mar, não só no âmbito das actividades subaquáticas mas também, por exemplo, no âmbito da canoagem, do remo, da vela, do surf, da pesca desportiva de alto mar e, inclusivamente, da natação.

30 de maio de 2009

Aquicultura na baía de Cascais

Pelo que se ouve entre a gente do mar, existe um projecto de instalação de uma estrutura de aquicultura na baía de Cascais. O assunto, pelo que me é dado observar, é também alvo da atenção da Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto (SEJD), do Instituto do Desporto de Portugal (IDP) e da Estrutura de Missão para os Assuntos do Mar (EMAM). Recentemente, durante o III Seminário Internacional de Náutica de Recreio e Desenvolvimento Local, Miguel Sequeira, (responsável pela EMAM) abordou o assunto referindo que haveria que ponderar a viabilidade da execução do projecto uma vez que o mesmo poderia prejudicar ou inviabilizar a realização de regatas naquela baía.
Regozijo-me pelo facto de estas três instituições surgirem preocupadas com a prática da náutica de recreio, neste caso mais concretamente com a vela de competição. Do que tenho ouvido, quase que se poderia concluir que o projecto não é pertinente pelo prejuízo ou transtorno provocado aos velejadores. Ora, o mar é muito vasto e são conhecidos diversos locais por este mundo onde a náutica de recreio, a vela de competição e a aquicultura coexistem pacífica e harmoniosamente. Muito provavelmente também poderá ser assim em Cascais. Tenho dúvidas de que esteja na mente dos velejadores “inviabilizar” o projecto. Importaria então, desde já, atendendo à importância do envolvimento da sociedade local (responsabilização, participação, democraticidade…) saber-se da opinião daqueles que já estão praticamente a ser apontados como “protagonistas”, isto é, os velejadores. E, no caso, qual é a instituição que reúne os velejadores? O Clube Naval de Cascais, evidentemente.

28 de maio de 2009

O civismo e o Seminário do Seixal

Na manhã de 22 de Maio, no III Seminário Internacional de Náutica de Recreio e Desenvolvimento Regional, decorreu um painel sobre “Planeamento e Gestão de Infra-estruturas de Apoio à Náutica de Recreio”.
No período de debate e reflexão acerca do tema, tendo sido abordada a questão da quase inexistência de rampas de varadouro de acesso livre no estuário do Tejo, ouviu-se a Presidente do Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos (Natércia Cabral) afirmar que, sem prejuízo de reconhecer a necessidade da instalação de rampas, entende que as mesmas não devem ter livre acesso, devendo o acesso ser gerido e controlado por instituições credíveis, dada a falta de civismo que se constata no público em geral.
Fico sem palavras… não sei o que dizer…excepto talvez que, muito provavelmente, não estamos perante uma mulher do mar.
Entretanto ocorre-me o comentário de um amigo, velejador, que ao tomar conhecimento desta posição da Presidente do IPTM me disse que, se a tutela das estradas portuguesas alinhasse pelos mesmos princípios, então não deveria haver estradas de livre acesso ao cidadão contribuinte.

26 de maio de 2009

Federação Portuguesa de Canoagem, pioneira no novo regime jurídico

No Diário da República de 26 de Janeiro de 2009 foi publicado o Despacho n.º 3203/2009, de 14 de Janeiro, de Sua Excelência o Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, (Laurentino Dias) que fixou a lista das modalidades desportivas colectivas e das individuais, nos termos e para os efeitos do disposto no n.º 3 do artigo 26.º e no artigo 64.º, ambos do Decreto-Lei n.º 248-B/2008, de 31 de Dezembro. Deste modo foi fixada a data a partir da qual se conta o prazo de seis meses para adaptação dos estatutos das federações desportivas às normas do actual regime jurídico que as enquadra, prazo este que termina no próximo dia 26 de Julho, sob pena de as federações perderem o estatuto de utilidade pública desportiva.
Estou recordado de uma declaração de Laurentino Dias, a propósito do novo regime jurídico das federações: “…este diploma permite que todos os assuntos de uma federação sejam discutidos de forma mais aberta e transparente…”.
Tanto quanto sei, de entre as federações náuticas, a Federação Portuguesa de Canoagem foi a primeira a proceder à necessária alteração dos estatutos. Fê-lo em 31 de Janeiro passado. Estamos assim perante uma federação empenhada em ter os seus assuntos discutidos de forma mais aberta e transparente. Um bom exemplo para as federações em geral e designadamente para as federações de desportos náuticos, dada a existência de várias características comuns entre estas, para além do facto de terem ficado classificadas como federações de modalidades individuais.

25 de maio de 2009

VELA sem voz no seminário do Seixal


Participei no III Seminário de Náutica de Recreio e Desenvolvimento Local, que decorreu no Seixal, em 21 e 22 de Maio, organizado pela Câmara Municipal do Seixal em parceria com a Universidade Nova de Lisboa. Tal como nos anteriores seminários foram apresentadas comunicações muito interessantes para todos aqueles que se encontrem envolvidos na temática em questão. Voltarei ao assunto.
Mas, desde o início do evento, um aspecto me entristeceu. Refiro-me à ausência do Presidente da Federação Portuguesa de Vela. Efectivamente, se há federação desportiva nacional a quem a temática em agenda diga também respeito, essa federação é a de vela. Isto, sem prejuízo de outras federações cujas modalidades também estão envolvidas como se viu, aliás, no decurso do próprio seminário.
Para os menos informados esclareço que o referido dirigente exerce o seu cargo profissionalmente, a tempo inteiro. Estranhei a ausência, que me entristeceu sobretudo porque, se tivesse participado, teria tido várias oportunidades de intervir nos trabalhos, como voz dos praticantes de vela em Portugal, expondo pontos de vista e preocupações destes, no âmbito da náutica de recreio e do desenvolvimento local.

O último refúgio

Gente do mar relacionada com o Clube Naval Setubalense concretizou o projecto de estudo e reconstrução do Hiate de Setúbal. Acabaram por construir uma réplica. Bem hajam por toda esta iniciativa de que podemos ver o relato no filme documentário que fizeram: "O último refúgio" .

24 de maio de 2009

A campanha do Argus


O João Costa Pereira produziu um comentário a propósito de um post que publiquei sobre o Argus. Nesse comentário referiu uma obra de Alan Villiers sobre a frota portuguesa da pesca do bacalhau na Terra Nova. Este comentário deu-me a ideia de produzir posts de apresentação de alguns livros da minha biblioteca relacionados com a temática do Portugalpromar.
É o caso do livro "A campanha do Argus", de Alan Villiers, que este australiano aventureiro dos mares escreveu em 1950. Escreveu-o como observador participante, uma vez que embarcou no Argus em Lisboa e fez toda a campanha de 1950 a bordo. O livro surgiu a público no Outono de 1951. Foi na época mais um dos êxitos deste autor de dezenas de livros, todos de temática marítima
A edição aqui em causa é de 2005, da Editora Cavalo de Ferro (385páginas) e contou com o apoio da Câmara Municipal de Íhavo, do Museu Marítimo e Ílhavo e da Associação dos Amigos do Museu de Ílhavo. Inclui uma introdução de Álvaro Garrido, (historiador e director do referido Museu Marítimo) que nos situa muito bem no contexto em que o autor escreveu este livro. Esta edição inclui também interessantes fotografias da época.

19 de maio de 2009

Factor de desenvolvimento

A Intercéltica vai fazer a apresentação do estudo "A Náutica como Factor de Desenvolvimento da Região Norte". A sessão de apresentação vai decorrer na sala Couto Viana da Biblioteca Municipal da Câmara Municipal de Viana do Castelo, no dia 21 de Maio, às 21.30 . Estou, naturalmente, com muita curiosidade em conhecer os resultados deste estudo cuja realização, em boa hora, a Intercéltica promoveu.
No entanto, não vou poder comparecer na referida sessão, dada a coincidência com o III Seminário Internacional sobre Náutica de Recreio e Desenvolvimento Local, em que vou participar e que decorrerá no Seixal.
Deixo as minhas saudações náuticas ao Guilherme Guimarães e ao João Zamith, grandes mentores e entusiastas do louvável projecto da Intercéltica.

16 de maio de 2009

Mar e autarcas

Realiza-se nos próximos dias 21, 22 e 23 de Maio, no Auditório Municipal do Seixal, o III Seminário Internacional de Náutica de Recreio e Desenvolvimento Local, organizado pela Câmara Municipal do Seixal em parceria com a Universidade Nova de Lisboa, através do Instituto de Dinâmica do Espaço. Trata-se de uma louvável iniciativa que, para além de constituir um contributo para o conhecimento de meios e de estratégias de desenvolvimento local também se poderá constituir como um contributo para a melhoria das condições de acesso do cidadão português ao mar, tanto mais quanto mais sejam efectivamente ali abordadas questões relacionadas com a criação de infra-estruturas necessárias para a prática de desportos náuticos.
Como se sabe, as referidas infra-estruturas são ainda em quantidade muito insuficiente no estuário do Tejo e praticamente inexistentes na margem esquerda, designadamente no concelho do Seixal e concelhos ribeirinhos vizinhos.